Na noite mindelense vende-se sexo e o perigo está à espreita

3/06/2014 07:33 - Modificado em 3/06/2014 07:33

 mindeloNas redes sociais está a circular um post atribuído a um agente da polícia angolana que alerta as mulheres cabo-verdianas para não fazerem sexo sem protecção “com alguns angolanos que vão passar férias a Cabo Verde e atraem as meninas para terem sexo sem preservativo, visto que muitos são seropositivos”. O NN, com base nesta denúncia anónima, tentou saber o que há de verdade. A nossa investigação não conseguiu comprovar que “alguns angolanos vão passar férias a Cabo Verde e atraem as meninas para terem sexo sem preservativo. Mas o grande problema é que alguns deles são seropositivos e em Angola já estão bem identificados”. Mas comprovou outros factos alarmantes.

O primeiro tem a ver com o uso do preservativo: pode parecer questão ultrapassada, mas muitos ainda praticam o sexo sem protecção. Outra constatação: existem jovens mindelenses que se dedicam a engatar homens ricos que chegam à cidade. É a internacionalização do “dá café”. Na noite mindelense também se vende sexo e o perigo de infecção por HIV está à espreita, porque muitos praticam sexo sem preservativo.

Denúncia

Alguns angolanos infectados com HIV vêm ao Mindelo fazer sexo sem preservativo.

“Sou um Agente da Polícia Nacional angolana.”

Bom, escrevo para pedir que poste algo a alertar as mulheres cabo-verdianas do perigo iminente de se envolverem com alguns angolanos que vão passar férias a Cabo Verde e atraem as meninas para terem sexo sem preservativo. Mas o grande problema é que alguns deles são seropositivos e em Angola já estão bem identificados, por isso, não conseguem arranjar namoradas, nem mesmo um compromisso. Ultimamente tenho ouvido muitos a comentar que CV é uma fonte onde ir buscar mulheres ou uma fonte de mulheres fáceis e muito lindas a baixo preço ou mesmo grátis devido à humildade e à inocência delas.

Ora, isto magoa-me muito porque eu tenho irmãs que vivem em Cabo Verde e não só, tenho muitas tias, primas, amigas, ex-colegas da escola, enfim, e não gostaria de vê-las infectadas com o HIV só porque se deixaram levar ingenuamente pelas cantadas de um hipócrita angolano que vai lá somente com o objectivo de ter relações sexuais, tantas quantas possíveis, sem se preocupar com a saúde das parceiras e gastando muito dinheiro. Por isso, agradecia muito que alertasse as cabo-verdianas para terem mais cuidado com alguns visitantes angolanos, que não confiem muito nas suas palavras, que se protejam sempre das DST e que tentem conhecê-los antes de se comprometerem com os mesmos.

Cá em Angola, na minha Divisão, onde controlamos o centro da cidade de Luanda, temos registado muitos casos de pessoas que são infectadas propositadamente com o HIV. Seria extremamente importante se a embaixada cabo-verdiana em Luanda pudesse exigir um teste do HIV antes de conceder o visto de entrada para que essa pessoa ficasse catalogada e, caso causar algum problema, tivesse alguma prova que o responsabilizasse pelos seus actos.

Devido à minha posição, enquanto agente da Polícia Nacional, não posso revelar informações desta envergadura, mas adianto que os serviços de informação e segurança do Estado angolano já têm dados de várias ocorrências de indivíduos seropositivos que embarcaram para CV com o propósito de irem lá ter relações sexuais.

Obrigado”.

Relações sem protecção com parceiros estrangeiros

Apesar de muita divulgação, o uso do preservativo ainda não faz parte da rotina do acto sexual de muitos são-vicentinos.

Devido ao grande número de pessoas infectadas pelas doenças sexualmente transmissíveis, fomos saber como é que as mulheres do Mindelo se comportam no que diz respeito ao uso do preservativo, quais os conhecimentos adquiridos acerca do assunto e se elas usam o preservativo em todas as relações sexuais.

