Alunos universitários insatisfeitos com a qualidade da docência.

16/06/2014 12:48 - Modificado em 16/06/2014 12:48

alunosAlunos de diferentes universidades do Mindelo pedem mais profissionalismo por parte dos docentes e pedem a intervenção das universidades na avaliação e controlo dos docentes dentro das salas de aula.

Na sequência de uma denúncia feita pelos alunos do curso de Ciências Sociais da Universidade de Cabo Verde mostrando a insatisfação quanto à qualidade docente, o NN constatou através dos alunos de diferentes universidades que, em várias instituições de ensino superior, os alunos têm as mesma preocupações.

Segundo um documento de contestação redigido pelos alunos do curso de Ciências Sociais e dirigido à vice-reitora, até agora sem qualquer resposta, os mesmos mostram-se insatisfeitos.

“Tal desagrado, embora não seja de agora, agudizou-se neste semestre na medida em que nos parece ser descabido que numa disciplina intitulada de “Estado e Políticas Públicas” sigamos um programa que é cópia do índice duma página da enciclopédia online Wikipédia quando é introduzida a palavra “Estado”. Mas não se limita a isso. Há aulas que são improdutivas onde passamos horas a ler fotocópias que nada têm a ver com uma determinada cadeira, ou então, que o próprio professor se limite a tirar um texto da internet e a dá-lo aos alunos para lerem e depois fazerem comentários que nada têma ver com o tema”.

A preocupação também é partilhada pelos alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e Estudos Ingleses da mesma Universidade.

Uma aluna do segundo ano de Estudos Ingleses diz que “na disciplina de AcademicHithing que é uma disciplina para a escrita, o professor limita-se a fornecer cópias para a leitura, tornando-se assim numa disciplina de Heading fazendo com que o aluno fique desmotivado e sem uma orientação para a disciplina”. A mesma acrescenta que há uma carência de laboratórios de inglês para que o aluno possa praticar e desenvolver competências.

Para os alunos, as aulas não têm qualquer dinâmica, os professores limitam-se a ler slides e cópias e, muitas vezes, é notável a incapacidade do docente. Alguns alunos preferem não assistir às aulas porque são desmotivantes.

Na Universidade Lusófona, uma aluna que não quis ser identificada diz que “a prestação do serviço de docência deixa muito a desejar. Queremos reconhecimento, sermos respeitados profissionalmente e mostrar as nossas competências, mas se isso depender dos professores, dificilmente chegaremos onde queremos chegar, porque determinados docentes não estão minimamente preparados”.

No MEIA, os alunos confessam que nos primeiros anos os professores pareciam não terem experiência para ministrar as aulas e que tudo era “uma seca” mas, com o tempo, a situação tem vindo a melhorar. “As universidades deveriam criar meios para controlar e avaliar os docentes dentro das salas de aulas porque os alunos ficam penalizados enquanto que, todos os meses, os professores recebem os seus salários”.

Isana diz que concluiu no ano passado o curso de Gestão e que foi um investimento que fez em si mesma com muita luta porque estudava e trabalhava ao mesmo tempo para custear os estudos, mas teve professores que “pareciam tudo menos um docente universitário” e que, infelizmente, o ensino universitário carece de mais atenção por parte do Ministério tendo em conta que estão a formar profissionais e não máquinas de produção de dinheiro”.

Para Senhorinha Coelho, uma encarregada de educação, “muitos docentes insistem em metodologias de ensino ultrapassadas que não têm qualquer aplicabilidade para a vida real dos alunos”.

O cenário não é favorável em diversas instituições superiores, onde muitos professores não preparam as aulas e “ministram” aulas sem qualquer planeamento, um ambiente completamente desfavorável para qualquer profissão.

As sala de aulas, muitas vezes, é vista como um ambiente de pressão, enquanto que deveria ser um ambiente de motivação para aprender, um lugar de produção de conhecimento, onde o aluno passa a ser um indivíduo crítico, capaz de reflectir sobre as suas questões, inclusive sociais e culturais.

  1. Pedro Cruz

    Universidades do Mindelo é uma expressão quase homófona e homógrafa de Universidade do Mindelo. Esta, que o é de nome, é uma delas quanto à origem. Felizmente não é referida. De qq modo, como docente da UM gostaria de convidar o Sr. Jornalista para no próximo ano lectivo assistir a uma (ou mais) das minhas aulas. Ou, a partir já do dia 15 a alguma das minhas orais, que são provas públicas. Talvez desse modo possa atestar a qualidade pelo menos do curso de Direito naquela universidade. Cumps

  2. teacher

    A Uni-CV tem uma política de contratar professores de baixo calibre, pouco conhecimento, dos que foram os piores alunos durante a sua vida, por serem submissos e de baixo valor remuneratório. Fazem concurso e acabam por recrutar os que ficam menos pontuado.

