Laginha Summer Fest termina às 23 horas: Mindelenses contestam o horário imposto ao Festival

28/07/2014 01:59 - Modificado em 28/07/2014 01:59

20140727_185930Muitos dos que participaram no Festival Summer Fest realizado na praia da Laginha durante os três dias, mostram-se insatisfeitos com o horário imposto ao término do   Festival : 23 horas na sexta e domingo e 2 horas no sabádo não agradaram a ninguem

Os mindelenses ainda não aceitam a lei nº 34/VIII/2013, comummente conhecida como lei do barulho que se propõe de estabelecer o regime de prevenção e controlo da poluição sonora, “visando a salvaguarda do repouso, da saúde, da tranquilidade e do bem-estar das populações”. E hórario atribuido para o término do Festival: 23 horas na sexta e domingo e 2 hoas no sabádo não agradaram a ninguem. A não ser ao Bispo de Mindelo que mora nas imediações

Vanda Coelho, uma jovem mindelense que veio da Cidade da Praia curtir as férias junto dos seus familiares e amigos diz que estava muito ansiosa pelo Festival Summer Fest e que, na sexta-feira, primeiro dia do Festival da Laginha, ficou surpreendida quando anunciaram o fim do festival às 23 horas.

Apesar de não simpatizar muito com a programação do dia 25, a mesma adianta que o seu grupo de amigos comentou o sucedido. Apesar de não conhecerem o horário de início das actividades, acham que às 23 horas é cedo demais para quem perspectivava regressar a casa muito mais tarde.

O casal Eduardo e Carmen Soares, contam que às 22 horas chegavam à Praia da Laginha com a intenção de se divertirem, mas não esperavam que o Festival terminasse tão cedo. Indignados, tiveram de procurar outro sítio para se divertirem. Eduardo adianta que a Câmara Municipal não deveria ter permitido o Festival durante três dias se o problema fosse o barulho, porque estando numa praia de mar como a Laginha, num espaço onde existem diferentes estabelecimentos comerciais como restaurantes e discotecas, o barulho seria mais um elemento atractivo e um momento de diversão e de oportunidade para quem frequenta a praia.

Ricarda, uma negociante, conta ao NN que preparou uma grande variedade de doces e de salgados para vender durante o Festival Laginha Summer Fest, mas que na sexta-feira não conseguiu dar vazão aos produtos que confeccionara. A mesma adianta que os produtos que preparou para vender não se podiam conservar para o dia seguinte porque estragavam-se ou ficavam duros e os clientes recusavam-se a comprar. Já no sábado, dia 26, os produtos saíram melhor, mas poderiam ser ainda muito melhores.

Ricarda considera o Festival como uma oportunidade de negócio, mas deveria durar mais tempo.

Um grupo de jovens que estava no Festival também se manifestou de acordo com o prolongamento do horário do mesmo. Sendo São Vicente uma ilha muito dinâmica, eventos do tipo constituem oportunidades de gerar economia na ilha e proporcionar também aos mindelenses mais um momento para se divertirem, principalmente neste momento onde muitos emigrantes se encontram de férias na ilha”.

  1. Djoy

    Essa gente só querem festas (barulho) e bebedeira, esquecem-se dos outros que querem descançar que não têm nada a ver com esta barulheira. É preciso ter espaço para todos, por isso terminar 23 horas é boa hora. E todos saem a ganhar.

  2. Geronimo

    Gente é preciso pensarmos como País de Desenvolvimento médio. O pessoal que quer divertir, que sai de casa bem mais cedo. Pois temos que levar em conta que depois do festival tem pessoas que excederam na diversão e que continuam a perturbar as pessoas quando deslocam as suas residências. E Tem médicos e outros trabalhadores que querem repousar e dormir tranquilamente. Senao vamos fazer como no estrangeiro que as festas sao permitidas nos clubes afastados da cidade, para salvaguardar o silencio

  3. Carlos Gonçalves

    Surpreendeu-me esta frase “Os mindelenses ainda não aceitam a lei nº 34/VIII/2013, comummente conhecida como lei do barulho que se propõe de estabelecer o regime de prevenção e controlo da poluição sonora, “visando a salvaguarda do repouso, da saúde, da tranquilidade e do bem-estar das populações” – Em nome da paródia e passa sabe… Esta uma forma de bota baixo de uma lei em que se vem fazendo o finca pé (autoridades e responsáveis de todos os quadrantes) para não ser aplicada, em nome dos interesses de uns poucos, ignorando o coitado do cidadão. Afinal a liberdade uns (parodientos) termina lá onde começa o direito de outros (a dormir tranquilamente). Ou a Constituição é só para meia dúzia?

  4. georgina carvalho

    A camara fez muito bem ao atribuir a licença naquele horário, pois a lei é para ser cumprida. Nós os caboverdianos neste caso os Mindelenses devemos começar a pensar que a vida é para ser vivida, a juventude é para ser vivida mas sim com limites e sempre respeitando a liberdade do outro.
    Devemos começar a mudar a mentalidade da hora da parodia, vamos começar a iniciar , festivais, bailes, galas, passagem de moda, etc.,num horário mais cedo.

  5. rural xitiado

    nas zonas rurais tem muito espaço para essas farras

  6. lucifer

    dpos d sab morre ca nada. na são vicente, pessoal cre e so parodia, festa. iss ê as tantas un fals ilusão de dinamismo na nos sociedade. gent la precisa e de trabaia pa dinamisa pais, nada mas.

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