Abbas pede no Vaticano Palestina livre

9/06/2014 09:49 - Modificado em 9/06/2014 09:49
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vaticanoO presidente da Autoridade Palestiniana pediu, este domingo, no Vaticano, liberdade para a Palestina, e um “Estado soberano e independente”, enquanto o Presidente de Israel apelou para a luta pela paz no Médio Oriente, sublinhando que requer “sacrifícios e compromissos”.

 

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, que participou numa oração conjunta com o papa Francisco e o presidente israelita, Shimon Peres, pela paz no Médio Oriente, assegurou em nome dos palestinianos que estes querem a paz para si e para os seus vizinhos.

 

Abbas garantiu que “a reconciliação e a paz” são os objetivos dos palestinianos e disse no seu discurso nos jardins do Vaticano: “Aqui estamos, Deus, inclinados para a paz. Faz firmes os nossos passos e coroa os nossos esforços e empenho com o êxito”.

 

O presidente palestiniano interveio depois do papa e de Shimon Peres, tendo formulado o seu desejo de que a Palestina, e Jerusalém em particular, sejam “uma terra segura para todos os crentes e um lugar de oração e veneração para os seguidores das três religiões monoteístas”, agradecendo ainda a iniciativa de Francisco.

 

Shimon Peres instou à luta pela paz no Médio Oriente com todas as forças, ainda que tenha reconhecido que isso requere “sacrifícios e compromissos”.

 

“A paz não se consegue facilmente. Devemos lutar com todas as nossas forças para chegar até ela”, disse, expressando também o desejo de que “a verdadeira paz se possa converter na nossa herança breve e rápida”.

 

“Temos que procurar a paz. Cada ano. Todos os dias. Nós cumprimentamo-nos com esta bênção: ‘Shalom, ‘Salam’ [que significam paz, bem-estar]. E devemos ser dignos do significado profundo e exigente desta bênção. Ainda que a paz pareça muito longe, devemos ir atrás dela, para nos aproximarmos dela”, disse Peres, acrescentando que israelitas e palestinianos “desejam ardentemente a paz”.

 

Peres recordou que durante a viagem do papa à Terra Santa, Francisco, “com a sinceridade das suas intenções, a sua modéstia e a sua bondade tocou o coração das pessoas, independentemente da sua fé ou nacionalidade”, definindo o sumo pontífice como “um construtor de pontes de fraternidade e paz”.

 

A 25 de maio, em Belém, perante uma multidão de fiéis, Francisco anunciou o convite ao chefe de Estado de Israel e ao presidente da Autoridade Palestiniana “para se juntarem [com o papa] numa oração para pedir a Deus o dom da paz”.

 

No regresso de uma peregrinação à Terra Santa, no final de maio, Francisco fez questão de esclarecer, junto dos jornalistas, a ideia de uma oração a três, à medida que cresciam as especulações sobre uma possível mediação do Vaticano.

 

 

jn.pt

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