Grávida de oito meses foi despedida porque não quis mudar as férias

11/06/2014 08:37 - Modificado em 11/06/2014 08:37

COOKIE2Uma funcionária, do Restaurante Gaudi, grávida de oito meses foi para o desemprego por não ter aceite a mudança de férias proposta pela entidade patronal.

 

Adalgiza Lima, auxiliar de cozinha do Restaurante Gaudi, recebeu uma carta de rescisão do contrato no momento em que o patrão Francisco quis mexer nas suas férias e a mesma não consentiu.

A funcionária encontra-se no oitavo mês de gravidez e, por esse motivo, programou as suas férias para o mês de Setembro no sentido de gozar da melhor forma da licença de parto seguidamente às suas férias, com o objectivo de acompanhar o desenvolvimento do filho pelo maior tempo possível, mas o patrão resolveu mudar os planos de Adalgiza.

A mesma não aceitou mexer na data das suas férias e procurou o apoio da Direcção Geral do Trabalho que, por sua vez, notificou o restaurante recomendando a não alterar as férias que já tinham sido marcadas. Como medida de represália, a funcionaria recebeu uma carta de rescisão do contrato.

O que mais indignou Adalgiza é facto do patrão ter –lhe obrigado a realizar trabalhos pesados . E também por ter lhe chamado nomes obscenos. A funcionária disse ao NN que “ senti-me humilhada e caluniada .E sem respeito pelo estado em que me encontro”

A auxiliar de cozinha que trabalhou durante um ano e meio no restaurante, adianta ainda que o patrão sempre tratou mal os funcionários e a obrigou a fazer trabalhos de maiores esforços e realizar tarefas que não constavam do contrato, tal como fazer trabalhos de limpeza dos quartos.

E por ordem médica, Adalgiza foi aconselhada a não realizar tarefas que a obrigavam a algum esforço.

 

Reacção do gerente

Francisco Freitas, gerente do Restaurante Gaudì, por sua vez, responde que a partir da sua gerência, no mês de Fevereiro, sentiu-se obrigado a efectuar uma reestruturação no sentido de uma maior produção e respostas mais rápidas, pelo que resolveu rescindir contratos aos funcionários que não respondiam às necessidades do restaurante.

Em relação à funcionária Adalgiza diz que “trabalhava de forma muito lenta e que não correspondia às expectativas do restaurante, daí a rescisão do contrato”. Francisco garante que a ex-funcionária receberá tudo aquilo que lhe cabe de direito

O mesmo nega tratar mal os funcionários e afirma que “é necessário uma voz autoritária”. Francisco revela que “quando um cliente reclama de uma refeição, chamo a atenção do funcionário várias vezes. À quinta vez que faço a chamada de atenção posso estar stressado ou nervoso , mas nunca tratei mal nenhum funcionário”Os empregados estavam mal habituados porque não havia quem os controlasse”.

 

  1. Maria

    assim esta a relação empregador/empregada com a lei laboral em vigor a ver vamos como será daqui algum tempo com as mudanças previstas…. quem aposta que estarão piores??? esse é o nosso Cabo Verde.e

  2. Ivandro Duarte da Lu

    ser chefe é algo k nem toda a gente consegue ser…..é por isso k certos paises estão á beira da falência e com isso suas gentes estão á fugir para o nosso pais para nos atormentar, armados em espertos….

  3. sei...

    É tuga e o homem já teve a frente noutros locais, tipo do Café Morabeza e Café Mindelo. É mesmo coisa de TUGAS e maioria des tugas ta mandá nomes obscenos sim!!

  4. Complicado broda

    O Sr. Francisco é o mesmo individuo que estava a frente da pastelaria morabeza quando umas funcionarias vieram ao jornal denunciar que eram maltratados pelo gerente Francisco. Ele não sabe o que faz e por isso ofende as pessoas maltratando-as e “cobando-as”. é um português, ignorante que teve de ser corrido da pastelaria morabeza se não a pastelaria teria graves problemas com a direcção de trabalho. Ele que aprenda que as mulheres gravidas carecem de tratamento diferenciado.

  5. helton santos

    Sr Francisco se era lenta e não correspondia as expetativas do restaurante porque demorou 1 ano e tal para rescindir o contrato com ela. Tenha dô nem.

  6. Nelo Lopes

    conheço a forma de trabalhar do Sr. Francisco e concordo que não é das melhores. nota-se que não está à vontade no ramo que trabalha, no entanto sem querer defender ninguém, acho que a noticia deve estar um pouco exagerada em alguns pormenores…

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