“A UCID só será governo se houver uma revolução“

4/07/2014 00:30 - Modificado em 4/07/2014 15:46

antonio monteiro5António Monteiro tem sido o rosto maior da UCID em Cabo Verde. Líder do partido, já concorreu por três vezes à Câmara Municipal de São Vicente mas sem sucesso. No último pleito, decidiu não continuar à frente do partido mas por falta de outras opções continuou a liderar a UCID: político são-vicentino expõe uma visão do que é necessário para que a ilha possa entabular a estrada do desenvolvimento. Continuo a bater na tecla de acabar com a bipolarização .Quanto a vencer as eleições em 2016 , Monteiro não tem dúvidas :  A  UCID só será governo se houver uma revolução

 

Por : Eduino Santos  e Hernani Delgado

 

 

Notícias do Norte: Depois das legislativas,ficou aborrecido e disse que ia abandonar a política, mas dissemos-lhe que seria difícil abandonar a política porque não havia uma alternativa a António Monteiro e que a alternativa a António Monteiro, era o próprio António Monteiro. Parece que tínhamos razão ….

António Monteiro:Penso que não. Como sabe, qualquer cidadão que se preze e esteja a fazer um trabalho com responsabilidade deve saber, acima de tudo, tirar as ilações que advêm da sua postura em tudo aquilo que faz e deve prestar contas. E no meu caso, na altura, na qualidade de presidente do partido e candidato à Câmara Municipal de São Vicente onde tinha todas as condições para ganhar as eleições, não tendo conseguido, é obvio que deveria colocar o meu lugar à disposição do partido, o que fiz. No entanto, os conselheiros e os vários militantes da UCID entenderam que não era por aquele motivo que deveria pôr o meu cargo à disposição e, com responsabilidade, assumi dirigir o partido atéao próximo congresso que acabámos por realizar em 2013. Ora, em 2013, no congresso do partido, afirmei que não seria candidato à minha sucessão, na medida em que entendia e entendo, que já estou à frente do partido há 15 anos e que deveria dar espaço a outros colegas meus para darem continuidade ao trabalho que realizei atéà altura. Infelizmente, as pessoas que contactámos, que entendíamos que teriam as condições e o perfil adequado para darem continuidade,não quiseram assumir o desafio e eu fui quase que obrigado a recandidatar-me.

NN: Mas nesta questão dá-nos razão quando afirmamos  que a alternativa a Monteiro é Monteiro?

AM: Não estou de acordo.

NN: Mas não tem aparecido  ninguém, uma vez que afirma que quer dar o seu lugar a novas pessoas?

AM: Não têm aparecido alternativas, apesar das tentativas.

NN: Não é que estamos a afirmar que está agarrado ao cargo, mas vai afirmando que quer sairecomo não aparece ninguém, vai sendo a sua própria alternativa.

AM: Bom, nessa lógica é o que efectivamente tem acontecido e, mesmo assim, isso não quer dizer que não hajam pessoas dentro do partido com capacidade de assumir a liderança. Penso que o que há aqui é algum receio por parte de alguns colegas em darem continuidade ao trabalho.

 

A UCID tem estado num ambiente muito mais pacífico

 

NN:Mas também pode ser um reconhecimento pelo trabalho feito?

AM: Acho que o trabalho não é um mérito de António Monteiro. O que temos conseguido nos últimos tempos, em particular, a direcção que conseguimos ter, é mérito do grupo. A UCID tem estado num ambiente muito mais pacífico, por isso é que conseguimos fazer o trabalho que fizemos. Por isso é que digo que não é um mérito pessoal mas um mérito do grupo e acho que deve continuar a acontecer desta forma.

NN:Continuamos a acreditar que ainda não há alternativa a António Monteiro e aproximamo-nos de um novo ciclo eleitoral e lá vem António Monteiro, de novo.  Teremos Monteiro em 2016?

