Taxa sobre transacções financeiras “só funcionará se for global”

5/04/2012 16:40 - Modificado em 5/04/2012 16:40
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A taxa sobre as transacções financeiras proposta pela Comissão Europeia só seria eficaz se fosse implementada a nível global, disse hoje em Bruxelas o ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

“Não se pode transferir transacções da Europa para o resto do mundo”, afirmou Trichet, citado pela agência Bloomberg. “Não queremos dar tiros no pé”.

O banqueiro francês falava durante uma conferência organizada pelo grupo EU40 (rede de eurodeputados com menos de 40 anos).

O antigo líder do BCE sugeria assim que um imposto sobre transacções financeiras seria contraproducente, porque levaria os operadores a transferir-se para fora da União. Esta posição tem sido articulada também por alguns membros da UE, particularmente os que têm indústrias financeiras mais desenvolvidas.

O presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, disse que a proposta prevê que “dois terços das receitas do imposto sobre as transacções financeiras vão para o orçamento comunitário” e um terço para os orçamentos nacionais, o que poderia representar uma redução das contribuições directas dos Estados-membros para o orçamento da UE até cerca de 50%, de acordo com estimativas preliminares.

“Esse sector [financeiro] tem pago menos que outros para o bem comum e, aliás, beneficiou muito com o dinheiro dos contribuintes” durante a crise financeira, disse esta semana Durão Barroso.

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