Homicídio agravado: Filho confessa que matou o pai porque tinham uma relação selvagem

23/07/2014 08:03 - Modificado em 23/07/2014 08:03

Imagem de prisãoO Juiz da Comarca da Ribeira Grande procedeu à audiência de julgamento de Silvino Andrade de 42 anos, conhecido por “Manhoc” que assassinou o pai, Manuel Andrade de 72 anos, na localidade de Tanque, cidade da Ribeira Grande, no dia 21 de Fevereiro.

O cidadão Silvino Andrade de 42 anos, conhecido por “Manhoc” que assassinou o pai, Manuel Andrade de 72 anos, em 21 de Fevereiro, foi ouvido no tribunal da Comarca da Ribeira Grande.

No tribunal, o arguido Silvino Andrade disse que tinha uma relação selvagem com os familiares, mas não esclareceu o significado da expressão “selvagem”. O agressor disse que foi ao local para dar de comer aos animais quando encontrou o pai a brigar sozinho. Adiantou ainda que ao vê-lo, o pai começou a brigar com ele e desferiu-lhe um soco no estômago. Segundo Silvino, para se defender, desferiu-lhe também um soco na região orbitária do lado esquerdo e ao mesmo tempo pegou o pai pelo pescoço durante um a dois minutos. Ao ver que o malogrado estava sem vida, empurrou-o para trás, mas não sabe se o pai bateu com a cabeça numa pedra.

O doutor Paulo que fez o exame do corpo da vítima, afirma que a causa primordial da morte foi a asfixia por estrangulamento das vias aéreas superiores, designadamente, a laringe e a traqueia pois, havia manchas roxas na região do pescoço. Conforme o médico, através da radiografia não se pode concluir sobre qualquer fractura óssea.

A psicóloga Celeste da Unidade de Saúde Mental da Cidade da Ribeira Grande, como perito em matéria afirmou em tribunal que o arguido sofre de transtorno de personalidade, caracterizando-se como um psicopata, isto é, uma pessoa que não se consegue adaptar às regras sociais. De acordo com a psicóloga, o arguido é uma pessoa que não consegue tolerar frustrações e irrita-se com qualquer situação com que for confrontado, age com frieza e é incapaz de controlar os seus actos. A doutora Celeste adianta que Silvino é uma pessoa que não se consegue colocar no lugar de outra pessoa e, por isso, não sente o sofrimento da outra pessoa. Um mês antes da prática do crime, quando esteve acompanhado pela psicóloga, o arguido estava tranquilo e com um diálogo organizado e coerente, precisamente o mesmo comportamento quando, oito dias depois do crime, a psicóloga o foi visitar na cadeia da Ponta do Sol.

A testemunha César que foi a única a presenciar a parte dos factos, sublinha que ouviu uma voz e, ao observá-los, viu que o agressor tinha apertado o pescoço da vítima. Chamou-o e disse-lhe para largar a vítima. César acrescenta que ainda viu o arguido a empurrar a vítima para o chão e que chamou por socorro.

A mãe do agressor afirmou que o filho havia prometido matá-la juntamente com o pai e que, nesse dia, matou o pai com a intenção de matá-la também a ela. A mãe disse que o marido não tinha espírito para brigas e que morreu como um inocente porque não esperava que o filho o matasse.

O filho do malogrado, João Andrade, confirmou que o agressor já tinha prometido matar os pais, mas tinha mais vontade de matar a mãe, porque ela lhe chamava sempre à atenção. Reiterou ainda que o arguido é uma pessoa que basta alguém chamá-lo à atenção e já vê essa pessoa como inimiga e que não esperava um desfecho tão trágico.

O Ministério Público não acreditou na versão do arguido de que estava a defender-se e pediu a condenação pelo crime de homicídio de forma agravada. O representante do MP pede que o arguido seja condenado com a pena máxima ou uma pena próxima dessa.

O advogado do arguido pede ao tribunal que avalie as circunstâncias em que o arguido estava quando cometeu o crime e que seja acompanhado por psicólogos por causa do quadro psicológico que apresenta.

O arguido está em prisão preventiva desde o assassinato e é de realçar que o mesmo incorre numa pena de prisão entre 15 a 25 anos, se o Tribunal der como provados os factos que lhe imputa: a prática de um crime de homicídio agravado.

A leitura da sentença será feita no dia 21 de Agosto às 11:00 horas.

  1. baldasIESIG

    Perita em saúde mental ehehehehehehehe

  2. Antónia

    Zé Catana fez o que fez foi tido como um anormal com problemas psicológicos, este tambem é considerado como um psicopata.Quer dizer vamos então numa onda de “matança” e estes ditos psicopatas serão sempre tidos como alguem com problemas psicológicos, e se fosse outro alguem com uma vida normal ciente das suas atitudes seria tambem considerado um psicopata, onde esta o atestado de psicopatia.Cada um mata e é tido como psicopata neste caso vamos todos matar

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