AM: Para 2016 estou eu neste momento à frente do partido. Como sabe, o congresso foi realizado o ano passado e, com um mandato de três anos, é óbvio que iremos chegar a meados de 2016 comigo à frente do partido e é claro que, estando à frente do partido, terei de ser eu o responsável para organizar a casa e escolher bem os melhores candidatos para apresentarmos um projecto credível para Cabo Verde. É um desafio que tenho de assumir juntamente com os meus colegas e espero que, desta vez, consigamos atingir os objectivos que pessoalmente tenho estado à procura há muitos anos a esta parte.

 

E este potencial enorme deverá ser trabalhado no sentido de podermos, em 2016, conseguir eleger um número de deputados suficientes “

 

NN: A partir do momento que é Monteiro quem vai liderar mais um ciclo eleitoral, parece-nos que a UCID não está a crescer desde o último pleito. O que lhe parece, uma vez que está mais no terreno?. Qual é a sensação que tem neste momento ?

AM:A sensação é que o partido tem estado a crescer e muito. É só ver que em 2006, pela primeira vez, elegemos dois deputados para a Assembleia Nacional, totalizando cerca de 4700 votos. Em 2011, mais do que duplicamos o número de eleitores e mantivemos o número de eleitos nacionais. Crescemos também em 2012 nas eleições autárquicas onde conseguimos eleger deputados quer para a Câmara Municipal do Sal, quer para a Câmara Municipal da Ribeira Grande, em Santo Antão. E, neste momento, a sensação que temos e daquilo que nos vamos apercebendo no terreno nas várias ilhas onde nos temos deslocado e do feedback que temos recebido por parte da população cabo-verdiana de uma forma geral, é extremamente positivo e leva-nos a acreditar que o partido tem um potencial de crescimento enorme e superior ao que tinha anteriormente. E este potencial enorme deverá ser trabalhado no sentido de podermos, em 2016, conseguir eleger um número de deputados suficientes para podermos ter, em primeiro lugar, a quantidade de deputados que impeça a qualquer um dos outros partidos de ter a maioria absoluta no Parlamento cabo-verdiano.

NN:É este o ponto em que queremos chegar. Parece que 2016 é crucial para a UCID porque deve crescer para se transformar num partido da área do poder e conseguir, de facto, terminar com esta bipolarização que tem sido a vossaluta. É fundamental para a UCID eleger mais deputados , não é assim ?

 AM:Creio que 2016 será um ano muito importante, possivelmente para o país, não para a UCID. De facto, a situação em que temos vivido desde a abertura política de 13 de Janeiro de 1991 até hoje, tendo em conta a forte bipolarização política existente no país, tem dificultado imenso a assunção dos desafios económicos e sociais que temos no país porque, se reparar, o que assistimos em Cabo Verde a nível da politica é que há um antagonismo muito forte em relação aos dois partidos que têm mais força política neste momento em Cabo Verde. Ora,em virtude do facto de 2016 ser um ano determinante para o futuro do país, a UCID deve aparecer como um partido com capacidade para equilibrar o sistema político cabo-verdiano porque, se isto não acontecer em 2016 – e eu não faço futurologia –entraremos efectivamente num ciclo complicado. Se o PAICV perder as eleições, o MpD terá o seu ciclo de cinco ou dez anos, não se sabe, e poderá prosseguir com os mesmos erros que temos assistido no país a nível da governação. Pelo que o que a UCID deve fazer e todos os que não se revêem nem no PAICV e nem no MpD, e mesmo aqueles que sendo militantes não estão em sintonia e não estão de acordo com o que está a acontecer no país, é trabalhar para que a UCID consiga efectivamente quebrar esta bipolarização e quebrar esta hegemonia política quer de um lado quer do outro.

 

 

A UCID tem efectivamente mostrado essa capacidade criticando, apresentado soluções

 

NN: Mas este é o seu discurso de há doze anos atrás!

AM:Repare que os discursos quando são coerentes devem ser mantidos. E eu entendo que despertámos um pouco cedo para esta questão, porque desde o início que vejo a questão da bipolarização como um dos grandes entraves para o desenvolvimento de Cabo Verde, pois entendo que qualquer partido que esteja no Governo não tenha toda a capacidade política e nem possa dispensar os conhecimentos dos outros cabo-verdianos só porque não estão filiados no partido. Para a UCID, esta bipolarização tem travado o crescimento.

