Consulado Português no Mindelo: bichas para a recolha de dados biométricos

30/07/2014 08:03 - Modificado em 30/07/2014 08:28

Porta_do_Consulado_portugues[1]Nesta terça-feira muitas pessoas que aguardavam para serem atendidas no Consulado Português no Mindelo estavam descontentes. A maioria alegou ser uma falta de respeito e de consideração, pois espera ser atendida com a porta fechada e ao sol. A Cônsul Honorária no Mindelo diz que o número elevado de pessoas tem a ver com recolha dos dados biométricos  e está tudo organizado, mas as pessoas não entregam os documentos completos e aparecem antes da hora e do dia marcado pelo Consulado.

Muitas pessoas que estavam à espera para entregarem os processos para tirarem os dados biométricos,   com vista a conseguir um visto estavam descontentes à porta do Consulado Português no Mindelo. A maioria diz ser “uma falta de respeito e de consideração”, visto que espera no passeio, com a porta fechada e ao sol.

Sandra Lima diz sentir-se desrespeitada porque marcaram para ser atendida  para as dez e meia da manhã e depois da uma hora ainda estava à espera sem nenhuma resposta. Luis Teixeira que veio de Santo Antão adianta que esperava ser atendido da melhor forma, “poupamos dinheiro para não ir à Praia, mas não somos bem atendidos aqui” e acrescenta que quem tem nacionalidade portuguesa é logo atendido. Muitas dessas pessoas desistiram de esperar porque estavam cansadas, “o meu horário é à tarde, mas com medo de não me chamarem, vim logo cedo”.

Rosália Vasconcelos, Cônsul Honorário no Mindelo, diz que não corresponde à verdade que atendem as pessoas com nacionalidade portuguesa dentro do Consulado Português e os outros na rua .E esclarece que “que o Consulado tem apenas um dia por semana para atender “exclusivamente os cidadãos nacionais”.Nos restantes  dias existem senhas para nacioanis e estrangeiros conforme a hora de chegada

Uma máquina para 336 pessoas

O Consulado Português em São Vicente não tem o sistema permanente de recolha de dados biométricos, por isso, esta semana veio uma técnica da Embaixada de Portugal e uma máquina da cidade da Praia para a recolha de dados biométricos de 336 pessoas que se inscreveram nos últimos três meses. Assim justifica as bichas que ocorrem nesta altura pois, normalmente, não existem bichas.

Rosália Vasconcelos explica que a maioria das pessoas que estava na rua não tinha entregue os processos completos para tirar os dados biométricos, “isso dificulta o trabalho, porque temos uma lista e há pessoas marcadas para o dia 31 que já estão a exigir serem atendidas quando temos uma lista de chamada”.

Rosália Vasconcelos diz que está tudo organizado e estão cientes que nestes cinco dias os serviços consulares irão conseguir introduzir os 336 processos previstos, desde que as pessoas cumpram, “tragam os documentos completos e se apresentem à hora marcada. Assim conseguiremos trabalhar com serenidade e calma”.

O NN sabe que para evitar a deslocação à cidade da Praia das pessoas que precisam de um visto, a Embaixada de Portugal vem adoptando um sistema de recolha itinerante em São Vicente e o processo é feito trimestralmente.

A recolha de dados biométricos só se aplica às pessoas que tenham solicitado vistos de curta duração e é uma exigência do sistema VIS, Visa Information Sistem, em vigor desde cinco de Dezembro de 2012.

 

 

  1. catchass

    É humilhante a forma como somos tratados nesse consulado.

  2. Elisabeth

    Bom pelo menos poupam o dinheiro da deslocação para praia, mas deveriam atendelos lá dentro, melhor não acham

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