Pelo menos 118 mortos em ataque de terroristas islamistas na Nigéria

21/05/2014 08:50 - Modificado em 21/05/2014 08:50
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nigeriaPelo menos 118 pessoas morreram e 56 ficaram feridas com muita gravidade num duplo atentado à bomba na terça-feira na cidade de Jos, na Nigéria. O ataque não foi reivindicado, mas as autoridades suspeitam da organização terrorista islamista Boko Haram, que esta quarta-feira matou mais 18 pessoas num ataque no Nordeste do país.

 

O atentado expôs, mais uma vez, a fragilidade da segurança no país mais populoso de África e também a maior economia do continente. E é mais um desafio dos islamistas num momento em que se forma uma força multinacional — que integra tropas da Nigéria, dos Camarões, do Chade e do Níger — contra o Boko Haram. Especialistas americanos e franceses estão também no terreno com a missão prioritária de localizar as 200 raparigas que a milícia raptou em Abril no Nordeste do país.

 

O ataque desta quarta-feira foi planeado para matar um grande número de pessoas. A primeira bomba, deixada num camião, rebentou junto ao mercado central de Jos, que estava repleto, no interior e no exterior, de compradores e vendedores. Os bombeiros começavam a combater as chamas e os socorristas ainda acorriam ao local quando o segundo carro armadilhado (um minibus) explodiu, matando mais gente, inclusive os que tentavam resgatar sobreviventes.

 

Os edifícios ruíram e o local ficou envolto em chamas e fumo negro.

 

“A maior parte das vítimas são mulheres”, disse o porta-voz do governador do estado de Plateau, Pam Ayuba.

O coordenador da agência nigeriana de emergência, Mohammed Abdulsalam, disse que o número de vítimas deve aumentar porque deve haver ainda corpos debaixo dos escombros.

 

O estado de Plateau está na fronteira entre o Sul cristão e o Norte maioritariamente muçulmano (onde o Boko Haram pretende criar um estado regido pela lei islâmica, a sharia). A violência é uma constante ali — há dois anos, dezenas de pessoas morreram num ataque a uma série de igrejas cristãs.

 

Mas o Boko Haram (que significa “a educação ociental é proibida”) não poupa a maioria muçulmana do Norte, atacando e destruindo com frequência escolas por serem frequentadas por raparigas, e está a alargar o seu campo de acção. Nos últimos meses, os ataques em Abuja, a capital, multiplicaram-se.

 

Após a vaga de indignação internacional devido ao rapto das mais de 200 raparigas, o Presidente Goodluck Jonathan prolongou o estado de emergência nos estados do Norte Yobe, Adamawa e Borno. Esta quarta-feira, Jonathan — acusado de ter ficado anos parado perante o avanço do terrorismo islamista — disse que o ataque de Jos foi “um acto cruel e maléfico” e, através de um comunicado, garantiu que o seu Governo está comprometido com a guerra contra o terrorismo. Na segunda-feira, Jonathan assinou um protocolo com os Estados Unidos no sentido de o Pentágono partilhar com a Nigéria os dados recolhidos pelos seus aviões e drones que sobrevoam o Nordeste da Nigéria.

 

 

publico.pt

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