Merkel firme no apoio a Juncker para presidente da Comissão

11/06/2014 09:01 - Modificado em 11/06/2014 09:01
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Comissão europeiaA chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmou nesta terça-feira o seu apoio à candidatura de Jean-Claude Juncker ao cargo de presidente da Comissão Europeia, dando a entender que foi pouco sensível aos argumentos dos líderes do Reino Unido, Suécia e Holanda, com quem se reuniu numa mini-cimeira em que a nomeação do sucessor de Durão Barroso terá sido um dos pratos fortes.

 

“Já o disse na Alemanha e volto a fazê-lo aqui: Jean-Claude Juncker é o meu candidato à presidência da Comissão e quero que ele seja eleito”, respondeu a chanceler alemã no final do encontro em Harpsund, na Suécia, para onde foi convidada pelos três primeiros-ministros da União Europeia que já se assumiram contra a nomeação de Juncker, desencadeando uma discussão que ameaça abrir uma grave crise institucional.

 

Merkel não escondeu também a sua irritação com as exigências britânicas, afirmando que os líderes europeus devem “agir no espírito europeu” e “as ameaças não fazem parte desse espírito”.

 

O ex-primeiro-ministro do Luxemburgo é o candidato do Partido Popular Europeu (PPE), o mais votado nas eleições de 25 de Maio, mas o Reino Unido considera-o demasiado federalista e afirma que não reúne as condições para liderar as reformas de que a UE necessita.

 

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chegou mesmo a ameaçar com um possível referendo à permanência do país na UE se Juncker for o eleito e diz contar com os apoios de Mark Rutte (Holanda) e Fredrik Reinfeldt (Suécia). Em comum têm, pelo menos, o facto de insistirem que é ao Conselho Europeu que cabe escolher o sucessor de Durão Barroso, mesmo que o Tratado de Lisboa tenha instituído que o resultado das eleições tenha de ser tido em conta. O Parlamento Europeu deve depois aprovar a escolha por maioria absoluta.

 

No entanto, os diferentes grupos no Parlamento Europeu apresentaram os seus candidatos ao cargo antes das eleições, insistindo que o futuro presidente da Comissão Europeia deveria ser o candidato do partido mais votado.

 

“As regras da União Europeia são que o Conselho Europeu, que reagrupa os dirigentes eleitos, deve reunir-se para recomendar um candidato. Não penso que esse procedimento deva ser modificado”, insistiu Cameron no final do final da cimeira.

 

Os três primeiros-ministros optaram por não insistir na recusa de Juncker, alegando que na reunião não se centrou na discussão de nomes mas no que devem ser as prioridades da UE.

 

 

publico.pt

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