Espanha é campeã Europeia

2/07/2012 01:15 - Modificado em 2/07/2012 01:15
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Histórico! Inolvidável! Uma lenda! A Espanha, irresistível, sagrou-se, este domingo, em Kiev, bicampeã europeia. Nunca antes uma seleção o conseguira, nunca antes uma seleção conquistara três títulos consecutivamente. La Roja conseguiu-o. Em 2008, em 2010, em 2012.

 

A goleada à Itália sela de forma exemplar as façanhas de uma geração dourada. Resultado exagerado? Não, antes justíssimo. A Espanha teve mais posse de bola — 57 por cento, contra 43 da Itália —, mais remates — 14 contra 11 —, mais passes bem sucedidos — 88 por cento contra 83 —, e depois, bom, depois foi exemplar na construção dos golos, arquitetados por Fàbregas, Xavi, duas vezes, e Fernando Torres e assinados por David Silva, Jordi Alba, El Niño e Juan Mata.

Cedo se percebeu que La Roja queria conquistar o título. Apesar de se ter visto um pouco mais de Itália nos primeiros minutos, a equipa de Del Bosque depressa assentou o seu jogo clínico. Os italianos só de bola parada chegavam com perigo à baliza de Casillas. Mas pecou, e muito, a equipa de Cesare Prandelli na defesa, onde acumulou erros o que, perante uma equipa como a Espanha, é fatal. E de Pirlo, o cérebro da equipa, apenas se viram ontem fogachos.

Quando Fàbregas deixou Chiellini para trás e colocou a bola na cabeça de David Silva o destino do jogo estava traçado. O golo de Jordi Alba, num grande lance de futebol, foi uma espécie de machadada final na… final.

Quis a Itália, no reinício do jogo, dar um ar da sua graça, com Di Natale, que entrara para o lugar de Cassano — um par de remates perigosos na primeira parte — a ameaçar a baliza do gigante Casillas — entra para a história do futebol espanhol como o primeiro jogador a atingir uma centena de triunfos com a camisola da selecção espanhola e estabeleceu um novo recorde de tempo sem sofrer golos em fases finais, com 510 minutos. Se tivesse marcado ali quiçá a Itália poderia fazer o que apenas a Alemanha tinha conseguido: recuperar de uma desvantagem de dois golos — aconteceu em 1976, na final de Belgrado ante a Checoslováquia. Mas o futebol não é um jogo de ses, a bola não entrou e só muito dificilmente o título fugiria a Espanha.

A Azzurra não teve depois a fortuna a seu favor. Motta, com uma lesão muscular, viu-se obrigado a deixar o jogo aos 61 minutos, apenas cinco depois de ter entrado para o lugar de Montolivo. Prandelli já tinha gasto as três trocas — a primeira ainda na primeira parte quando se viu obrigado a subtrair ao jogo o lesionado Chiellini — e a Itália ficou a jogar com dez. A partir daí a Espanha passou a jogar a seu belo prazer, sentiu-se que não teria dificuldades para ampliar a vantagem. E foi o que aconteceu. Primeiro por Torres, depois por Mata.

E assim, a Espanha de Del Bosque, que se juntou a Helmut Schon como treinador que conquistou um Mundial e um Europeu — em 2008, fora Aragonés a conduzir La Roja ao título —, somou o seu terceiro Campeonato da Europa (1964, 2008 e 2012), igualando a Alemanha (1972, 1980 e 1996).

Em Kiev, escreveu-se história. A seleção de Espanha ascendeu à categoria de lenda. Justamente. A Itália caiu de pé.

Uma palavra para a equipa dirigida por Pedro Proença. Exemplar. Provou ter sido acertadíssima e justa a nomeação para esta final. A Espanha saiu em grande, Portugal também.

 

 

 

 

abola.pt

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