Assim,queremos demonstrar em 2016 que a preocupação é de capital importância e de interesse vital para o crescimento do partidopara termos um Parlamento mais equilibrado, para que as coisas sejam discutidas a fundo e com seriedade. Isto porque a situação irá exigir que Cabo Verde avance e considero que a UCID tem um papel determinante. Mas se a UCID não conseguir este objectivo,também não vejo mal nenhum, porque quem vota é o povo e se a população entender que não é o momento e que o sistema político da forma como está é o mais aconselhável parao país, tudo bem.

NN: Estas razões que evoca soam a pouco para  votar num partido. Não será que a UCID não consegue apresentar propostas no sentido de dizer o que vai fazer para resolver os problemas do desemprego, da habitação e dos grandes problemas que se colocam a nível do país ou as pessoas não vêem na UCID a capacidade de chegar ao Governo para apresentar soluções às políticas do PAICV e do MpD ?

AM:Não estou minimamente de acordo com a sua lógica, porque repare: se há um partido que nas suas intervenções políticas quer a nível do Parlamento, quer a nível dos debates políticos que vão acontecendo em Cabo Verde que crítica e apresenta soluções, esse partido é a UCID. Se for ver o nosso programa político de governação de 2011 verá as questões expostas de forma clara. E eu penso que não é uma questão de se ter programa ou não ter, como costumo dizer, é uma questão de seriedade dos políticos, é uma questão de assunção de compromissos junto do eleitorado que os políticos deverão ter. E do meu ponto de vista muito pessoal, entendo que a UCID tem efectivamente mostrado essa capacidade criticando, apresentado soluções e mostrando que caminhos devemos seguir para ajudar na resolução de vários problemas que afectam o país.. Mas sabemos que o partido, neste momento, só conseguirá ser Governo, ganhar as eleições, se houver, como digo, uma revolução.

 

A UCID poderá ser um trunfo muito forte para as questões do futuro.

 

NN: Acredita que pode ganhar?

AM:Nesta altura, a UCID poderia ganhar as eleições sem esta revolução e estando as coisas a decorrer com as dificuldades com que estão a decorrer, penso que a UCID deva sim dizer ao eleitorado que: “temos as nossas ideias, sabemos que ganhar as eleições, que ser o próximo partido a governar o país não é tão fácil mas, estando no Parlamento com maior capacidade de intervenção política, não havendo maiorias absolutas, isso irá obrigar qualquer que seja o Governo a debater as questões fundamentais do desenvolvimento do país”. Aí, a UCID poderá ser um trunfo muito forte para as questões do futuro. Por isso, a questão deve ser colocada neste sentido.

NN: Na verdade tem este discurso há mais de 12 anos e o eleitorado não lhe dá razão.

AM:Mas repare que o eleitorado vai entendendo as coisas de uma forma mais lenta ou em função da vivência que vai tendo no dia-a-dia. Neste momento, estou convicto, e há muitas pessoas que o confirmam, que antes eu era o único a falar da questão da bipolarização e das mazelas que o sistema político cabo-verdiano tem trazido para o país. Hoje, já são várias dezenas de pessoas, para não dizer milhares, a falarem desta situação. Só para dar um exemplo, no fórum que o PAICV realizou, é o próprio Carlos Lopes, secretário adjunto das Nações Unidas, que traz esta questão da bipolarização à baila dizendo que Cabo Verde não consegue avançar da forma como deveria avançar porque um dos factores que inibe é a questão da bipolarização. Isto quer dizer que doze anos depois, aparece alguém no Fórum do Desenvolvimento do País a dizer aquilo que temos vindo a dizer há vários anos. De maneira que já não é uma questão apenas da UCID, é uma questão que muitas pessoas que estão atentas à transformação do país já começam a ver que se não ultrapassarmos esta etapa, se não rompermos esta bipolarização existente no país, teremos problemas mais difíceis no futuro.

NN: Mas o MpD e o PAICV discordam e não vêem problemasao se alternarem eternamente. Como acontece nos Estados Unidos.

