Declarações de Ulisses: JMN diz que foram de uma grande infelicidade

4/07/2014 01:31 - Modificado em 4/07/2014 01:31

ulissesO líder do MpD, Ulisses Correia e Silva, questionou a decisão da Assembleia Nacional de realizar em São Vicente a sessão solene do 5 de Julho. Correia e Silva desconfia da atitude e que o país poderia estar “perante um acto de mera propaganda política” para o PAICV. E defendeu que a ilha de São Vicente precisa de uma aposta mais forte no desenvolvimento, uma maior descentralização e regionalização e, assim, encontrar soluções para o futuro.

 

O PAICV e o Primeiro-ministro já se posicionaram contra o líder do MpD. José Maria Neves declarou que ficou triste com a intervenção de Ulisses Correia e Silva. “Achei que foi de uma grande infelicidade. Quem tem pretensões de ser primeiro-ministro de Cabo Verde deve ter um grande sentido do Estado e deve unir e não desunir”, afirma Neves.

Neves fala dos participantes do primeiro Governo com actuais membros do MpD. E diz que nada fizeram para terem uma apreciação desse tipo, “de quem tem pretensão de vir a governar este país”. E pede ao líder do MpD para não  extremar posições e não partidarizar tudo.

Num texto de opinião de Pedro Alexandre Rocha, deputado da nação do MpD, sobre o acto solene das comemorações do 5 de Julho e das justificativas apresentadas pelo Governo afirma que “tais argumentos caem por terra quando o PAICV, oportunistamente, se aproveita da circunstância de ser o partido do Governo para, em conluio com este, apossar-se destas comemorações para tirar dividendos políticos”.

Estas afirmações estão na mesma linha do presidente do MpD. E continua afirmando que “o 5 de Julho é de todos os cabo-verdianos, sem excepção”. E conclui dizendo que nos países democráticos as datas nacionais e todos os eventos relacionados “são organizados pelo Estado e pela sociedade civil e não pelos partidos políticos”.

  1. Noutro contexto, é verdade que S.Vicente teve um papel muito importante na Independência de Cabo Verde, somente para refrescar a memória de quem talvez não sabe, o palco da comemoração de independência aconteceu a 7 de Julho de 1975 aqui em S.Vicente, e esqueceu-se de S.Vicente até esta data, acho que esta comemoração devia ser desconcentrado todos os anos, porque a cidade da Praia concentra tudo e as ilhas vão sofrendo e vão ficando frágeis até chegarmos a esse ponto,nivel desemprego preocupante

  2. Jorge Barbosa

    O sistema político europeu que temos em Cabo verde não se adequa ao povo cabo-verdiano, que na sua maioria veio de África.Este sistema foi criado por europeus, e não quer dizer que esteja errado, reflecte as suas culturas, ideais e a sua maneira de viver, totalmente diferente do nosso.Nos temos outra origem, cultura, outros ideais, consequentemente devemos ter um sistema político criado e desenvolvido para e por nós.Ou será que em pleno 2014, ainda não temos esta capacidade.

  3. Asemana

    A semana esta a prestar um grande trabalho a democracia, quando tem artigos como o JMN, bloqueia todos comentários, se for algo ligado a oposição bora la abrir a torneira…isso é democracia!??!!?!?!?

  4. Silvério Marques

    Ele está em final de mandato e o país está quase que na falência. Uma taxa de desemprego elevada, uma dívida também elevada e difícil de pagar, um crescimento muito fraco, o poder de compra da população em baixa, enfim um país descontente e sem esperanças em dias melhores.Um governo que teima em não reconhecer que há que mudar. S.Vicente está mal assim como Cabo Verde. Solução: deescentralizar as comemorações e tentar provar que S.Vicente está bem. A crítica do MpD vai neste sentido.

  5. Silvério Marques

    Também há questões legais, quanto ás reuniões da Assembleia Nacional e do governo. Mas, a intenção é propaganda política e tentar camuflar a realidade. Visitar empresas, dar ilusões e fazer promessas. No fundo, nada irá mudar no dia 8 de Julho. Desemprego, baixo poder de compra, empresas em dificuldades, enfim. Tudo igual.

  6. Irene Fontes

    Com os governantes que temos tudo se concentra na Praia que é o umbigo. Nada mais existe, minguém mais existe; eles é que são os melhores para não dizer os ùnicos.
    Têm, a faca, o queijo, o dinheiro, a lingua, enquanto os outros morrem à mingua.

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