Trabalhadores da Cabocem ameaçam com greve de dois dias

9/07/2012 00:04 - Modificado em 9/07/2012 00:08
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A fábrica Cabocem, em Fundão, no Porto Novo, tem até ao dia 16 de Julho para resolver o problema de atraso salarial dos trabalhadores e repor o transporte dos trabalhadores e o fornecimento de água nas suas instalações.

 

O ultimato foi dado, sábado, 7, pelos trabalhadores da empresa, durante um encontro com o Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) que serviu para analisar a situação laboral nessa cimenteira, marcada pelo atraso de três meses de salários, corte do transporte dos trabalhadores e de água, bem como pela falta de boquilha, botas e luvas.

A informação foi avançada pelo secretário permanente do SLTSA, Carlos Pio Correia, que informou que se, até à data estipulada, a unidade de produção de cimento pozolânico não atender às exigências dos trabalhadores, estes partirão para uma greve de dois dias, cuja data a ser anunciada oportunamente.

Na segunda-feira, 9, o SLTSA, no qual os 23 trabalhadores estão filiados, entrega à administração da Cabocem uma carta, da qual vão constar essas exigências e anunciado a intenção da greve de dois dias.

Os operários exigem a regularização de, pelo menos, dois dos três meses de salários em atraso, a reposição do transporte do pessoal no percurso cidade do Porto Novo/Fundão (e vice-versa) e do fornecimento de água nas instalações da Cabocem.

Os trabalhadores exigem ainda melhores condições no exercício das suas tarefas, com a disponibilização de boquilhas, botas, luvas e outros.

Pio Correia explicou que o SLTSA foi mandatado pelos trabalhadores porá, no dia 17 de Julho, entregar o pré-aviso de greve à Cabocem, caso a empresa não atenda às reivindicações.

O director da fábrica, Fidel Castro, continua sem prestar quaisquer declarações com o argumento de aguarda pela autorização da administração da Cabocem, com sede na ilha do Sal, para o efeito.

A cimenteira Cabocem, inaugurada em 2005, tem vindo, nos últimos dois anos, a enfrentar dificuldades, o que levou ao despedimento, nos últimos dois anos, de dois terços (2/3) dos trabalhadores.

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