Avião da Malasia Airlines abatido com míssil na Ucrânia

18/07/2014 08:24 - Modificado em 18/07/2014 08:24
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aviaoParece não haver dúvidas: o voo MH17 foi abatido por um míssil terra-ar quando sobrevoava a Ucrânia, na quinta-feira à tarde. A suspeita foi confirmada pela Imprensa norte-americana, citando fontes militares dos EUA. Governo de Kiev e separatistas pró-russos trocam acusações sobre autoria do ataque.Caixas negras foram encontradas no meio dos destroços, que se estendem por vários quilómetros.

Não houve nenhuma mensagem de emergência enviada pelos pilotos do avião. O voo MH17 partiu do aeroporto de Schiphol às 12.15 horas de Amsterdão, com destino a Kuala Lumpur, na Malásia, com 283 passageiros e 15 tripulantes, segundo comunicado da companhia aérea, e desapareceu do radar.

A cerca de 50 quilómetros da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, foi atingido por um míssil e despenhou-se junto a Grabovo, região de Donetsk, deixando um rastro de destruição ao longo de vários quilómetros. Ninguém sobreviveu. Os repórteres no local descreveram um cenário grotesco: cadáveres ainda presos ao assento com o cinto de segurança, dezenas de corpos desmembrados, misturados com os destroços do avião. Alguns incêndios e o cheiro intenso a combustível de avião compunham o palco de uma tragédia que voltou a acontecer a um avião da companhia malaia, a mesma do voo MH370 que desapareceu a 8 de Março com 239 pessoas a bordo.

aviao1A bordo seguiam 154 holandeses e outros cidadãos de várias nacionalidades. Ao JN, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, garantiu que, com base na lista de nomes divulgadas, não há nenhum português entre as vítimas. “Já vi, um a um, todos os nomes. Não há nenhum apelido português. “Poderá haver casos de dupla cidadania ou cidadãos que tenham nomes estrangeiros, mas tenham cidadania portuguesa. Mas por agora será difícil ter essa informação”, acrescentou.

Fontes militares norte-americanas, acabaram, ainda que não oficialmente, por deixar claro que a aeronave foi atingida por um míssil terra-ar. Segundo a imprensa norte-americana, a análise militar ainda está a tentar descortinar a proveniência do ataque.

Tensão aumenta

A aeronave caiu em pleno território controlado pelos rebeldes separatistas russos, cujas atividades estão a fugir ao controlo internacional. O incidente surge numa altura que o conflito tem subido de tom e certamente vai provocar uma forte reação internacional. O Conselho de Segurança da ONU marcou para uma reunião de emergênbcia para esta sexta-feira. Vladimir Putin culpou a Ucrânia, por ter iniciado as operações militares.

Mas as atenções viravam-se ontem para os separatistas. Um especialista citado pelo “The Guardian”, lembrava que só nos últimos quatro dias, dois aviões militares ucranianos foram destruídos pelos rebeldes. Todos foram atacados por mísseis terra-ar de pequeno alcance.

Todavia, o sistema de mísseis Buk, que foi desenvolvido pela União Soviética nos anos 70, tem capacidade para atingir o avião malaio, que voava a cerca de 10 mil metros de altitude. E um grupo separatista terá sido visto com um Buk, horas antes, na zona. Um repórter da AP testemunhou também que um conjunto Buk foi avistado na região. Os especialistas lembraram, no entanto, que este tipo de armamento só poderá ser cabalmente manuseado por um especialista.

O Governo ucraniano negou qualquer envolvimento e responsabilizou os rebeldes. “Não é um incidente, não é uma catástrofe, é um ato terrorista”, disse o porta-voz do presidente. Os rebeldes devolveram a acusação, mas mensagens apagadas da Internet e divulgadas por Kiev sugerem que os rebeldes terão abatido o avião.

Uma grande investigação internacional vai ser iniciada para determinar a responsabilidade do ataque.

As caixas negras do avião foram encontradas precisamente pelos separatistas, que garantem que as vão enviar para a Rússia, para análise. As milícias pró-russas estão, ainda, de acordo em permitirem aos investigadores internacionais um “acesso seguro” ao local da queda do avião, anunciou, esta sexta-feira, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

 

jn.pt

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