Ensino Superior Avaliação…precisa-se

20/06/2014 07:54 - Modificado em 20/06/2014 07:54

ensino superiorO Ministro do Ensino Superior, Ciências e Inovação, Correia e Silva, reagiu aos comentários dos universitários sobre a qualidade do ensino em São Vicente, apresentados pelo Notícias do Norte.

 

Para Correia e Silva, a aposta do Ministério é na “criação de um sistema de qualidade”. E as universidades serão avaliadas. “Na avaliação temos de estar abertos para tirar as consequências da avaliação externa. Se a avaliação externa nos disser que algumas instituições não cumprem os mínimos fixados no regime jurídico, teremos de tirar as consequências”, evidencia o Ministro.

Os critérios de avaliação, como adianta, já foram aprovados e estão agora a trabalhar na capacitação dos avaliadores. “Os avaliadores têm de ser pessoas qualificadas com conhecimento técnico para montarmos o sistema”, como espera Correia e Silva.

Estes avaliadores serão formados em Julho para que possam “fazer uma avaliação e dizer com certeza, com metodologias validadas, se o sistema tem qualidade ou não tem”.

  1. Clara Medina

    É pena e bastante triste e trágico que esses estudantes, “geração à rasca ou perdida” ainda não se consciencializaram que estão sendo ludibriados e que a maioria dos diplomas conseguidos nestas pseudo universidades apenas os ajudam verdadeiramente a entrar na lista cada vez maior dos desempregados.
    Quem melhor saiba que o diga.

  2. Jandira Lopes

    Há um paralelo entre as escolas de S.Vicente e o sistema de ensino pós independência. Ambos “estao a cair aos bocados”.
    Contactando alguns jovens estudantes fico totalmente estupefada com o seu baixo nível educacional. Está claro que a culpa nao é apenas destes jovens. Eles sao o reflexo do nível do sistema educacional instaurado após a independência. E para piorar este quadro temos ainda mais de uma dezena de “pseudo-universidades”. Em França e se os meus dados sao correctos temos uma universidade para cerca de 500 mil almas. Cabo Verde com quinhentos mil habitantes aproximadamente tem dez vezes mais. Nós somos simplesmente “bodónas”.
    E com a crise que chegou nao poderemos falar de “queda aos bocados” mas sim de uma caída vertiginosa ou seja de uma derrocada.
    Chamem-me de saudosista mas no meu tempo o ensino tinha outro nível, pois tínhamos professores na maioria competentes e nao comissários políticos ou agentes da policia secreta.

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