Belarmino Lucas: “Os empresários estão nos cuidados intensivos”

31/07/2014 07:59 - Modificado em 31/07/2014 07:59

belarmino lucasBelarmino Lucas, presidente da Câmara de Comércio de Barlavento, em entrevista ao NN / impresso  diz  os empresários do Barlavento estão nos cuidados intensivos. E se não for feito nada  muitos podem encerrar as sua empresas  que vivem no vermelho .

Num mundo que não é de fantasia Belarmino admite que “ o Governo tem vindo a apostar nas infra-estruturas, não se pode negar: os aeroportos, os portos, as estradas. Mas o problema que se coloca é que a aposta feita no hardware não foi acompanhada pelo software” E explica : temos bons portos , mas não temos barcos. Questionado pelo NN sobre   o estado de saúde dos empresários na zona norte do país , respondeu :  “Eu diria que os empresários estão, de uma certa forma e utilizando a metáfora do estado de saúde, nos cuidados intensivos tendo em conta as dificuldades que são conhecidas por todos. E, neste momento, há uma situação que não é boa e que, necessariamente, necessita de uma atenção especial por parte dos ”médicos”, digamos assim, para evitar que o doente piore. Ultimamente, temos estado a viver uma situação de crise permanente que veio a aumentar com a crise agravada dos últimos anos e isso, aliado às dificuldades estruturais do país e da região, de facto, tem levado a economia e o sector empresarial a atravessar um período bastante complicado.” Questionado pelo NN  “   É esta a questão de fundo e dramática para o empresariado nortenho .

Quando ouvimos os políticos a falarem das infra-estruturas, incentivos e das condições para a realização  de negócios, temos a sensação de que só falta a Alice para se estar no país das maravilhas. Mas quando falamos com as pessoas que lidam com estas questões vemos que há problemas como o dos transportes que não estão resolvidos. Qual é o país em que os empresários acham que vivemos?  Perante está questão presidente da Câmara de Comércio de Barlavento traça o quadro em que vivem os empresários do Barlavento “  Isto é uma verdade. Que o Governo tem vindo a apostar nas infra-estruturas, não se pode negar: os aeroportos, os portos, as estradas. Mas o problema que se coloca é que a aposta feita no hardware não foi acompanhada pelo software. No fundo, temos um belíssimo computador com um processador hiper-rápido e com uma enorme capacidade de memória mas não temos um sistema operativo e os programas que nos permitem explorar as potencialidades deste computador. Portanto, é isto que estamos a viver no país: temos bons portos mas não temos barco “

  1. esquiiiiiiiiiiiiiiii

    O PRIVADO CONFORME DISSE O PRESIDENTE JÁ TÊM HARDWARE E FALTA SOFTHARE, O QUE ESTÃO À ESPERA PARA COMPRÁ-LO OU TAMBÉM QUEREM QUE O GOVERNO COMPRE E LHES ENTREGUE PARA EXPLORAREM? O NOSSO EMPRESARIADO E A INSTITUIÇÃO QUE OS ACOMPANHA ESTÁ MUITO FRACA ISSO É QUE TEM QUE SER DITO. IMAGINEM UMA CAMARA CONSTITUIDA POR 5 PESSOAS, SÓ UMA É QUE TEM COMÉRCIO. O RESTO É ADVOGADO, GESTOR ETC.ETC… E NENHUM SOFRE NA PELE O QUE O COMERCIO TEM SOFRIDO

  2. esquiiiiiiii,O Senhor Presidente da Camara do Comércio, referiu que o Hardware tem que ser acompanhado do Software isso quer dizer que para movimentar essas Infraestruturas há que haver barcos para movimentar esses Portos, e para termos este sistema operativo funcional aí entraria os Empresarios com o capital para o referido investimento para isso o Governo teria que criar alternativas de financiamento através dos Bancos. Portanto é isso que os nossos empresários precisam.

  3. Geronimo

    Há que definir estratégias.

  4. AGRESSIVIDADE

    NA MINHA MODÉSTIA OPINIÃO FALTA AO EMPRESÁRIO SAN VICENTINA A AGRESSIVIDADE, CORAGEM DE ARISCAR, VISÃO ETC. SE OS DAS OUTRAS ILHAS TÊM …E NÃO ADIANTA DIZER QUE O GOVERNO APOIA SÓ OS OUTROS

  5. Clara Medina

    Salvo raras excepções o pior que pode acontecer a um País no que respeita ao seu desenvolvimento é estar dependente de ajudas internacionais e em especial os paises africanos. Tal afirmacao é confirmada em varios estudos internacionais que infelizmente nunca sao publicados nos nossos meios de comunicação. Bilioes de dollars foram doados e salvo algumas excepcoes, apenas um grupo de corruptos e cleptomaniacos é que inriqueceu pornograficamente com tais ajudas. E Cabo Verde nao fugiu à esta regra. Quem é que viu no tempo colonial quando nao existiam ajudas internacionais tantos indivíduos exibindo tanta riqueza como depois da independência? A maioria nao herdou esta riqueza dos seus pais que possuiam na maior parte das vezes o minimo para sobreviver nem tao pouco a obteu através dum trabalho honesto.
    Para aqueles que conhecem S.Vicente passamos a ter e até com um certo orgulho uma semelhança com “Júlia Amore” na arena internacional e o pior ainda é que sentimos vaidosos com esta situação de estarmos permanentemente estendendo as mãos. Esta nefasta mentalidade de dependencia e indigencia estatal nas relacoes internacionais mais parece ter alastrado e servido tambem de exemplo e modo de comportamento para uma significativa faixa da Nação.

  6. Neves

    Mas afinal, os dois barcos – CRIOLA e LIBERDADI, não são barcos? Não servem para transporte de cargas? será??

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