Alcinda: mulher taxista chuta preconceitos

12/06/2014 07:56 - Modificado em 12/06/2014 07:56

20140610_123735[1]Alcinda Rocha, 34 anos, casada e com uma filha de 12 anos, é uma mulher taxista mindelense e começou a trabalhar há quatro semanas. Apesar dos muitos preconceitos, a taxista adianta que é bem acolhida e é um sonho que realiza.

 

Alcinda conta ao NN que estava desempregada e que era só ir a entrevistas e nunca tinha uma boa notícia. Com a carteira profissional, Alcinda começou a aguentar folga no táxi de um amigo que “sempre lhe deu a força que precisava” pois ele sabia que Alcinda gostaria de ser taxista. Mas a boa nova veio quando um proprietário de táxi estava a precisar de uma pessoa para colocar no táxi. Alcinda foi indicada, o proprietário quis provar uma mulher “e porque não uma mulher?”. Ela acredita que realizou o sonho de querer ser taxista há muito tempo, “ideia antiga”.

Ela adianta que a maioria das pessoas aceitam bem, mas estranham: “todos acham estranho, apesar do turista ou das pessoas que vêm da Europa já acharem normal”.

Questionada se o salário que ganha como taxista compensa, ela responde que para quem estava desempregada compensa. Se aparecer outro trabalho melhor do que taxista, Alcinda pensa em mudar, justificando que “no táxi corremos muitos riscos”.

Ela diz que gosta da reação das pessoas, principalmente das crianças que dizem: “quando crescer quero ser taxista”. Inclusive a filha sente-se orgulhosa apesar de achar que passa “muito tempo fora de casa”. A mãe e o marido não aceitam muito bem essa opção de Alcinda, mas ela diz que têm de aceitar “é um trabalho digno e gosto do trabalho. A minha mãe fica preocupada com os riscos e o marido não aceita, talvez porque só há rapazes a trabalhar”.

Alcinda já sofreu preconceitos e piadas e diz que sabe que ainda vai sofrer mais: “um homem passou num carro e disse que um fogão era melhor”. Também a taxista conta que uma senhora fez sinal e quando Alcinda parou e a senhora viu que era uma mulher ao volante disse-lhe para seguir porque apanhava outro táxi.

A nova taxista mindelense já trabalhou em fábricas têxteis, como empregada de limpeza e também como baby sitter. Ela abriu uma empresa de Baby sitter, as pessoas aderiram, mas teve de fechar: “queriam que eu ajudasse, mas não pagavam no final do mês e desisti”.

A taxista trabalha todos os dias das 6 horas da manhã até às 18 horas da tarde, com um dia de folga por semana, somente aos domingos. Depois de quatro semanas, Alcinda já tem os seus contactos e considera-se feliz e orgulhosa do seu trabalho.

 

  1. Sandra Évora

    Boa sorte, precisamos de mulheres como você, para acabar com certos tabus existente nessa nossa sociedade. Felicidades na sua nova profissão!

  2. Toja

    Força la tia tchinda.
    Dá bo show de MULHER

  3. Tober

    Boaa Tchinda força la…tudo traboi é traboi!!!! Bo ti t da a tcheu amdjer de Cabo Verde exemplo que o Trabalho honesto dignifica as pessoas.

  4. Tomás nicolau Delgha

    …………………………Fiquei muito orgulhoso, com a sua escolha, es uma jovem dinâmica e muita lutadora, é só basta dizer, quer és uma camponesa nato, apesar de ser uma profissão de risco. mas na vida tudo tem risco, uma vez havia risco era só no trabalho Policial, mas hoje, em dia, todo o trabalho as pessoas são ameaçadas, principalmente os professores, eles, são ameaçados pelos namorados das alunas, etc., etc,.espero que tenhas muito sucesso na sua nova escolha.

  5. caboverdiano atento

    um fca mesmo contente konde um oiob te exerce kel profisao força e com os olhos bem abertos.

  6. Djê Guebara

    Porque tanta ignorancia e tanta descriminação contra as nossas mulheres caboverdeanas que por sacrificio da sobrevivencia buscam novos horizontes com novos prifissões e aparacem alguns estupidos a tentar desvalorizar-las por a razão de ser mulheres.Idiotas aqui em a Florida donde vivo por mais de trinta anos existe bastante mulherse como taxistas,choferes de camiões. e de autocarros de tranporte publico. Força criola linda de nha terra nunca das por vencida.Um abraço Dje Guebara.

  7. Joao Vaz Antunes

    Eu como presidente da Associacao Taxi praia, parabenizo esta senhora desejando lhe toda a sorte do mundo ate porque e um encorajamento para as mulheres que +poderiam aproveitar muito bem o servico de taxi, quanto a inseguranca estamos a comecar colocar GPS nos taxis e com possibilidades de tambem ter camaras e micro, desta forma ajudara e muito os taxistas no que concerne a assaltos a actos de violencia. Forca ai e espero poder contatar esta senhora e convida la a festejar connosco o dia do taxi

  8. BELITA GONÇALVES

    FORÇA E TXEU CORAGEM XÓ PA PRECONCEITOSOS,TUDO TRABADJO É TRABADJO,BASTA BU KA STA FURTA,SIGUE PA FRETE,DEUS TA ILOMINAU BU CAMINHO,ANJO DE BU GUADA TA GUARDOU NA TUDO HORAS,E TA LIBROU DE PRIGO E DE TUDO MAL AMÉM,BO É UM EXEMPLO DE MUDJER,FAZI KEL KI BU TA XINTE BEM,NAO KEL KI ALGUEM TA XINTE NSTA ORGULHOSA DE BO BJSSSSS.

  9. dina brandao

    Tchinda um t desejob sort e muita coragem k oia ser condutor profissional ne soncent e ne facil mim jame sofre tcheu preconceit de amdjer igual a mim mas no fim es t custuma,pk tudo profissao e digno.nos amdjer sei de cozinha ha muito tempo.

  10. linda

    mulher taxista é giro ,mas em contrapartida ,é uma profissão em que poderá estar sujeita a enfrentar certos desafios,pois a sociedade em que vivemos todo o cuidado é pouco … tenha atenção aos clientes …de resto seja feliz

  11. Mulher lutadora

    Querida mulher
    Na Europa e na América existem tantas mulheres taxistas, bombeiras, militares, policias, parquedistas, piloto. Em Cabo Verde também existem mulheres nesss fonções. Era preciso que mais uma mulher tomasse iniciativa e eis que sua coragem acrescido pela crise esta guiando um taxi ganhando seu pão. A unica preocupação da mãe e do marido pode-se estar em termos de segurança e mais nada. Seu trabalho não é tabu! E se o marido insister muito, peça-lhe um subsidio de desemprego. hum hum!

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