Companhias aéreas suspendem voos para Israel por questões de segurança

23/07/2014 08:30 - Modificado em 23/07/2014 08:30
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israelDiversas companhias aéreas europeias e norte-americanas suspenderam, esta terça-feira, temporariamente os seus voos comerciais para Israel, após um ‘rocket’ disparado a partir de Gaza ter atingido os arredores do aeroporto Ben Gurion, em Telavive.

“Uma casa sofreu estragos num ataque com míssil na região de Kiryat Ono Yedhu, a alguns quilómetros do aeroporto”, confirmou um porta-voz policial.

A Air France e a alemã Lufthansa anunciaram o cancelamento dos seus voos para ou provenientes de Israel, pouco após a Autoridade da Aviação Federal dos Estados Unidos ter proibido todas as companhias aéreas de efetuarem ligações com aquele Estado judaico por um período de 24 horas.

Israel está envolvido desde 8 de julho num sangrento conflito na Faixa de Gaza com o movimento palestiniano Hamas, que já matou mais de 620 palestinianos, na maioria civis.

Já a Lufthansa decidiu cancelar os voos por pelo menos 36 horas em direção a Telavive, uma decisão que segundo a edição digital do semanário Der Spiegel afetará ainda as companhias Germanwings, Austrian Airlines e Swiss Airlines.

A companhia germânica, que garante dez voos diários para Telavive a partir de Berlim, Frankfurt, Munique, Viena e Zurique, justificou a decisão “para garantir a segurança de passageiros e tripulações” devido a uma “situação instável”. “

A Air France disse que a decisão vai afetar os seus três voos diários para Telavive desde o aeroporto de Paris Charles de Gaulle, os três voos semanais a partir de Marselha, e os quatro voos semanais garantidos a partir de Nice.

As linhas aéreas belgas também confirmaram o cancelamento de um voo no final da tarde de hoje, e de outros três previstos para quarta-feira.

A transportadora aérea portuguesa, TAP-Air Portugal, contactada pela agência Lusa esclareceu que não voa para aquele destino.

Numa primeira reação, o ministro israelita dos Transportes, Israel Katz, considerou não existir “qualquer razão” para a anulação dos voos e garantiu que a aterragem ou descolagem do aeroporto Ben Gurion “não representa qualquer problema”.

jn.pt

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