Histórias de vida: Deixou tudo para cuidar da mãe

25/06/2014 07:28 - Modificado em 25/06/2014 07:28

filha e maeJoana Betencourth deixou o companheiro, os filhos e o trabalho para se dedicar exclusivamente à mãe Celestina que ficou doente.

 

Esta é a história de amor incondicional, coragem, espírito de sacrifício, respeito pelos idosos que muito deixa falta na sociedade.

Joana é natural de Santo Antão, vivia com o companheiro e os seus três filhos na ilha da Boavista há alguns anos. A filha  que era professora, com a doença da mãe teve de tomar decisões difíceis. Deixar a família na ilha para se dedicar exclusivamente à sua mãe Celestina de 86 anos que vive em Santo Antão.

Joana, muito grata pelo que hoje é, diz que cuidar da mãe é uma prioridade, visto que durante a criação dos filhos a mãe não deixou faltar nada e foi sempre uma mãe carinhosa e prestativa. A filha conta que sua mãe Celestina teve dois filhos e que o irmão se encontra fora do país há vários anos.

Joana de 60 anos, diz que os seus filhos já são maiores de idade e que chegou a vez dela de cuidar da própria mãe. Há algum tempo que a mãe apresentava mudanças de comportamento e foi descoberta uma doença que não quis revelar, mas diz ser muito grave e que a mãe ficou acamada e não consegue falar, por isso, decidiu acudir a mãe no momento em que mais necessita. A mesma conta que foi uma decisão difícil, visto que no princípio o companheiro não aceitava a decisão. Encheu-se de coragem e desafiou o próprio companheiro para enfrentar o desafio de abandonar tudo para cuidar da mãe.

Joana diz não confiar nos lares de idosos e afirma que “todas as pessoas deveriam fazer um esforço para cuidarem dos próprios doentes porque a família é sempre nossa. Sabemos tratar com mais carinho, atenção e paciência os nossos familiares”.

Infelizmente, histórias como estas são difíceis de encontrar visto que muitos idosos são abandonados à mercê da própria sorte e outros são maltratados pelos próprios familiares que não lhes prestam cuidados.

  1. Irene Fontes

    A minha mais profunda admiração. Esta senhora merece respeito e, se possivel, ajuda (pelo menos) moral.
    Nos dias que correm onde é dificil trabalhar e cuidar dos idosos ou, egoisticamente, da (boa) vida, é dificil encontrar casos destes. Para jà este jornal se disponibilizou para relatar o facto. Meus agradecimentos.
    Saùde, D. Joana, e que Deus a ajude nesta via sacra.

  2. Nuno Ferreira

    MERECE TODO O NOSSO RESPEITO. A MÃE CUIDOU DELA QUANDO ELA PRECISAVA E A MESMA AGORA TAMBÉM TOMA CONTA DA MÃE QUANDO ELA MAIS PRECISA. É ASSIM OU DEVIA SER O CICLO DA VIDA!!! FORÇA DNA JOANA.

  3. Rui Andrade

    Verdadeiro Orgulho, assim é que devia ser sempre.
    Infelizmente, normalmente na Europa,quase ninguem procede dessa forma, estando a trabalhar ou não entrega os pais aos Lares,porque quer a boa vida tal como disse a D Irene Fontes , ou porque não arrisca a deixar o trabalho para tal.
    Tenho um caso desses na familia, em que a filha podia tomar conta da mãe porque está desempregada.Mas depois ponderou e quando quiser ir de férias? Do género seria uma “prisão” .Infelizmente é o modo de pensar geral

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