Àgua nas Sentinas e nos Fontanários

17/07/2014 08:30 - Modificado em 17/07/2014 08:30
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SantinaO preço da água nas sentinas e fontanários “é preço de uma vaca e um bezerro” afirmam os compradores.

 

Em São Vicente existe ainda uma grande parte de pessoas que não tem água canalizada. Para suprir à necessidade de água potável, devem dirigir-se às sentinas e fontanários. O preço da água nas sentinas e fontanários não agrada os compradores uma vez que é considerado um exagero por parte dos mesmos.

Izulina, residente em Chã de Alecrim, diz que não possui água canalizada nem esgoto em casa, por isso, consegue água através das sentinas ou fontanários. Ninguém consegue viver sem água, por isso, a qualquer preço que estiver teremos de fazer um sacrifício e comprá-la. A mesma conta que são oito pessoas em casa e que, semanalmente, costuma gastar quatrocentos e oitenta escudos para encher dois bidões de água. Considera “o preço da água muito caro para os que não têm água canalizada, embora os que têm também reclamam das facturas”.

Ainda em Chã de Alecrim, Paula Crisóstomo diz que o preço da água nos fontanários é muito caro porque têm de ganhar pela compensação, enquanto que nas sentinas vendem a água pelo preço estabelecido pela Câmara Municipal. “Para comprar água é preciso ter dinheiro que equivale ao preço de uma vaca e de um bezerro”.

Na sentina de Covada de Bruxa e Fonte Francês, os moradores têm as mesmas preocupações e acrescentam que as pessoas que nela trabalham não têm o hábito de limparem o tanque.

Isac, adiantou que não tem muita confiança na água da sentina de Fonte Francês porque já presenciou os carros a depositarem a água no tanque mas nunca viu ninguém a limpar os depósitos de água.

Acrescenta ainda que morava numa casa onde havia água canalizada e que não pagava tanto pela água como paga hoje pela água na sentina de Fonte Francês.

O mesmo considera o preço “um exagero” e que as autoridades competentes deveriam ter em consideração que “não há trabalho em São Vicente, pelo que muitas pessoas deixam de comprar um pão para comprarem água, porque a água é sagrada e ninguém vive sem ela”.

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