Debate sobre habitação em São Vicente: Visões diferentes para nehuma solução…como sempre

25/06/2014 07:31 - Modificado em 25/06/2014 07:31

ANTONIO MONTEIRO3No período antes da ordem do dia na Assembleia Nacional, o deputado António Monteiro, da UCID, deu o pontapé de saída no que viria a ser um debate aceso sobre a situação da habitação na ilha de São Vicente com a participações de deputados dos vários partidos, todos eleitos pelo círculo eleitoral de São Vicente. Falou da situação de famílias que vivem com dificuldades “com os tectos a desabar em cima das suas cabeças”. “Gostaríamos de pedir ao Governo que analisasse e tomasse as devidas preocupações para evitar desastres que possam acontecer neste sentido”, pediu o deputado da UCID.

 

As preocupações da UCID tiveram eco na bancada do MpD que partilhou das mesmas preocupações. Para o deputado do MpD, Jorge Santos, a “situação habitacional é preocupante”. E pede uma parceria entre o Governo e a Câmara, cada um na sua esfera de responsabilidade. “É urgente uma intervenção para não ficarmos aqui como os deputados de São Vicente a repetir inúmeras vezes e a não ver acção”, sublinhou Santos. E o deputado do PAICV, Alexandre Novais, partilha desta perspectiva, isto é, que seja assumida uma “responsabilidade colectiva em que cada um deve fazer a sua parte”.

O problema é reconhecido, mas os deputados do PAICV falam dos programas do Governo para melhorar a situação habitacional no país. “Neste momento, no âmbito do programa Casa Para Todos, as primeiras casas foram entregues aos carenciados”, diz Filomena Martins. E acrescenta que foram entregues às famílias mais carenciadas e que viviam em péssimas condições.
Mas o cerne da questão como fez saber Humberto Cardoso, do MpD, é a economia nacional “onde o Governo falhou”. “As pessoas não têm rendimento, não têm dinheiro para fazer manutenção ou construir. E quando o Estado constrói, as famílias não têm dinheiro para comprar, não têm crédito no banco para comprarem as casas”. Monteiro acrescenta a esta questão a falta de postos de trabalho para as pessoas que as coloca “na dependência da vontade política dos governos local e central”. Mas chama a atenção à falta de políticas neste aspecto.

Para Filomena Martins, “nunca houve um programa como o Casa Para Todos para resolver o problema de forma articulada e com visão, e não com medidas avulsas”. Para o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Semedo, “o Governo tem procurado respostas aos problemas da habitação”.

  1. Carlos Silva - Ralao

    A forma como o projeto CASA PARA TODOS esta’ sendo implementado, e’ mais uma forma de enriquecer mais os bancos tornando-os mais poderosos. Para o sucesso deste projeto as pessoas que fossem selecionadas deveriam pagar juros entre 2 a 3%. E’ mais um bla bla habitual na Assembleia Municipal, porque perguntem o seguinte: QUEM SAO OS ADMINISTRADORES E MAIORES ACIONISTAS DOS BANCOS? PERTENCERAO A ALGUM DOS PARTIDOS? O sistema esta’ montado de tal forma que beneficiem os pequenos grupos de poderosos

  2. Carlos Fortes

    [Monteiro acrescenta a esta questão a falta de postos de trabalho para as pessoas que as coloca “na dependência da vontade política dos governos local e central”. Mas chama a atenção à falta de políticas neste aspecto.] (transcrição parcial)
    “Mas a verdadeira politica e a politica que falta é a do Parlamento investigar os deputados que consideram as habitações dos emigrantes como “Casa para Todos” pois moram e nao pagam as respectivas rendas. Esses politicos desonestos e hipócritas confiam na sua imunidade e na morosidade da Justiça em Cabo Verde. Basta de palavreados que nao passam de cantigas para fazer boi dormir e enganar os eleitores incautos.”

  3. Geronimo

    Como fala o brasileiro: ” mandou bem Sr Carlos Silva – Ralão “

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