Mãe de filho vítima de incêndio teve vida mudada

23/05/2014 07:44 - Modificado em 23/05/2014 07:44

discoteca incendioO dia 22 de Janeiro foi um dia de mudança na vida de Irene e de Marísia, mães de Wesley e de Leonardo, respectivamente, quando deflagrou um incêndio num dos quartos da casa e vitimou as duas crianças. Depois desse dia, nada foi igual para estas duas mães que passaram a dedicar mais tempo aos filhos que necessitam de uma atenção especial.

 

Wesley ainda se encontra hospitalizado, desde o dia do acidente, mas Leonardo já se encontra em casa fazendo quase um mês que saiu do hospital. As sequelas do acidente são visíveis no corpo da criança. As queimaduras fazem com que ele não consiga fechar as mãos e a cabeça ainda tem as feridas, motivo pelo qual ainda tem de ir fazer curativos três vezes por semana e fisioterapia, todos os dias.

 

Com este acidente, Marísia diz que a vida mudou, tanto para ela, como para a amiga com quem partilha uma casa arrendada. “Hoje faz uma semana que ela colocou os pés em casa. Sai do trabalho e vai logo para o hospital e de lá para o trabalho”, como conta.

 

Leonardo precisa de atenção e de procedimentos especiais devido às queimaduras no corpo. Mas fala das dificuldades em lidar com toda essa situação. Ela que trabalha como emprega, sente dificuldades em prover a tudo o que a criança precisa. “Trabalho como empregada e o salário não dá para muita coisa. Pago renda, comida e ele tem necessidades especiais”, como sublinha.

 

A rotina mudou e, neste momento, tem de sair todos os dias de casa com a criança para a fisioterapia ou para fazer os curativos. E com o facto de que não deve apanhar sol, o dinheiro do táxi ou do autocarro nem sempre está disponível. Junta-se também o facto de ter de comprar medicamentos que considera que “são caros”. “As nossas vidas estão complicadas”, sintetiza Marísia.

 

Mas alimenta a esperança de que tudo vai melhorar. O desejo desta mãe é o de poder ter um lugar onde não pagar renda e, assim, canalizar o montante para o bem-estar do filho.

 

Neste momento, têm surgido várias acções para ajudar estas famílias, provenientes de grupos de jovens e estudantes que querem mobilizar a sociedade civil para ajudar estas crianças. O ideal, como descreve Marísia, era que pudessem fazer um tratamento no exterior, mas fica difícil para elas por causa da pouca disponibilidade monetária. E estes grupos querem engajar a sociedade para almejarem este objectivo.

 

  1. Fátima Ribeiro

    E duro para uma mãe viver uma situação dessas e ainda por cima com dificuldades financeiras. Assisti o momento do curativo do Léo e pude ver o sofrimento daquela criança. Aliás foi um momento de muita tristeza para todos os que estavam no banco de tratamento, durante o curativo do Léo. E muito sofrimento para uma criança de apenas 4 anos. Acho que a direção do Hospital Baptista de Sousa tinha OBRIGACAO de evacuar as duas crianças. E preocupante ver a cabeça e as mãozinhas das duas crianças.

  2. Joao Miguel

    Eduino Santos, sou o Joao Miguel, teu antigo colega de profissao. Hoje vivo nos Estados Unidos e ao ler este artigo fiquei comovido e gostaria de ajudar. Tens o meu contacto no facebook, como o nome de Joao Depina, Por favor entre em contacto comigo a fim de ter informacoes dessas duas maes a fim de poder ajudar.
    Muito obrigado

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