Novo Presidente da Ucrânia quer acabar com os combates no Leste esta semana

9/06/2014 09:35 - Modificado em 9/06/2014 09:35
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ucraniaO novo Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse este domingo que quer pôr fim aos combates no Leste do país durante esta semana. Não explicou como se propõe fazê-lo, mas a declaração foi feita depois de um encontro entre o chefe de Estado e o embaixador russo em Kiev.

 

“A cada dia morrem pessoas, a cada dia a Ucrânia paga um preço inaceitável”, disse Poroshenko através de um comunicado emitido após o encontro com o russo Mikhaïl Zourabov, o embaixador da Ucrânia na Alemanha, Pavlo Klimkine, e um representante da OCDE, Heidi Tagliavini.

 

Poroshenko marcou esta reunião para o seu primeiro dia de trabalho como chefe de Estado (tomou posse no sábado). No discurso de tomada de posse, fez propostas aos separatistas pró-Rússia do Leste, falando em eleições e numa “completa descentralização do poder”. Também disse que não abdicará da Crimeia, anexada pela Rússia depois de um referendo local não reconhecido por Kiev.

 

“É por isso que devemos em primeiro lugar restabelecer a fronteira da Ucrânia, de forma a garantir a segurança de todos os cidadãos que vivem em Donbass [Leste], independentemente das simpatias políticas”, disse o Presidente, que é considerado um homem capaz de dialogar com os dois lados da disputa, Rússia e União Europeia.

 

O conflito no Leste, que opõe os separatistas às tropas governamentais, já matou 200 pessoas.

 

Os separatistas pró-Rússia controlam Donetsk e Lugansk, as duas grandes cidades da bacia mineira de Donbass, o centro industrial da Ucrânia, e também uma parte da fronteira com a Rússia. O Governo de Moscovo é acusado de ter instigado a rebelião, com a União Europeia e os Estados Unidos a pressionarem Putin para alterar a sua posição.

 

Poroshenko quer negociar com os russos e o Presidente Vlamidir Putin — que falou brevemente com o novo chefe de Estado ucraniano durante as cerimónias dos 70 anos do desembarque aliado na Normandia durante a II Guerra Mundial — disse que a sua abordagem à crise era “justa dentro do que se passa”.

 

Zourabov disse que Poroshenko é “um parceiro sério”, o que confirma a mudança de tom de Moscovo, que antes considerou ilegítimas as autoridades da transição que chefiaram o país depois da deposição, em Fevereiro, do anterior Presidente pró-russo, Viktor Ianukovitch. Num primeiro sinal dessa mudança, Putin mandou encerrar as fronteiras entre a Rússia e a Ucrânia para impedir a entrada de ucranianos pró-russos que querem que o Leste da Ucrânia seja território de Moscovo.

 

 

publico.pt

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