Casal acusado de tráfico de drogas

11/07/2014 00:55 - Modificado em 11/07/2014 00:55

drogasO Tribunal da Comarca de São Vicente procedeu à audiência de julgamento de um processo-crime que acusava Carlos Alberto Sousa conhecido por Calu Kakim e a sua companheira Isa Costa da prática do crime de tráfico de droga. O caso aconteceu em Março deste ano, quando foram encontrados, na residência do casal, um saquinho com mortalhas para enrolara a erva e sementes de cannabis.

 

Carlos Alberto Sousa de 36 anos, conhecido por Calu Kakim e a sua companheira Isa Costa, são acusados da prática de tráfico de droga. Depois das rondas da Polícia Nacional, os agentes aperceberam-se da grande movimentação de jovens em casa do casal no Madeiralzinho. No dia 24 de Março, a Polícia apreendeu 7 jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 22 anos com cigarros de maconha que alegaram ter sido comprado no Calu Kakim por 50$00. No dia seguinte, com um mandato de busca e apreensão, entraram em casa de Calu Kakim. Nessa busca, não foi encontrada nenhum tipo de droga, mas os agentes apreenderam um saquinho com papel para confeccionar cigarros de padjinha, sementes de cannabis e fotos do arguido exibindo uma arma de fogo e uma arma branca.

Durante o julgamento, o Juízo Crime procedeu ao interrogatório do arguido Calu Kakim que negou todos os factos alegando que o saquinho de mortalhas  era para uso próprio visto que fuma padjinha e que as sementes não servem, por isso, deita-as fora, mas de acordo com o juiz, os agentes da Polícia Nacional encontraram as sementes embrulhadas num papel. Calu disse ainda que a casa era apenas frequentada por colegas do filho e que nunca vendeu droga. Quanto às fotos, disse que a arma de fogo pertencia a um sobrinho e que foram tiradas numa festa.

A companheira Isa Costa disse em tribunal que não conhecia o negócio do marido e que vendiam pipocas, torresmo e doces, entre outras coisas, em casa. As testemunhas foram sete jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 22 anos, sendo um aluno da Escola Secundária Jorge Barbosa e os outros seis da Escola  Académica. Todas as testemunhas confessaram que foi o Calu Kakim quem lhes vendeu tacos de erva  por 50$00 e que vinha logo com a mortalha. Uma das testemunhas disse que foi comprar um taco e que Isa estava a varrer e que se apercebeu de tudo.

É de realçar que os jovens compraram essa droga mas não tiveram a oportunidade de fumá-la porque foram logo abordados pela Polícia que a apreendeu.

O Ministério Público pediu a condenação do arguido Calu Kakim pelo que disse que contra factos não há argumentos: “em sua casa foram encontrados papéis iguais aos apreendidos com as testemunhas e que vendia a padjinha com a flucha para aliciar e ter mais clientes”. E realçou  como agravante o facto da droga ser vendida a jovens .

Quanto a Isa Costa, não pediu nem a absolvição nem a condenação. Deixou ao critério do juiz, mas disse que a arguida sabia do negócio do companheiro.

O advogado de defesa pediu que se o arguido Calu Kakim for condenado, que seja por um crime de tráfico de droga de menor gravidade, porque não foi encontrado na posse de nenhuma droga. Para a arguida Isa Costa, o advogado pediu que fosse absolvida.

A leitura da sentença do processo-crime está marcada para o dia 24 de Julho.

  1. Geronimo

    Não tenham pena de traficante e vagabundo. Todos devem ser condenados, pois aliciaram os jovens a drogarem-se e tenho pena dos professores que lidam-se com o “comportamento inadequado” , e são vítimas de bulliyng no local de trabalho,mas a direcção das escolas tendem a esconder esses actos.

  2. antonia sousa

    Que sejam sim condenados, afinal n/ se deve viver à custa da desgraça alheia. E lembram-se, de pequenos negocios se chega à grande p/ exemplo “L.V.” onde o dinheiro sujo limpa a honra e confere direitos aos infractores e destruidores duma sociedade desprotegida por quem de direito.

  3. tony silva

    estes traficante da droga deverao ser presso porque estragarao as nossas sociedade
    porque muitos destes jovens quando nao tem dinheiro faz assalto para obter o dinheiro
    facil para ir comprar a droga

  4. Jorge barbosa

    O açúcar e o álcool são as drogas que mais se consume em Cabo Verde e ninguém foi preso até agora.As vendedoras de sucrinha nas portas das escolas que enchem os nossos jovens de açúcar, para além da falsa energia que ela gera, as cáries e os diabetes.As pessoas tem liberdade para fumar cigarro livremente, no entanto ninguém pode vender e consumir sua padjinha.Que contradição???

  5. daniel

    sistema de hipocrisia, apanham quem vende erva, mas não não apanham quem mata, erva é a salvação da nação, álcool a sua destruição, mas ninguém é condenado por vender álcool ou cigarro, sociedade fechada ao conhecimento, leis obsoletos, fumar erva é como beber uma cerveja cada um com a sua opção, vocês têm é inveja de quem fuma erva, nós , weed smokers, somos de outro nível, a vossa mente é tapada para essa realidade, por isso apoiam essas leis estúpidas e desumanas!! liberdade de escolha!!

  6. cidadao

    tont droga ek tintra tut dia ne nox pais um ka toia nenhum tip de relato sobre iss, tont prublema kess pais tinfrenta um k toia nehum abordod p ser solucionod es pj t xtot e na gozo com sempre visto k ex tb t mitit tut ne corrupcao

  7. Katia

    para mim nada ficou provado uma vez que somente encontraram as frutchas acho que esse papel é igual em todo o lado.
    Nao concordo com quem vende isso mas a coisas mais preocupantes a acontecerem e que a justica fecha os olhos como o caso do pedofilo que nao foi a cadeia e a sua pena foi de 50 mil escudos

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