TCV acusada de censura

4/07/2012 00:05 - Modificado em 4/07/2012 00:14

A ADECO acusa a Televisão de Cabo Verde de ter censurado um capítulo do programa da Associação para Defesa do Consumidor. O caso sucedeu na quinta-feira, 28 na sequência de do espaço de antena que a ADECO dispõem na TCV. António Pedro Silva critica o procedimento da direcção da televisão pública que suspendeu a emissão do programa, sem comunicado prévio. Mas de acordo com o presidente, a esta situação juntam-se outras anteriores, sendo que a ADECO nessa altura apresentou uma queixa ao Ministério que tutela a TCV.

 

A Associação para Defesa do Consumidor, ADECO apresentou a sua indignação pela forma como a TCV suspendeu o último capítulo do programa dedicado aos consumidores. Segundo Pedro António Silva, presidente da ADECO, por lei dispõem de um tempo de antena na Televisão de Cabo Verde que é da inteira responsabilidade da associação. Porém na quinta-feira, 28 a direcção da TCV suspendeu a transmissão do programa, por haver conteúdos que entravam em conflito com o Código Eleitoral.

O presidente da ADECO afirma que “fiquei surpreendido com a suspensão, uma vez que às 19h40min aguardava pela transmissão, mas tal não aconteceu. Na sexta-feira encontrei um email da direcção referindo que não emitiram o programa tendo em conta que o seu conteúdo briga com o Código Eleitoral vigente. Disseram que o conteúdo violava o artigo 105º sobre a Liberdade de Imprensa, nas alíneas c, e do Código Eleitoral”.

António Pedro Silva afirma que não concorda com as razões apresentadas pela Direcção da TCV e pela forma de procedimento para anunciar a suspensão. António Silva acrescenta que “entregamos o programa às quartas-feiras, porém a TCV enviou o email anunciando a suspensão, quando faltava menos de uma hora para emissão do programa. Para nós se encontraram conteúdos controversos deveriam ter avisado com antecedência, para que houvesse alteração dos conteúdos”.

Segundo António Pedro Silva, a TCV não indicou as afirmações do responsável da ADECO, ou factos concretos que levaram a suspensão do programa. António Silva reitera que no programa fez apenas considerações e não propaganda politica. “Sendo um programa da inteira responsabilidade da ADECO, a TCV não tinha nada que censura-lo. Porque em particular não falei de nenhum candidato as eleições autárquicas, mas sim que há uma necessidade dos autarcas darem uma protecção ao consumidor, porque as pessoas vivem é do consumo”.

O presidente da ADECO assegura que a direcção irá reunir-se para tomar as devidas medidas para que haja a reposição do programa. António Pedro Silva acrescenta que “esta não foi a primeira vez que fomos afectados pela TCV, sendo que em situações anteriores apresentamos uma queixa junto do Ministério dos Assuntos Parlamentares, que tutela a TCV, por outro lado também fizemos uma queixa ao Supremo Tribunal da Justiça, uma vez que consideramos serem actos de censura”.

  1. Manuel Monteiro

    Tenho por mim que a TCV deve ter rasão, porque este senhor gosta de se meter em confusões. Aliás, o programa anterior da ADECO já brigava com o codigo eleitoral. E ESTRANHEI A PASSIVIDADE DA TCV.

    • VLR

      Tenho por mim que tu e a TCV só podem ter “rasão” caro Manuel Monteiro…vai mas é aprender a escrever!!!

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