José no País das Maravilhas

30/07/2014 08:12 - Modificado em 30/07/2014 08:12

jmnDepois da visita de uma semana à ilha de São Vicente, o Primeiro-ministro José Maria Neves, avança medidas para alavancar a ilha. Parece a Alice no País das Maravilhas. Vê o que os outros não vêem. Deslumbra-se com um São Vicente que não existe: melhor nos 14 anos de governo não conseguiu, como prometeu, transformar na ilha das maravilhas. E o facto de vir, agora, em fim de mandato, anunciar medidas para “alavancar a actividade económica na ilha”, é quase uma verdade à “la Palaise” que nega o São Vicente maravilha que ele diz ter construído nos últimos 14 anos.

E assim, JMN saiu da visita optimista e deslumbrado, qual Alice ao passar o guarda-fatos que dá acesso ao País das Maravilhas e disse que constatou que há retoma de actividades económicas em São Vicente e geração de empregos. O que vai contra o sentir dos empresários, da população que está no desemprego, da realidade que se vive em São Vicente e, sobretudo, contra os últimos dados sobre a conjuntura económica que mostram que o ritmo de crescimento está a abrandar. Enquanto o PM diz que “constatei que há retoma de actividades económicas em São Vicente e geração de empregos, vi que o Cluster do Mar começa a estruturar-se, há novas empresas privadas que estão a emergir e a expandir as suas actividades”. O relatório escreve: “A confiança dos empresários da construção, comércio em estabelecimento, turismo, indústria transformadora, transportes e serviços auxiliares continua baixa. O indicador de clima económico mantém a tendência descendente e o ritmo de crescimento continua a abrandar”. Em que ficamos? No País das Maravilhas ou no País Real?

Em relação à indústria transformadora o PM aponta os casos da FRESCOMAR, SOCIAVE e confecções para sustentar o crescimento económico. Aqui, de facto, existe confiança dos empresários visto que se registou o valor mais alto dos últimos sete trimestres consecutivos. Esta evolução positiva deveu-se ao comportamento favorável da produção actual e da perspectiva de produção face ao próximo trimestre. Mas há um grande “Mas”: as principais dificuldades referidas pelo empresário neste período, foram a falta de água e de energia, a falta de matéria-prima, as dificuldades financeiras, a falta de mão-de-obra especializada e frequentes avarias mecânicas nos equipamentos.

Continuando a sua viajem no País das Maravilhas, o PM anuncia: “o executivo cabo-verdiano quer ainda que se estabeleça uma forte parceria entre o Governo, o sector privado e a Câmara Municipal para atrair Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e construir grandes infra-estruturas, com vista ao desenvolvimento de quatro grandes projectos. Penso concretamente, na construção de um hotel de cinco estrelas, num Centro de Convenções, num Grande Shopping Center e na infra-estruturação e desenvolvimento de um resort na cidade do Mindelo”. No País Real a conjuntura económica está outra vez contra José no País das Maravilhas, visto que “o turismo registou o menor índice de confiança dos últimos 14 trimestres. Os operadores referiram dois factores que limitaram a sua actividade: excesso de burocracia e regulamentações estatais e preços de venda elevados, que se acentuaram face ao trimestre homólogo. No comércio em estabelecimento, a conjuntura também é desfavorável devido à insuficiente procura, dificuldades financeiras, excesso de burocracia e regulamentações estatais, preços de venda demasiado elevados e ruptura de stock.” Em que ficamos?

Mas como a boca mora no alto e os relatórios da conjuntura económica só são levados a sério quando convém, José no País das Maravilhas socorre-se de algumas maravilhas mortas que criou, para “alavancar São Vicente”: “Vamos concluir o processo de constituição da CV Garante que precisa de ser dotada do Fundo de Contra-garantia e criar condições para uma actuação mais focalizada da Agência Cabo-verdiana de Investimentos (CI) e da Agência de Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) na ilha de São Vicente e na Região do Barlavento”. Vamos ver o que o PM vai fazer com esses zombies, na tradução à letra: mortos vivos e no crioulo de São Vicente: gongons. Isto na certeza que os empresários afirmam que “no comércio em estabelecimento, a conjuntura também é desfavorável devido à insuficiente procura, dificuldades financeiras, excesso de burocracia e regulamentações estatais, preços de venda demasiado elevados e ruptura de stocks”. Em que ficamos? No País das Maravilhas ou no País Real?

Texto publicado no NN papel n º 7

 

  1. Djoy

    Ele foi a ilha da Madeira? Ao Bairro de lata de Rª de Craquinha? A Ribeirinha Tchetchénia? Covoada de Bruxa? Aí sim teria um retrato real de São Vicente.

  2. Vanina

    Jose maria Neves ba la faze se pre campanha.No panha vergonha na cara, cond parse q festa moda 5 julho, ta faze e um manifestação mostra nos descontentamente, não entra ne ses fingimento. No tambem no tem culpa pa SV estod assim.Povo ta ser calod pa festa e triste. E tcha de ser burro tambem, se gente te volta na Camara MPD, ne presidencia faze o mesmo. Ou se nao se te vota presidencia PAICV, camara o mesmo. Partidos ne CV te espia pa ses interesse nao pa Pais.No meste esperança, novo partido

  3. Antonia Sousa

    Referindo ao que disse o Djoy, estas zonas representam uma pequenissima parte da real degradaçao da Ilha de S. Vicente. Ainda os k ganham a vida à custa do sofrimento desse povinho dizem k S.Vicente gosta de chorar (contradiçao quando dizem k somos festeiros. Pelo menos assim afogamos as n/ magoas e sem esbanjar dinheiro publico pq. conseguimos festejar c/ mui mui pouco). Somos um povo alegre minha gente! Devolvem a dignidade à S. V.!

  4. José Roberto

    Prestem atenção população de SV. Não se deixem enganar com conversa fiada.

  5. Soncente

    Ma tchal qete. Esse ê qê Soncente.
    Mentiroso da mer…..

  6. Soncente

    Claro k pa ele tava só maravilha, hospedá na Don Paco, sei de Hotel passea na avenida Marginal e diverti na Festival de Cavala, mas um voltinha na Ponte d’agua, e regresso pa Praia…. Tud na maravilha, pa ele soncente tinha de estod uma maravilha…. Nada de Realidade (Tchetchénia, covada de bruxa, ilha de madera e otes zonas de lata k pra li tem) .. Es crê é engana povo com conversinha manso!

  7. José Manuel de Jesus

    Djucê mininu sim burgonhha

  8. Antonia Sousa

    “Sébin, sébin” – disseste e bem. Mas isso deve-se a alegria intrinsica de S.V. (aga d’Soncent, meu caro F. O.). N/ obstante as dificuldades, conseguimos estar felizes. Dificil né, pq. n/ é pra todos – até copiaram n/ ideias de festivais mas a alegria n/ se copia – fazer o ke?!
    Qto. à perspectivas, devias saber k s/ recursos n/ se perspective. E esses recursos provem duma forma ou doutra do governo (é ele o maior – infeliz/ n/ melhor – gestor da coisa publica).

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.