  3. Joana

    Quem ta ba estuda ne UNICV ta ba moda el Katem ot alternativa ma ne quel universidade Katem o minimo de qualidade tont ne esnino come ne ques casa dbonhe q é um nojo es q te trata gent que respeito simplismente unico preocupação é recebe quel propina q nem é usod de amdjor forma

  4. universidade

    sinceramente pra já o jornalista dessa noticia nem ingles sabe, pois diz-se heading em vês de Reading, academichithing em vez de writing e pior ainda se for o próprio aluno universitário a escrever isso pra ele. Verdade que alguns docentes deixam muito a desejar mas não é menos verdade de que os alunos de hoje são todos fracos e querem tudo pronto, não fazem o mínimo de esforço mental nem investigam para poder saber mais, o docente universitário é mais um orientador.

  5. Student

    Como um estudante no segundo ano do curso Estudos Ingleses, posso afirmar que em relação ao curso em questão, a universidade de cabo verde dispõe professores competentes, em especial na disciplina de Academic Writing. Escrever em português não é fácil, imagina agora em inglês, que é uma língua estrangeira. O problema e que muitos alunos possuem um baixo nível de proficiência do inglês, culpa do ensino secundário, e quando se inscrevem no curso são confrontados com matérias que se encontram muito acima do seu nível, especialmente a disciplina de Academic Writing. Muitos têm me mente que ao inscreverem-se no curso, eles vão “aprender” a língua, mais o curso é para quem já tem um domínio da língua ao nível da oralidade, escrita e gramática. Em relação à carência de laboratórios de inglês, concordo plenamente que seria de grande ajuda para que o aluno possa praticar e desenvolver competências. Um outro ponto é que no meu curso existe algumas disciplinas que, na minha opinião, não tem nada a ver com a premissa do curso, por isso gostaria que houvesse uma revisão do programa.

  6. Vasco Martins

    Eu também como Professor na área musical, sempre achei que os alunos em S.Vicente, não têm a qalidade dezejada.

  7. Professor

    Muito do que se diz acredito ser verdade. O grande problema disto tudo é que muitos dos alunos que chegam a integrar estas ditas universidades as vêm como uma extensão do secundário. Querem sempre a vida muito facilitada.
    Outro problema é a falta da profissionalização dos próprios professores. Muitos deles dão as aulas apenas por ser um biscaite porque a grande maioria tem já trabalho fixo, pelo que tempo não tem para preparar as aulas. Por outro lado, a remuneração é muito baixa e desmotivante.

  8. Também, muitos alunos chegam às Universidades com muitas insuficiências em muitas disciplinas, por exemplo Matemática e Fisica que é um calcanhar de aquiles, para as pessoas que queiram fazer um curso de Engenharia, como podem saber são cursos que dependem muito destas disciplinas, quase em todas cadeiras você tem matemática e fisica e parece-me que a maioria dos alunos chegam às universidades com essa insuficiência, portanto nem todos os professores têm culpa nisso.

  9. Joana

    Ok ness terra bo tem q fca calod senão es ta pob na ói come elune mim q pode fca calod perante um situação de quel li.No te num universidade no crê conhecimento moda nô ti ta ba pe mercado de traboi.Parabens pe noticias do norte q sp te traze a tona cosa q ness terra es te crê pe gent fca calod e ja q é mentira caros docentes tud q li te retratod pq bsot q te pdi direito de resposta.Ta claro professores ta da meio pe nô investiga ma ne maioria das vezes ques meio é de ques pior.

  10. Joana

    Num q ne regime de partido unico nô te ne um democracia liberdade de expressão e mil vezes parabens pe tud jornalistas de noticias do norte sp te faze um bom traboi da a luz o q ês crê pe nô fca calod estud q é de graça nâo.Escola q ti ta fazê gent nenhum favor sês katem condição de ebri curso es te fcha porta.Nô tem sim grandes professores q é de tra chapéu ma perante outros nô tem q mostra nôs desagrado

  11. Observadora

    Meus senhores q culpa tem os alunos na escolha dos professores de baixo calibre, os alunos são fracos ou não encontram motivação para prosseguirem com seus estudos muitos acabam por abandonar os estudos, em algumas das universidades se realizam provas de acesso com aceitam esses alunos, o programa deveria ser ajustada depois de cada ano lectivo para suprimir as necessidades sentidas durante o ano, profissionalismo dos professores que não se encontram minimamente preocupados com os alunos…

  12. Maria

    A verdade é que tanto há docentes que não se apresentam como docentes e há alunos que querem tudo ou a maioria das coisas mais facilitada, e isso deve-se, a meu ver, pela má preparação no secundário. O mau nível d inglês e português visto muitas vezes também tem iniciação no secundário. Alguns docentes não são imparciais, alguns já vêm fazendo preconceitos que aluno tal é assim, aluno tal não é… alguns não têm boa metodologia e outros não sabem aplicá-la.

