resultados eleitorais: O aumento da abstenção reflecte o marasmo em que São Vicente se encontra

3/07/2012 00:02 - Modificado em 3/07/2012 01:27
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Os sãovicentinos fazem uma avaliação positiva das eleições autárquicas que culminaram na vitória de Augusto Neves, candidato do MPD. Dos depoimentos recolhidos a opinião geral é que o processo eleitoral decorreu na normalidade, apesar de ter havido a habitual boca de urna. Por outro lado estes cidadãos apelam aos candidatos que estiveram na corrida pela presidência da CMSV para se unirem numa luta conjunta pelos problemas que emergem em São Vicente.

 

As eleições autárquicas em São Vicente ditaram a vitória da candidatura do MPD liderado por Augusto Neves. O novo edil da CMSV mereceu a confiança das pessoas para dar continuidade ao seu trabalho conseguindo 44,1% dos votos. O NN foi a rua ouvir o depoimento dos cidadãos sobre os resultados e as perspectivas para mandato de Augusto Neves para os próximos quatros anos.

Pela cidade do Mindelo e arredores o tema de conversa que perdura entre os sãovicentinos é a análise dos resultados das eleições de Domingo. Entre as conversas sobressai o nome do novo presidente, comentários sobre os dissabores dos outros candidatos, os problemas que afectam a ilha e o aumento da taxa de abstenção.

 

Análise

Para Miriam Évora “a vitória de Augusto Neves surgiu de uma estratégia de continuidade dos trabalhos realizados em prol do desenvolvimento de São Vicente. Com os trabalhos realizados durante a substituição de Isaura Gomes mereceu um voto de confiança para levar adiante o seu projecto. Por isso terá que direccionar a sua actuação para uma política de proximidade, no sentido de fazer as obras de utilidade para todos”.

Já Fredson Gomes opta por fazer um apelo aos quatros candidatos que estiveram na corrida pela CMSV “por esta altura estamos numa conjuntura de crise económica e São Vicente tem sido atribulado por diversos problemas do fórum político, social e económico. Por isso chegou a hora dos políticos colocarem de lado as suas desavenças e unirem-se numa luta conjunta para resolver os problemas da ilha”.

Porém houve aqueles que direccionaram a sua análise para o aumento da taxa de abstenção, que atingiu os 37,6%. E deixam um recado as forças políticas que conseguiram assento CMSV “ é preciso analisar o número das abstenções, porque alguma coisa não está a correr da melhor forma. O aumento da taxa de abstenção reflecte o marasmo que a ilha se encontra. Por isso é urgente arranjar meios para ultrapassar essa participação passiva das pessoas no poder local”.

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