Violência Baseada no Género: Jovens exigem casa de abrigo para as vítimas

23/06/2014 00:39 - Modificado em 23/06/2014 00:39

violenciaBela Vista: Grupo desportivo “Ginástica é vida”, promove palestra sobre Violência Baseada no Género onde jovens exigem casa de abrigo para vítimas.

 

Numa palestra promovida pelo grupo desportivo da zona da Bela Vista, “Ginástica é vida” sob o tema Violência Baseada no Género, VBG, os jovens participantes exigem que seja criada uma casa de abrigo para as vítimas da Violência Baseada no Género.

A Violência Baseada no Género, VBG, tema muito debatido em diversas situações, não deixa de ser um tema ainda preocupante para a sociedade, tendo em conta que a tendência é a de aumentar. Apesar das campanhas e do crescente número de denúncias, a VBG ainda continua a ser um problema que acontece entre as quatro paredes.

Para Aléxis Santos, “Zenga”, treinador e organizador da palestra, tendo em conta que trabalha maioritariamente com um público feminino, “é importante conhecer os direitos e desmistificar a ideia machista, porque ainda existem à volta do tema muitas dúvidas pois, infelizmente, a maioria das vítimas são mulheres”.

Segundo os últimos dados  divulgados  pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o  número de casos duplicou em 11 concelhos do país, tendo atingindo uma média de 2360 casos. Os dados revelam que a Violência Baseada no Género (VBG) continua a aumentar no país, tendo atingido  cerca de 2787 casos em 2012.

Para Carlos, um jovem participante, “as vítimas do VBG são maioritariamente mulheres. Não existe uma estatística que mostre dados de violência contra os homens, mas um bom número de homens são vítima de VBG. Esses casos só não chegam ao nosso conhecimento, porque as vítimas ficam com vergonha de serem insultadas pelos colegas e até mesmo pela sociedade, motivo pelo qual não denunciam”.

Denise, confessa ser vítima de VBG e acredita que “a criação de uma casa abrigo para as vítimas seria um grande apoio porque, muitas vezes, as vítimas não são assistidas pelos familiares e muito menos pelos amigos, pelo que são obrigadas a permanecerem junto dos agressores, muitas vezes arriscando a vida”.

A psicóloga Romilda Tavares mostrou-se preocupada com o número de casos de VBG, sobretudo, no que concerne à violência psicológica. “A violência psicológica constituiu uma preocupação porque a vítima não tem como provar que sofreu uma violência psicológica, uma vez que esta não deixa marcas físicas”. A mesma defende a importância de uma casa de abrigo para acolher as vítimas.

Zenga acredita que a transmissão da informação é importante para mudar as mentalidades. “Para juntar o útil ao agradável, convidaram técnicos conhecedores, como a psicóloga Romilda Tavares para mostrar a visão psicológica, o advogado Armindo Cruz para esclarecer sobre as questões jurídicas e o 2º Sub chefe da PN, Odair Évora para esclarecer o lado da lei”.

  1. Irene Fontes

    Querem combater a Violência e empregam a palavra Exigir? Porquê? Expõem e Peçam. Não podemos obter exigindo com razões plausiveis.

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