AM:Acho que não, porque não se podem comparar coisas incomparáveis. Podemos dizer que nos Estados Unidos temos os republicanos e os democratas, mas qualquer senador deputado nacional tem a sua própria agenda e não tem uma agenda partidária. Se fosse assim em Cabo Verde, também acharia normal, mas não é, e as realidades políticas e o sistema político são completamente diferentes. Daí que a questão da bipolarização é complicada. O PAICV e o MpD não estarão de maneira nenhuma satisfeitos com o crescimento da UCID. Para eles, se a UCID desaparecesse, ou qualquer outro partido, seria melhor para eles. Diga-me se em 2016, algum deles ganhar as eleições com um número de votos que não lhes permita ter a maioria absoluta, irão ficar contentes por negociar a governação do país com a UCID ou ter um acordo de incidência parlamentar com a UCID? Claro que não!

NN: Mas com o MpD seria mais fácil, já que estão casados em São Vicente e a nível nacional seria apenas mais uma aliança.

AM:Não é essa a questão. Nenhum deles estaria satisfeito com isso. Agora, o povo é que manda e é ele quem vai dizer se vai impor esta lógica ou não. Decerto, nenhum deles estará de acordo com o crescimento da UCID e estarápronto, em 2016,a sentar-seà mesa e discutir com a UCID, ou sentarem-se os dois para discutirem como organizar o Governo em 2016. Se a UCID não conseguir esse desiderato e ficar de fora, melhor para eles. Esta é uma situação que, infelizmente, existe e que vamos ter de lidar com ela.

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Sempre dei ao primeiro-ministro uma nota negativa e continuo com uma avaliação negativa

NN: Que nota dá ao primeiro-ministro a meio do mandato?

AM:Sempre dei ao primeiro-ministro uma nota negativa e continuo com uma avaliação negativa, na medida em que não estou satisfeito com o que se passa no país seja a nível do desemprego, que é elevadíssimo em São Vicente, seja com as questões sociais que do meu ponto de vista estão a empolar, como a questão da insegurança e da justiça onde o Governo não consegue resolver o problema A questão de fundo é que fizeram muitas promessas em 2011, promessas que não foram cumpridas e estamos a um ano e meio do fim do mandato, e ainda não se cumpriram em São Vicente.

NN: O primeiro-ministro diz agora que vai mudar tudo no Governo.

AM:Ele deve mudar e eu mesmo o desafiei quando afirmou que o país precisa de excelentes ministros. E se o país precisa de excelentes ministros e os ministros que lá estão não são excelentes, o que andou o homem a fazer durante todo este tempo? Mas para quê mudar agora, visto que estamos a um ano do fim do mandato, uma vez que os outros seis meses serão de campanha? Vai-se mudar para quê? Para fazer uma gestão criteriosa do país? Para fazer o país crescer como prometeu em dois dígitos? Já é muito tarde,pelo que o primeiro-ministro não tem uma visão clara das oportunidades, não tem uma noção clara do timing e,às vezes, perde-se ao deixar passar os tempos exactos de actuação. E deixando passar estas oportunidades de actuação, acaba por prejudicar o país e os cabo-verdianos.

NN: Em termos de São Vicente, parece que vivemos em dois países. O Governo diz que o desemprego diminui, que criou infra-estruturas, mas estando nos bairros com a população, sente-se que a realidade é outra. Segundo a UCID em que ficamos? E para si, o Governo pelo que diz é um Governo de propaganda ou é verdade que São Vicente estagnou e está parada?

AM:Acho que a realidade fala por si. Aquilo que se passa concretamente em São Vicente é triste, na medida em que é uma ilha que está completamente estagnada e a nível do desenvolvimento económico é só ver o que se passa. A nível do desemprego, podemos ver o que está a acontecer e temos vindo a assistir a uma fuga de cérebros para outras paragens quer a nível nacional quer a nível internacional. Isso não é saudável para a ilha de São Vicente, de maneira que nós achamos que o Governo se esqueceu da ilha e, infelizmente, não aproveitou para potencializar aquilo que a ilha tem de bom, isto é, a sua capacidade de saber fazer, a sua tradição dentro da indústria ligeira e do sector das pescas. E não tendo uma política económica forte para a ilha de São Vicente, a ilha acabou por estagnar.