  13. Maria

    Há professores que parecem mais desinteressados na aula do que os alunos, há professores que têm comportamentos levianamente descabidos… há professores que não sabem como interessar um aluno à sua aula, há outros que simplesmente não se importam se o aluno aprende ou não… há uma vasta variedade de incompetências e o Ministério é quem devia fiscalizar situações do tipo pois os alunos saem penalizados e os docentes recebem o salario normalmente.

  14. Luisa

    Ensino secundário não pode pagar pelo mau ensino universitário porque na maioria das vezes os professores secundários têm melhores capacidades do que os universitários.Pois eles são professores não vão dar aulas por biscaite mas sim dependem do salário.Já o universitário tem outras formas de rendimento e pouco se lixe para os alunos, são professores sem nenhuma preparação e a universidade não faz nada, contratam professores frustrados e o aluno é que paga

  15. Stiven

    Bom, pra começar tenho que concordar que existe sim docentes que não carregam essa profissão no peito, mas sim no bolso, isso é para ALGUNS um meio de ter mas uns tostões no fim do mês pelo que não preucupam muito com a qualidade do ensino, em saber se os alunos estão a acompanhar e a compreender a materia ou não e caso a resposta for negativa, em procurar mudar de metedos para que possam fazer nascer nos alunos uma motivação de conhecer, nao vejo isso em alguns docentes o que é triste…

  16. Stiven

    Por outro lado, existe docentes altamente capacitados, que fazem dessa arte uma paixão carregando-a no coração, preucupam sempre com os seus alunos querem que estes sejam amantes do conhecimento, e eu já tive um professor assim (tenho sorte, ja tive e tenho varios docentes assim, pelo que para mim estes prenchem as lacunas deixadas pelos professores menos bons): “toda moeda tem os seus dois lados” porem quando o assunto é educação a aposta deve ser maior e o rigor no ensino deve sim ser exigida.

  17. é noiz

    Bom , lendo alguns comentários, parece que temos aqui uma disputa entre alunos e professores, para saber quem mais falha. Sinceramente acho que todos acabam por falhar. agora um aluno que vem do secundário sem muita preparação, pode ser que ainda melhora, mas um professor com vários anos de docência apresentar as qualidades ou incapacidade, parece que não ha volta ha dar. A qualidade de ensino do DCSH de Mindelo , é de péssima qualidade.

  18. viking

    Num circulo de conferencias que a UNICV esta a organizar, tínhamos para hoje de manha, o tema qualidade de ensino superior em Cabo Verde, mas parece não sair do papel. o que eu posso dizer, é que o tema e o palestrante, acaba por refletir essa qualidade. Minha gente o DCSH morreu com anterior reitoria, agora com esta reitoria, já rezamos a missa do sétimo dia e estamos já a preparar a missa do primeiro mês.

  19. Ana

    BOM PE COMECA LA NE UNICV TEM BONS EMAUS PROFESSORES LA TEM UNS PREFESSOR QUE EN DEM MINIMO CAPACIDADES PA ESTODE LA TE DA AULA BE PE SIS AULA E UM PERDA DE TEMPO SE EM SEBIA QUE ERA ASSIM ENTOM EM TA FICA LA NE S .ANTAO TE PRENDE FAZE ALGUMA COISA UTIL……………

  20. Carla

    A reitoria do DCSH não se preocupa com os alunos porque não se trata de um filho seu e nem de si mesma, pois o seu futuro já esta garantido agora os alunos que se lixam. O ensino naquele projecto de universidade se julga ser o melhor que existe e querem nos convencer que temos de nos sentir privilegiados pois afirmam ser a garantia de um futuro risonho aos alunos.Eu tive professores no secundário que não eram Doutores ma dão 1000 a 0 a estes Doutores da UNICV.

  21. Soraia

    Docentes e reitoria afirmam que a contestação dos alunos é falsa mas até agora não vimos o pedido de resposta por parte deles.

  22. Eliza

    A questão que não quer calar é porque que até hoje a reitoria da UNICV não se prenunciou sobre o assunto pois julgam que as reclamações dos alunos não têm fundamento pois segundo eles a escola é de se levantar as mãos e agradecer a Deus por sermos alunos da mesma.Pois defendem a escola segundo o vosso critério pois com certeza os alunos terão prazer em continuar a defender o seu lado.

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