Uma promessa do ministro da cultura por cumprir

24/06/2014 07:51 - Modificado em 24/06/2014 07:51

mario lucio fonartesTodos os anos por altura das festas juninas, activistas culturais em Porto Novo na Ilha de Santo Antão reclamam pela criação do museu das romarias, pensado na perspectiva de um espaço vocacionado para a preservação das festas.

 

A promessa feita a 17 de agosto de 2011 pelo Ministro da Cultura Mario Lucio Sousa, durante um encontro de trabalho com os agentes culturais da Cidade do Porto Novo,  ainda não foi cumprida.

Na altura,  MarioLucio Sousa, deu garantias de que  Ministério da Cultura já estava a trabalhar com a Câmara Municipal do Porto Novo, Santo Antão, na criação do museu nacional das romarias, que deverá  – como se confirma ainda -, ser instalado na antiga fábrica das pozolanas, desactivadas desde mil novecentos e noventa e dois e que remodelada terá condições para  englobar todas as manifestações culturais ligadas  às festas juninas; São João, tabanca e outras.

Para saber a quantas anda  o processo de criação do museu, foi-nos dado a conhecer, que o Ministério da Cultura e a edilidade porto-novense, estão a trabalhar com vista à implementação, ainda este ano, do projecto orçado em cinco mil contos.

O museu nacional das romarias, vai funcionar,  nas antigas instalações da fábrica de pozolanas desactivadas desde mil novecentos e noventa e dois.

Com a criação do museu nacional das romarias, o  que se pretende, é criar  um espaço de preservação das festas de romarias, sobretudo das festas de São João no Porto Novo, património imaterial cultural municipal, desde Junho do ano passado.

Caso se concretizar  este ano a instalação do museu nacional das romarias, condições estarão criadas, para se recuperar  muito da história das festas juninas, que tem o seu auge no dia de São João, e que desde dos idos anos de 1898, quando ainda a cidade do Porto Novo se chamava Porto dos Carvoeiros, já fazia então, como nos dias de hoje,  ocorrer  a  vila  – hoje Cidade do Porto Novo -, milhares de pessoas, originárias de outros pontos da ilha e também, de São Vicente, pernoitando ao rufar do som dos tambores entre comes e bebes.

A festa de São João, que movimenta milhares de pessoas é um  dos eventos culturais desenvolvidos em Cabo Verde à margem do poder colonial, vista com desconfiança pela igreja e chegando a ser proibida pelas autoridades político-administrativas.

Os santos juninos se celebram em todas as ilhas do arquipélago cabo-verdiano, correspondendo o Kola San Jon à forma que tais celebrações assumem nas ilhas de Barlavento, com destaque para Santo Antão e São Vicente, mas acontecendo também em São Nicolau e com menos impacto no Sal e Boavista.v

  1. Irene Fontes

    E o Ministro não pàra com o seu folclore. Quando não toca , dança.
    Podia era lembrar-se de coisas mais sérias que competem a um Ministro;
    “A besteira é o sucesso dos médiocres”.

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