Privatizar sem complexos

28/05/2014 07:46 - Modificado em 28/05/2014 07:46
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FERNANDO ELISIO FREIRENo segundo dia da sessão parlamentar de Maio, as privatizações em Cabo Verde estiveram no centro das atenções do debate.

 

Fernando Elísio Freire do MPD defende que a reforma económica é fundamental e que o PAICV tem medo de privatizar. Afirma que a privatização liberta a sociedade.

Por outro lado, Felisberto Vieira do PAICV, realça que não se privatiza com o único objectivo de cobrir as necessidades de tesouraria, de encaixar fundos e de aumentar as receitas, pondo em causa a soberania do País. “Isto é apenas uma questão ideológica. Não se privatiza à pressa sob pena de prejudicar a economia, empobrecer o País em termos de património e minar a esperança dos cabo-verdianos”.

Vieira sublinha ainda que não se privatiza numa espécie de jogo de cartas para beneficiar apenas um grupo reduzido de pessoas em detrimento do benefício do conjunto da sociedade.

Para a ministra das finanças Cristina Duarte, o Governo tem de ter a consciência de que quando surgirem no horizonte grandes oportunidades para o País, de um determinado parceiro, não deve ter complexo em sentar-se e negociar com o sentido de Estado defendendo a coisa pública e mobilizar um grande grupo económico para Cabo Verde”. Não vamos estar complexados, nem nos vamos sentir condicionados pelas regras administrativas.”.

Os dois maiores partidos de Cabo Verde ainda não se entendem sobre o modelo de privatizações que melhor sirva o País.

 

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