Covada de Bruxa: sem água, sem esgoto, sem iluminação pública

30/06/2014 07:32 - Modificado em 30/06/2014 07:32

COOKIE2Os moradores da Covada de Bruxa dizem que a zona foi esquecida pelas autoridades e pedem electricidade, água e esgoto. Adiantam ainda que a zona é problemática e carece de uma atenção especial por parte das autoridades.

 

Patrícia diz que a zona é muito carente, não há iluminação pública, uma parte da zona não tem esgoto nem água canalizada. Existe uma sentina, mas nem sempre há água: “passamos duas a três semanas sem água na sentina”. A mesma diz que a zona é insegura, há muitos becos, ruas sem iluminação, a estrada é de terra batida, sem calcetamento.

Lígia mostra-se preocupada com a situação e pede a intervenção das autoridades competentes. “Na época das campanhas aparecem para mendigar votos, mas esquecem-se de cumprir as promessas feitas. A nossa zona tem muitas carências, muitos jovens desempregados, causa de tanta delinquência e insegurança”.

Júlia diz que não sai de casa depois das dezoito horas porque a insegurança está por perto e tem medo porque muita pessoas foram assaltadas e apedrejadas durante a noite, sem saberem quem foi o agressor. “Algumas pessoas acendem lâmpadas à porta das suas casas mas depois de apagarem, a zona fica completamente às escuras. Colocaram esgoto nalgumas casas e esta área ficou esquecida. Depositamos as necessidades no contentor porque não há esgoto”.

O jovem Ericson indignado, culpa o Governo pelos problemas da zona. “O Governo deveria criar condições para manter os jovens ocupados, porque a maioria dos jovens está desempregada. O mesmo diz que a zona é problemática e carenciada, pelo que gostaria que a zona pudesse ter um espaço para acolher os jovens e assim poderem mostrar o próprio talento porque a zona tem muitos jovens com alguma formação, mas não têm oportunidades para a desenvolver e pede que seja construído um campo de futebol.

A falta de água é também uma preocupação para os moradores que dizem ficar muito tempo sem água porque existe apenas uma sentina pois há um ano a outra foi desactivada por causa da degradação.

Joana de 63 anos adianta que a falta de água, muitas vezes, é motivo de briga nas sentinas. “Quando vamos comprar água, normalmente dizemos que vamos para a guerra porque quando não há água, todos querem conseguir o máximo de água possível porque não se sabe quando poderá haver, o que gera muita confusão. Muitas vezes é necessária a intervenção da polícia”.

A mesma considera que a zona não faz parte de São Vicente porque “sempre foi esquecida, nunca houve qualquer melhoria, apenas promessas. Não existe uma estrada digna, não há esgoto, nem iluminação pública, o desemprego é gritante, a delinquência gera muita insegurança”.

  1. É mais um retrato dos subúrbios de S.Vicente, deliquência falta de esgôto, iluminação pública, falta de agua canalizada, de calcetamento. Acho que a Camara Municipal e a Electra de mãos dadas têm que enfrentar estas situações dramáticas que passa nessas zonas de subúrbio, porque estão cada dia a aumentar a pobreza porque as pessoas não têm acesso aos bens essenciais. As pessoas dizem que S.Vicente está mal dividida em termos de acesso, há para uns e não há para outros.

  2. Maria José

    Hum…kés bruxa cmé kés ligacao de água e Luz. kakakakaka

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