A família de Júlia vive numa casa de lata

1/07/2014 08:02 - Modificado em 1/07/2014 08:02

COOKIE2Júlia de 49 anos reside há mais de 20 anos em Covada de Bruxa, numa pequena e humilde habitação construída com chapas de lata. Tem quatro filhos, mas só um deles vive com ela.

 

O programa Casa Para Todos que muitos chama de , Casa Para Alguns, continua a excluir as camadas mais vulneráveis que lutam e sofrem todos os dias para conseguirem o pão de cada dia.

Entristecida, D. Júlia diz que não mora condignamente e que há mais de vinte anos que construiu clandestinamente a sua humilde casinha de lata para se abrigar juntamente com os filhos. Em 2010 legalizou o terreno e obteve licença para iniciar a escavação dos alicerces.

Tendo em conta que o terreno fica situado numa rocha muito dura, não foi possível terminar a escavação, a casa ficou no meio de buracos e quando há chuva, a situação torna-se complicada.

COOKIE2D. Júlia conta ao NN que já pediu ajuda à Câmara Municipal de São Vicente e que há três anos que aguarda por uma resposta do gabinete de acção social. D. Júlia diz que trabalhava como comerciante ambulante há alguns anos mas que, neste momento, não trabalha porque o negócio não tem gerado qualquer rendimento.

A casa onde D. Júlia mora não tem quaisquer condições para habitar. O tecto parece um chuveiro, cheio de buracos. E sempre devido aos buracos, consegue-se ver todo o movimento da rua mesmo estando dentro da casa. Entristecida, a mesma conta: “quando chove ficamos dentro de um lago, o colchão de esponja fica encharcado de água. Não temos para onde ir, sofremos sozinhos aqui dentro”.

A retrete e o espaço improvisado para cozinhar ficam fora da casa. As refeições são preparadas com lenha porque, segundo D. Júlia, não há condições financeiras para comprar uma botija de gás.

D. Júlia diz que depende do filho que trabalha no cais no descarregamento de contentores, mas não é um trabalho fixo. “Durante trinta dias, o meu filho consegue trabalhar apenas uma ou duas vezes. Raramente consegue trabalhar dias seguidos. Ele vai para tentar a sorte mas, muitas vezes, regressa a casa sem nenhum tostão”.

Segundo a proprietária, a situação arrasta-se há vários anos. D. Júlia mostra-se preocupada com o aproximar-se da época das chuvas. Pede o apoio da sociedade para ajudá-la a remodelar a humilde habitação ou apoiá-la na construção de um quarto de tijolo para se abrigar e solicita a sensibilidade das autoridades responsáveis para a causa.

  1. MARIA

    GOSTARIA DE SABER COMO É QUE EU FAÇO PARA ENTRAR EM CONTACTO COM ESSA SENHORA. VIVO EM PORTUGAL.
    FIQUEI MUITO TRISTE COM A SITUAÇÃO DELA. PELOS VISTOS AINDA HÁ MUITA GENTE EM CAO VERDE QUE VIVE DESSA FORMA DESUMANA. É TRISTE.

  2. katlene

    procura contactar vom os responsaveis de noticias do norte i kem sabe assim pode chegar ate ela!!!

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