Boutiques dizem que não vendem produtos falsificados

27/05/2014 08:03 - Modificado em 27/05/2014 08:03

BoutiquePLUME-MARLOW-4_1No momento em que as lojas chinesas estão com promoções devido à fraqueza do negócio, os proprietários das boutiques em São Vicente queixam-se da concorrência das lojas chinesas e dos imigrantes ambulantes. E afirmam que algumas lojas mais requintadas do Mindelo compram produtos falsificados nas lojas chinesas, passando por marcas originais para revenderem a um preço mais alto enganando, assim, os clientes.

 

Aproxima-se a época da realização de muitas festas de finalistas, momento em que há muita compra de produtos, sobretudo, vestuário e calçado. Na sequência de diferentes constatações dos clientes das boutiques em relação à originalidade dos produtos, o NN saiu à rua para apurar os factos e saber a opinião dos proprietários das boutiques em relação à concorrência.

 

Segundo as proprietárias das boutiques entrevistadas pelo NN, conseguimos apurar que a concorrência é a que mais preocupa os donos e atribuem-na às lojas chinesas e aos imigrantes ambulantes. As mesmas queixam-se da forte concorrência tendo em conta que as lojas chinesas praticam um preço muito mais baixo.

 

Indignada, a responsável da Boutique BABUCH, responde que “o responsável por esta concorrência é o Governo que resolveu dar entrada a todos os chineses e aos “pretos” que preferiram entrar no mercado cabo-verdiano. Questionada sobre a venda de produtos chineses, a mesma afirma: “embora em muitas lojas de São Vicente se vendam produtos falsificados, os meus produtos são todos de marca original”.

 

Ausenda, da boutique VOGUE, diz que a concorrência com as lojas chinesas é clara e afecta o negócio, porque as lojas chinesas praticam preços muito mais baixos e muitas pessoas procuram preços mais baratos. A mesma defende que “mesmo que os chineses façam cópias dos produtos e comercializem produtos parecidos de baixa qualidade, isso não deixa de ser uma concorrência, principalmente numa época onde todos reclamam da crise” e afirma nunca ter comercializado produtos falsificados, muito menos comprar produtos em lojas chinesas para depois revender.

 

Janine Lima, proprietária da Meloddy, mostra-se preocupada com as vendas e avança que só comercializa vestuário e calçado masculino. Afirma que o negócio não tem sido muito famoso e, com a crise, em qualquer época as lojas chinesas e os imigrantes rabidantes são uma concorrência, principalmente nas épocas festivas.

 

Embora muitos proprietários de diferentes boutiques, não se tenham querido pronunciar sobre o assunto, foi notável a indignação dos mesmos.

 

Muitos clientes têm vindo a reclamar de determinadas boutiques que comercializam produtos falsificados para venderem ao preço dos originais.

 

Sara Cristina diz que, neste momento, está atenta às manobras dos proprietários das boutiques que vendem produtos falsificados alegando que são originais dos EUA. Sara, uma freguesa fiel, diz que foi enganada durante muito tempo por uma das boutiques em São Vicente, mas quando descobriu, deixou de comprar na mesma e ficou mais atenta a estes tipos de golpes das proprietárias das boutiques.

 

  1. Mary

    Filó, em boca fechada não entra mosca e quando abres a tua…é um Deus que nos acuda.

  2. Cliente decepcionada

    Pretos??!!! sinceramente Filó… Infelizmente é assim que nôs terra tá…muitas burras armadas em finas e inteligentes…seja inteligente e colocá bo preconceito de lado… Que vergonha!!!

  3. indignado

    Meus srs. deste jornal cuidado com os comentarios RACISTAS” pq em Cabo Verde somos tdos PRETOS …E para acrescentar o jornal devia alargar as suas noticias para outras zonas e não centralizar somente no centro da cidade pq comerciantes e botiques estão espalhados por toda a ilha e para dizer tb que as comerciantes vendem produtos dos chineses sim e que se elas nao fossem (desusperadas em aplicar 200% )nos produtos vendiam mais.e quando for procurar pessoas para entrevistar ja que esta a escolher escolhe pessoas que tem (cuca) e sabem pronunciar e não dizer disparates.

  4. Deolinda Soares

    Não é mania de “bronk” ou “pret” ou “azul” mas eu não consegui ler os comentários escritos em crioulo. Penso o trabalho que os escribas tiveram para escrever palavras e verbos, cada um de maneira diferente dos outros.
    Se continuarmos assim nossos descendentes vão se vêr a rasca para se comunicarem
    entre si. E os nossos quadros formados nas universidades não vão poder se expressar.
    Cá na Praia também se escreve diferente, uma afronta !!!

  5. Vitú - Monte Sossego

    Bezote é um data de Luvianos!! Filó ma Carla de Tidó tem tud razon. Pret ma xinez tem tud forssa dess governo macoke qe nó tem! Sodade de Dr. Salazar. Ess pretalhada tá bom de voltá pa África!!! Forssa SONCENT!!!!!

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