Vendedeiras ambulantes passam a pagar 110 escudos por dia pela ocupação

3/07/2014 07:55 - Modificado em 3/07/2014 07:55

COOKIE2As vendedeiras exigem que a taxa de cento e dez escudos por dia, imposta pela Câmara Municipal pela ocupação do espaço, seja reduzida para cinquenta escudos.

Há duas semanas que a Câmara Municipal de São Vicente fixou uma taxa de 110 escudos diários às vendedeiras que ocupam a Praça Estrela para o comércio de frutas, hortaliças e outros produtos.

A decisão da Câmara Municipal não caiu no agrado das vendedeiras. A indignação é visível nas expressões das mesmas.

Sandra, indignada, diz morar em Chã de Alecrim e que todos os dias tem uma despesa de quase quatrocentos escudos de transporte para levar os produtos até à Praça Estrela para serem vendidos. Sandra considera um exagero a taxa de 110 escudos e diz que nem sempre o negócio corre bem, porque são muitas mulheres, chefes de família, à procura do pão na venda de hortaliças. “Muitas pessoas acreditam que neste local conseguimos vender muito, mas não é verdade. Em todos os lugares a venda está mal porque as pessoas não têm dinheiro. Aquilo que conseguimos vender não justifica para pagar uma taxa tão elevada que a Câmara exige que nós paguemos”.

“As condições deste local são péssimas, colocamos os nossos produtos no chão, estamos sujeitas à chuva, vento, muitas pessoas a ocuparem o mesmo quadrado e ainda temos de pagar 110 escudos vendendo ou não”, adianta Sandra

Maria Spinula, 62 anos, mora em Ribeira de Julião e diz que partilha o espaço de venda com a filha porque não tem como pagar duas pedras pelo valor exigido. “Muitas vezes levamos para casa a maior parte dos produtos, no entanto, as despesas nunca diminuem, pelo contrário, pagamos 160 escudos ou 200 escudos pelo transporte, depois temos de pagar mais 110 escudos pela ocupação, assim não há dinheiro para comer”. Maria Spinula diz que para adquirir os produtos, muitas vezes são obrigadas a irem às hortas fora da zona pelo que enfrentam mais despesas com o transporte.

Spinula adianta que os mercados não têm condições e espaços suficientes para acolherem todas as pessoas que vendem na Praça Estrela e sugere que seja criado um outro espaço para alojar as vendedeiras ambulantes porque, “ao contrário do que alegou a Câmara Municipal, os mercados não têm espaço para todos”.

Suzete, defende que a Praça Estrela não oferece condições, não existem casas de banho, nem espaço para colocar os produtos, não há guardas, nem contentores do lixo, animais como cães e gatos deitam-se no local e fazem muita sujeira. A mesma considera a taxa muito cara para a realidade do negócio. “Há dias em que vendemos e outros não e ainda somos obrigadas a pagar um valor mais elevado do que os que ocupam os mercados com todas as condições”. Caso não fizerem o pagamento, as vendedeiras correm o risco de devolverem os produtos.

As mesmas sugerem que a taxa justa para a ocupação do espaço seja estabelecida no valor máximo de cinquenta escudos.

  1. PRÓXIM CANDIDATO

    quando eu for presidente de câmara de s.vicente as vendedeiras de praça estrela não pagarão essa taxa. É falta de respeito por parte do gustim de soncente.

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