 

Vamos demonstrar que São Vicente tem potencial para avançar e não ficar naquela do Governo não faz isso e aquilo

 

 

 

NN: Vamos à situação local onde a UCID se encontra representada na Assembleia e na Câmara Municipal. O líder da UCID dá eco ao que o partido local diz e também o presidente da Câmara Municipal no tocante à transferência das taxas e dos impostos para São Vicente. Podemos falar da redistribuição dos impostos.? O presidente da Câmara diz que é intencional?

AM:Eu acho que a questão que se coloca é que nós não podemos, com o potencial que a ilha tem, focar-nosapenas no governo central. Eu acho que a CMSV deve procurar outras alternativas e, do meu ponto de vista, não tem sabido fazê-lo porque, se por um lado há uma responsabilidade do poder central em transferir algumas das verbas que sãoda ilha como, por exemplo, a taxa ecológica ou a taxa rodoviária, não há projectos apresentados pela Edilidade. Por outro lado, acho que a CMSV, pelo número de população que tem, deveria ter uma política mas consentânea.

NN: Não se esquece que o seu partido está nesta Câmara e que a sustenta na Assembleia Municipal ?

AM:Não me esqueço que o meu partido está nesta Câmara, mas não se esqueça que quem manda na Câmara é o Presidente e não os vereadores.

NN: Mas vocês suportam a maioria e ajudaram a aprovar um orçamento rectificativoque sem o vosso voto, não iria para a frente.

AM:Aprovámos porque, independentemente de interesses eleitoralistas que possam estar por detrás de uma ou outra atitude, não podemos prejudicar a ilha de São Vicente. Se a Praia não dá e sabemos quehá algum tempo a esta parte, muitas verbas não vêm, também sabemos que São Vicente tem 250 mil contos que recebe anualmente do fundo de financiamento municipal e esta verba, temos a certeza que chega todos os meses. As outras mais-valias não vêm e isso cria, sem sombra de dúvidas algumas dificuldades, mas não vamos ficar somente à espera destas transferências para dar a São Vicente um ar da sua graça. Vamos procurar ideias novas e vamos demonstrar que São Vicente tem potencial para avançar e não ficar naquela do Governo não faz isso, não faz aquilo. Porque se ficarmos a chorar eternamente, nada poderemos fazer. Devemos desafiar o próprio Governo através de uma outra política em termos de confrontação mas, infelizmente, isso não está a acontecer.

NN: O seu parceiro na Câmara Municipal não o ouviu?

AM:Infelizmente não ouviu.

NN: Falamos com o Presidente da Câmara e com o líder do PAICV em São Vicente e nenhum deles admite ser candidato para as autárquicas. A UCID já tem candidato e já se está a falar sobre o assunto ou Monteiro vai ser o candidato do partido?

AM:Em 2012 disse que não seria candidato porque acho que já fui por três vezes e, por isso, não serei. De forma que estou fora do leque daqueles que podem ser candidatos, mas vamos preparar um bom candidato para que possamos apresentar outra solução ao povo de São Vicente já que as soluções actuais não servem.

NN: Este candidato traz logo o traje para o casamento com o MpD?

AM:Não. Se reparar não há um casamento com o MpD.

NN: Então o que é que há?

O casamento com o MpD existiu no tempo da Isaura Gomes onde assinámos um acordo, mas com o Augusto não assinámos nenhum acordo. Nós estamos na Câmara para viabilizar aquilo que entendemos ser bom para São Vicente. É por isso que fiz a crítica ao Presidente e, se houvesse um acordo, seria deselegante da minha parte fazer-lhe a crítica que eu fiz. Apesar de ser uma crítica construtiva uma vezque falamos várias vezes sobre esta matéria. Quem sabe se em 2016 não será o MpD a juntar-seà UCID para viabilizar a Câmara?

 

  1. ludmila

    A UCID é copy e paste do MPD, nada de novo na entrevista…enfim…o bla bla bla de sempre

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