São Vicente no Parlamento: Será que se fez de propósito com que São Vicente fizesse marcha à ré forçada?

31/07/2014 07:56 - Modificado em 31/07/2014 07:56

João GomesA ilha de São Vicente esteve em debate no Parlamento, desta vez, trazida pelo deputado do MpD, João Gomes. Falando sobre a situação da ilha, relembrou promessas antigas feitas para o desenvolvimento da mesma. Entre as promessas, recorda uma feita em Maio de 2007 de que a ilha “iria receber nos oito anos seguintes projectos estruturantes no domínio da imobiliária, cujos investimentos rondariam os quatro bilhões e setecentos milhões de dólares, ou seja, uma chuva de dólares”. Mas acrescenta que “sete anos depois, fazem-nos lembrar o famoso filme ‘E tudo o vento levou’”.

Na mesma linha de pensamento, disse que foram “demasiados filmes que só criaram ilusões”. Mas, com as novas promessas feitas pelo primeiro-ministro José Maria Neves aos mindelenses, espera poder “vencer ilusões e concretizar expectativas e trocar promessas por compromissos”. E espera que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro possam constituir uma lufada de ar fresco ao tecido social e económico da ilha.

António Monteiro, da UCID, questiona se toda a situação vivida pela ilha foi feita de propósito. “Será que se fez de propósito com que São Vicente fizesse marcha à ré forçada e porque é que todo esse tempo depois é que se lembram que efectivamente era necessário tomar medidas”? Acredita que existe um “descaso político em relação ao desenvolvimento socioeconómico da ilha”.

Segundo a deputada Arlinda Medina do PAICV, o seu partido diverge das visões do MpD e da UCID porque elenca os ganhos em paralelo com os desafios e constrangimentos de forma responsável, séria e com coerência. E acrescenta que o MpD pode não estar a querer o desenvolvimento da ilha por não ter aprovado o Orçamento de 2014. “Na aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2014 votaram contra e este Orçamento propõe investimentos e programas para a ilha de São Vicente e para Cabo Verde em geral”, afirma.

A representar o Governo, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Semedo, diz não entender a posição da oposição. “Sempre que o Governo realiza obras, há reacções negativas. Não entendo esta oposição, porque quando há propostas de obras dizem que não somos capazes de cumprir, quando as obras estão feitas dizem que as obras vieram atrasadas”. E acrescenta que sempre que há anúncio de obras na ilha há uma reacção negativa.

  1. Julio Goto

    …os deputados do PAI sao incopetentes e Mentirosos em primeiro de tudo sao representantes da Ilha de S.Vicente para o bem dos Saovicentinos e o desenvolvimento de Cabo Verde.As sucessivas mentiras e neglegencia do Jose Maria apladidos pelos mentirosos M.Inocente e asucessora (APM) o Novais etc. Todos pertencem ao Grupo latente pro Praia da R. De S . Tiago.

  2. Antonia Sousa

    M/ caros deputados de S.V., não importam em ouvir reiterada/ a irónica e oprimida expressão “S.V. gosta de chorar”. P/ favor falam da problemática dessa ilha, sim – S.V. tá na miséria. Há gente honesta e trabalhador esperando vizinhos e familiares c/ algum pra partilhar afim de levar pão à boca. Triste, isso é denegrir o ser humano. É mais uma razão para ver chefes de famílias, jovens, etc. alcoolizando e drogando c/ prod. da pior espécie pra fugir dessa dura realidade.
    E desculpa-me Sr. Rui Semedo, o governo tá atrasadíssimo c/ relação à S.V.. Convenhamos, tirar alguém do bordo do poço é absoluta/ melhor k resgatá-lo do fundo do mesmo. Deixará sequelas p/ sempre

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.