Paredes pinchadas: “quatro festivais e Soncent sem traboi”

31/07/2014 07:54 - Modificado em 31/07/2014 07:54

IMG_4501 (1)Os portos no Mindelo têm sido um dos locais onde muitos buscam o seu dia de trabalho como estivadores ou ajudantes. E, nos muros da Enapor, alguém mostrou o  desagrado com a realização de quatro festivais na ilha enquanto permanece a falta de trabalho em São Vicente.

Com letras vermelhas, pode-se ler o desagrado “ quatro festival e Soncent sem traboi” E retomando a questão de muitas pessoas à procura de trabalho, os portos de São Vicente parecem um lugar oportuno não só para se escreverem tais dizeres devido à quantidade de pessoas à procura de trabalho, mas também para avaliar o sentimento das pessoa sobre esses mesmos dizeres.

E o sentimento registado é de que há um total apoio às palavras escritas na parede de que “queremos trabalho”. Cláudio conta que está sempre no cais à procura e faz tudo mas na essência é “carregar bolsas em busca de algumas moedas”. Américo também faz o mesmo trabalho e conta que a situação está difícil, “piorando de dia para dia”, e conta que há cerca de dois dias que não consegue ganhar nada ficando a situação mais crítica.

IMG_4499Mas Américo diz com coragem que “São Vicente é só festa”. E na visão de vários, o sentimento que têm é este, de que há muitas festas e pouco trabalho. E Djodje já diz que para as festas, o dinheiro sempre aparece, mesmo donde não há mais, “para outras coisas, já é mais difícil”. “Têm feito muito pouco para dar às pessoas trabalho”, argumenta Sílvio.

São muitos os que procuram o dia nos portos e a quantidade da procura de trabalho é tão elevada que acaba por ser um problema já que, como descrevem, vai reinar a lei do “quem puder a mais”. E, por estes e muitos outros motivos, concordam com as palavras escritas na expectativa de que possa ser uma chamada de atenção para “quem está no poder” analisar a situação dos que precisam.

  1. E já pensaram, caso não houver: nehum Festival, Carnaval, Fim de Ano? Como ficaria S.Vicente? sem movimentação, situação mais dificil ainda, pessoas desempregado porque toda a economia de S.Vicente pára. Portanto isto é para mostrar alguns comentários feitos pelos comentaristas de S.Tiago, dizendo que pessoal de S.Vicente gosta de festas.

  2. INTOLERANTE

    Oh Povinho que gosta de reclamar, ao invês de tirarem proveito das situações. Aproveitem o festival para tirar os 3 dias de trabalho nas barracas, ou então inventem algum tipo de negocio para estes dias. Só sabem esperar a papinha feita para comerem, ainda quando não eperem que alguem o venha meter na boquinha. É nessas situações que o velho ditado vem a tona “emprego sim, trabalho nunca”.

  3. Neves

    Não acho nada mal a realização dos festivais em Cabo Verde! Porque para o bem do comércio, tem que haver circulação de bens, pessoas e dinheiro, e prestação de serviços. A única coisa que se deve questionar é sobre a forma de gestão. Isto é, não é permissível que o Governo e os Municípios continuem a esbanjar dinheiro público nos festivais. Por isso eu defendo que a gestão deve ser feita por privados. Agora cabe a cada cidadão cumprir com a sua parte, isto é ter cuidado e responsabilidade nos gastos pessoais. A organização deve também zelar pela segurança das pessoas e não proliferar o consumo de álcool nos jovens vulneráveis e desempregados, que pode originar violência e prostituição.
    A economia de Cabo Verde é caracterizada por uma base produtiva escassa, isto é não há produtos. Quando assim é temos que promover a prestação de serviços e eventos ligados ao turismo e cultura. Só que, para que isso aconteça temos de ter marca registada. Há muitos países pequenos no mundo que vivem só de serviços e eventos, precisamente porque já sabem de antemão que não tem base produtiva suficiente para desenvolver o comércio. (exemplo: Mónaco, Hong Kong, Singapura, etc.). BEM HAJA OS FESTIVAIS!!!

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