No universo de dez entrevistadas, duas confessaram ter tido relações sexuais sem protecção inclusive com parceiros estrangeiros. Duas disseram que nas relações ocasionais depende muito se o parceiro é conhecido ou não. Seis afirmaram terem relações sexuais com segurança, ou seja, com o uso do preservativo.

Dessa forma, todos os envolvidos nesse ciclo ficam cada vez mais vulneráveis para contraírem uma doença transmitida sexualmente.

De acordo com as entrevistas, as mulheres não usam o preservativo em todas as relações sexuais e determinados parceiros não aceitam o uso do preservativo pois, por serem parceiros fixos, não acham necessário o seu uso.

Sandra Helena diz que estuda o 11º ano, numa das escolas privadas do Mindelo e afirma que “quando estou quebrada dou o meu expediente”. Entristecida “Lena” como é chamada, diz que uma das causas que a levou a entrar nesta vida, é por estar desemprega e não ter condições financeiras para suportar as despesas escolares. Diz que já teve relações sem protecção, com parceiros estrangeiros.

Dora, 26 anos, afirma que “nas suas relações ocasionais o uso do preservativo depende se já conhece o parceiro. Muitos parceiros não aceitam o preservativo porque já se conhecem e pagam pelo serviço. Fui a uma festa onde me tornei amiga de um turista, depois tivemos um período curto de relacionamento e as nossas relações foram sem preservativo”.

Edsania Barbosa, diz “ter conhecimento de que o preservativo defende da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis, mas que o seu parceiro dá-lhe confiança, por isso, não utilizam o preservativo”.

Texto publicado no NoticiasdoNorte impresso n º2

  1. Aguinaldo Fonseca

    Dizer que os angolanos vêm para Cabo Verde praticar sexo sem uso de preservativos e espalhar doenças relacionadas com o sexo inseguro é simplesmente uma grande hipocrisia.
    O caboverdiano/caboverdiana, uma maioria considerável e salvo algumas e raras excepções, pratica o sexo sem a camisinha e o pior ainda é que muitos o praticam com vários companheiros.
    Alias o problema da SIDA nao existe em Cabo Verde na ingénua e ignorante percepção de muitos caboverdianos, mas o problema é enorme e cabe aos serviços de saúde e outros responsaveis alertar para tal situação. Uma questão de mentalidade e vai durar muito tempo para que esta mentalidade e uma cultura de fidelidade e monogamia seja adoptada ou melhor dizendo interiorizada.
    A monogamia até parece ser entre nós um tabu. Passando uma vista de olhos ao nosso redor, nao é preciso ir muito longe, o que se vê sao grande numero de relações superficiais e em especial da parte dos homens fugindo a qualquer compromisso, seja ele emocional, afectivo, social e em especial financeiro.
    É mais fácil deitar a culpa aos “angolanos” mas é uma atitude xenófoba, discriminatória e acima de tudo uma política de avestruz de enterrar a cabeça na areia com todas as suas funestas consequencias.

  2. Africana

    Parem com essa mentirada.A sem-vergonhice existe ,como existe em todas as partes do mundo e não por culpa de ninguém especificamente.Arre!

  3. Mindelense

    “…nas suas relações ocasionais o uso do preservativo depende se já conhece o parceiro. Muitos parceiros não aceitam o preservativo porque já se conhecem e pagam pelo serviço”… ondeh k no tt ba para???? cuitada eh de kel amdjer eh k te fka na casa inocent te xpera se marid txega na casa…pessoal meste cuida mas de ses saude, não custa nada

  4. Mulher adulta

    Muita hipocrisia achar que a prostituição com angolanos em SV só acontece com as Sandras, Doras e Edsanias.Pq q não investiguem as “supostas meninas do bem”,bem vestidas,boa aparência, bem relacionadas que ha muito tempo estão a se prostituir com angolanos ricos, PCAs, empresários, que vão passar fds a Luanda,sal,Praia com angolanos.algumas aceitam ser amantes secretas e em troca recebem “transferências churudas” nas suas contas.Isto não é prostituição?È pior pq enganam tb os totós angolano.

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