Endividamento das autarquias: Presidente da CMP diz que “infelizmente JMN tem razão”

10/06/2014 07:25 - Modificado em 10/06/2014 07:25

dividasAutarcas do Paul e Tarrafal reagem à declaração do Primeiro Ministro José Maria Neves, de que “o risco do endividamento das autarquias pode levar alguns municípios a falência”. António Aleixo afirma que “infelizmente José Maria Neves tem razão”.

 

O Primeiro ministro, que falava enquanto Presidente do Paicv, partido que sustenta o Governo, diz ter conhecimento de emprèstimos feitos por municipios, destinados a construir infraestruturas, que as vezes não são construídas, ou de “financiamentos para determinadas actividades à nível municipal, sem qualquer sustentabilidade, o que poderá perigar o processo de desenvolvimento local e regional”.

O Presidente da Câmara Municipal do Paúl, António Aleixo, disse ao NN que “infelizmente José Maria Neves tem razão”. Mas, vai avisando também que “há muitos endividamentos por culpa do Governo ao dar o aval para determinados empréstimos”. Dá como exemplo, a Câmara Municipal do Paúl, que neste momento está a pagar uma dívida de cento e vinte mil contos, contraída no anterior mandato, de uma gestão do PAICV, e que agora tem estado a sufocar o município que tem que procurar outros recursos para liquidar a dívida.Pois segundo Aleixo, os seis mil contos do fundo de financiamento apenas dão para paragar os funcionários. NN, sabe que a dívida da Câmara Municipal do Pául ultrapassa os duzentos mil contos.

O Presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, José Freitas de Brito, por seu lado, disse ao NN, que “O Presidente do PAICV deve ter as suas razões para tal afirmação, mas não nos parece que ele queria condicionar qualquer administração municipal que pense recorrer à banca para contrair empréstimos”.

O Presidente da CMT adianta ainda que “é verdade que há situações que configuram o endividamento, mas não acreditamos que estamos perto da falência. Falência é aplicar mal os recursos que a banca eventualmente coloque à disposição de quem realizar empréstimos”. Disse ainda entender que problemas como estes podem ser ultrapassados se Cabo Verde apostar, por exemplo, na regionalização, potenciando os meios humanos e materiais existentes, ter uma Administração em função e serviço do bem comum e não ao serviço de camaradas e de interesses pontuais.

 

  1. Soncente

    E QUEM ENDIVIDOU CABO VERDE?
    O PM DEVIA FALAR VERDADE AOS CVDIANOS.

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