Jenifer in the road

26/05/2014 07:55 - Modificado em 26/05/2014 07:55

jennifer solidade“Contrariei o meu pai porque queria ser cantora. Neste momento, a contrariedade da época é hoje o orgulho do meu pai. Há quem pense que a música não é trabalho, mas é muito mais do que isso. Não significa viajar, é comprometer-se com a cultura e com o país”.

 

Jenifer Solidade, cantora cabo-verdiana nascida em São Vicente, sempre sonhou ser cantora e este sonho realizou-se. A artista, desde muito cedo, cantou e encantou o público com a sua inconfundível voz rouca e serena. Já pisou vários palcos nacionais e internacionais com diversos artistas de renome, levou com a sua voz encantadora a cultura cabo-verdiana a diferentes países.

Jenifer Solidade diz que “foi com o amor incondicional à música, à cultura cabo-verdiana que tenho conseguido conquistar a minha carreira”.

Questionada sobre os maiores desafios, Jenifer responde que já passou por muitos e salienta que “as aulas de canto foram um dos meus maiores desafios. Canto porque é a minha paixão, mas sabemos que não é tão fácil segurar um microfone e cantar. É preciso disciplina, técnica. Antigamente, a mentalidade era que não é preciso aprender porque a nossa Diva Cesária Évora não teve formação para aprender a cantar. O meu maior desafio foi tentar aprender a usar as técnicas vocais. Um dos desafios foi também o meu primeiro concerto fora a cantar com artistas de países diferentes”.

Jenifer conta a sua experiência como cantora. “É bom ser artista quando estamos apaixonados pelo que fazemos, mas não é fácil porque, com o tempo, perdemos a nossa privacidade, o tempo para a família torna-se escasso, torna-se complicado. Até mesmo em relação a “alguns amigos” torna-se difícil porque não entendem o que nós fazemos”.

“Há quem pense que a música não é trabalho, mas a música é muito trabalho, é um compromisso com o país, uma grande responsabilidade dentro e fora do território. Não significa somente viajar, é comprometer-se com a cultura, com o país”.

Jenifer Solidade acredita que ser artista, não é só cantar. “A partir do momento que sou cabo-verdiana e estou a cantar, ao pisar outros países, levo o meu país comigo. É difícil ser artista, é preciso humildade, descontracção e paciência. Contrariei o meu pai porque queria ser cantora. Neste momento, a contrariedade da época é o orgulho do meu pai”.

A cantora termina deixando uma mensagem: “quando acreditamos realmente naquilo que gostamos de fazer, não nos podemos deixar levar pelas situações difíceis que nos colocam por baixo, principalmente pessoas que não medem a força das palavras para deitar uma artista por terra, independentemente das dificuldades, das barreiras para chegarmos onde queremos. Força e paz interior são uma das maiores riquezas do ser humano que nos dão coragem de realizar o que sonhamos, o que sentimos”.

No mês de Maio a artista tem em agenda, diversos concertos na cidade da Praia e, brevemente, o lançamento de um novo single, com o nome da música “Largam da mon” composição inteira do artista Hernani Almeida.

A cantora Jenifer Solidade, espera que o novo single “Largam da mon” tenha bastante sucesso quanto a música “Djack”.

 

 

  1. Carlos Jorge - S.V.

    JS, sim, grande artista!

Os comentários estão fechados.

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