Orgulhosa por ser sapateira

10/07/2014 01:46 - Modificado em 10/07/2014 01:46
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Mulher sapateiraMaria Domingos, de 42 anos, é doméstica e sapateira. Para ajudar o marido que precisava de ajudante e com dificuldades financeiras, teve de aprender a manejar as ferramentas. Nas horas vagas cozia e colava sapatos, hoje já coloca solas de sapatos e entende tudo de sapatos.

 

Maria é mãe de três filhos e foram criados com o dinheiro ganho a concertar sapatos. Enquanto o marido engraxava e concertava sapatos no centro da cidade, Maria ia cozendo e colando os sapatos que ficavam em casa, em Vila Nova. Quando o marido morreu, teve de tomar conta de tudo e, “graças a Deus, aprendi a concertar sapatos e hoje tenho muitos clientes que confiam no meu trabalho”.

Os filhos são os ajudantes para conseguir entregar os sapatos no tempo que promete aos clientes. “Às vezes, deixo de fazer muitas coisas como passear para honrar com a minha palavra”. Maria tenta entregar os sapatos concertados no dia que prometeu ao cliente e na maioria das vezes consegue honrar com a sua palavra, confessa.

Questionada se existem preconceitos por ser uma mulher, Maria responde que não e que os clientes aumentam de dia para dia. “Antigamente os sapatos eram de melhor qualidade” e hoje em dia há mais clientes que compram e fazem questão de cozer os sapatos e “ganho muito a cozer e colar sapatos antes de serem usados”.

Maria faz este trabalho há mais de vinte anos e afirma que consegue economizar e dar o que os filhos precisam para sobreviverem. Para ela, os filhos e todas as pessoas valorizam o seu trabalho porque “faço o meu trabalho com prazer” e, para ela, não há profissão melhor.

 

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