MP deixa cair acusação de roubo

4/06/2014 07:46 - Modificado em 4/06/2014 08:35
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algema_liberdadeO 2º Juízo Crime do Tribunal de São Vicente reuniu-se para ouvir as alegações finais do caso de Iero Bari. Este cidadão guineense responde por sete crimes de burla qualificada, um de falsificação de notas e um de assalto. A defesa pediu a absolvição do arguido em todos os crimes e, no pior dos cenários, disse que o réu poderia ser condenado apenas por dois crimes de burla.

 

O Ministério Público, no seu entender, pede a condenação por quatro crimes de burla qualificada. E relativamente ao crime de falsificação, retirou a acusação mas disse que mesmo não provando que houve falsificação por parte do arguido, pediu a condenação por falsificação nos seus actos preparatórios.

Para a defesa, o MP considerou que tudo “o que as pessoas disseram era verdade e o que o arguido disse era mentira”. E diz que apenas dois dos quatro casos ouvidos em tribunal poderiam ser considerados de burla, tendo havido situações de empréstimo. E defende que Bari não passou por curandeiro para burlar as pessoas. A defesa afirma que o arguido disse que as argumentações de negação dos factos não foram levadas em conta.. E levanta a questão de que ninguém se preocupou em saber da origem do dinheiro entregue a Bari. Mas a defesa defendeu que em caso de dúvida prevalece o “in dúbio pro reo”.

A acusação não partilha da opinião e disse que houve de facto burla qualificada. E invocou o código penal no seu artigo 213, alegando que o arguido enganou os queixosos ao levá-los a acreditar que tinha poderes para resolver os seus problemas e que mesmo quando não foi procurado para tal efeito, induziu-os a acreditar nesse aspecto. O que representa um prejuízo para as pessoas uma vez que as deixou em situação económica difícil. Para a acusação, todos os requisitos de burla foram preenchidos no caso. Daí o pedido de condenação do arguido.

A acusação deixou cair o crime de roubo mas pediu a condenação no crime de falsificação. Ao contrário, da defesa diz não haver indícios de falsificação por parte do arguido. A sentença será lida no próximo dia 30 do corrente.

 

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