SINDEP: professores não aceitam aumento da idade da reforma

21/05/2014 07:33 - Modificado em 21/05/2014 07:33

professore em lutaOs professores representantes da cada escola pública em São Vicente reúnem-se com a SINDEP para a recolha de subsídios da 1ª fase de renegociação que se realiza no dia 22 na cidade da Praia.

 

No sentido de discutir o novo Estatuto do Pessoal Docente, os delegados de cada instituição do ensino público, professores representantes de cada escola, reuniram-se com o secretário da SINDEP, para debaterem as novas medidas que não satisfazem a classe.

Dezasseis pontos saíram do encontro de finalização de subsídios gerais para a 1ª fase de negociação que inicia no dia 22 de Maio na cidade da Praia.

Segundo o secretário da SINDEP, Nelson Carvalho, os professores estão descontentes com as novas propostas e conseguiram no último encontro, elencar 16 pontos para serem renegociados com o Ministério da Educação no dia 22 de Maio.

Entre os vários pontos, estão a proposta de aumento da idade da reforma e o aumento da idade do tempo de serviço onde o novo estatuto propõe 60 anos e 34 anos de serviço, respectivamente. A proposta dos professores é de manter o figurino actual.

Uma outra questão são as condições exigidas para a evolução da carreira, consideradas pelo secretário “pesadas e quase irrealizáveis e que exigem que o professor se transforme num aluno permanente o que não dá margem para ser um professor reflexivo e melhorar a acção no dia-a-dia”.

O incumprimento por parte do Ministério é uma das preocupações dos professores, avança o secretário que propõe “a resolução dos problemas pendentes, nomeadamente dos professores com todos os requisitos de enquadramento onde, com o acordo assinado em 2009, o Ministério comprometeu-se a enquadrar todos os docentes com formação específica e até agora um grande número de professores que preenchem todos os requisitos exigidos permanecem fora do quadro do pessoal docente”.

A última reunião de concertação entre os professores de São Vicente e a SINDEP aconteceu na manhã de segunda-feira 19, na sala de reunião dos Sindicatos.

 

  1. Carlos Silva - Ralão

    Como professor que sou, e com muito orgulho, sou suspeito de falar sobre estas medidas exigidas por nós e que estão sendo negadas pelo Ministério de Educação. Uma coisa é certa, esta nossa sociedade que tanto reclama e exige cada vez mais segurança, saúde e educação, é a mesma sociedade que despreza as profissões ligadas a estes 3 setores fulcrais, bases do desenvolvimento de qualquer país, por não serem bem remuneradas. Os meus 5 anos de privado e 10 de educação de experiência mostraram-me isso.

  2. Geronimo

    é triste saber que os nossos governantes querem sacrificar a classe dos professores que têm um papel importante na formação do povo. Colocaram medidas radicais, em que o professor que tem uma profissão “desgastante”, que tem um salário “miserável” em comparação com os politicos, e que acumula “doenças” como tensão arterial, gastrite, úlceras… e querem que comparticipam a formação e se houver concurso, para subir de nivel.

  3. Geronimo

    Pergunto : e os directores das escolas, e os respectivos delegados que possuem o mero bacharelato e que auferem de um salário de 90 contos Liquidos????
    estes sim, deviam ter no mínimo um Mestrado em “gestão escolar”, apresentar um projecto, concorrer e serem eleitos de 3 em 3 anos, e não serem nomeados de acordo com a conveniência política, pois infelizmente a profissão de “diretor” e delegado de educação tornou um cargo de confiança.

  4. Trabalhador

    eu que não sou professor, tenho de trabalhar ate 67 anos de idade e estou nisso desde 1992 e não reclamo de nada O s professores precisam sim de ser reciclados e atualizados continuamente ao bem do próprio sistema de ensino, ser aluno de vez enquanto é essencial, por isso deixem de tretas e vão trabalhar, acho que 80 anos esta muito bom

  5. Geronimo

    Pois se os nossos políticos copiam o modelo dos países da Europa… mas esqueceram que em Portugal (por exemplo) , os directores tem que apresentar um projecto para ser avaliado.. e só depois concorrer..vamos colocar os pontos nos ” iii” Sra Ministra.
    Chega de nepotismo ( nomear as pessoas de acordo com a sua vontade, e estes estão subindo de escalão, quer na horizontal quer na vertical) . Fica a dica.

  6. langom

    vão mais é trabalhar seus malandros, e peguem nos livros para estudar porque a vossa prestação deixa muito a desejar, sabem é chorar qualquer hora vão ter de pedir trabalho aos sindicatos.

  7. julio monteiro

    mas essa de reformarem mais cedo quem é

  8. julio monteiro

    2014 às 14:23

    mas essa de reformarem mais cedo, quem é que lhe deu tal mandato? devia ser preso por lesa estado.
    Entao e eu?
    Os professores foram utilizados e nao deram conta disso. Se tem brio devem pensar que têm de trabalhar como todo o trabalhador. senao daqui a algum tempo nao haverá $ para ninguem se tornarão mais preguiçosos e muito mais custoso para os nossos bolsos a troco de pouco e tambem baixa qualidade

  9. Clara Medina

    O que nao queremos saber ou fingimos nao querer saber é que dentro em breve o sistema de pensão em Cabo Verde vai entrar em colapso.
    Como é possivel um pais indigente, que nada produz, que vive de empréstimos e da caridade internacional consegue mandar para a reforma pessoas com a idade de 55 anos além de pagar proporcionalmente pensões mais elevadas que países ricos?
    Como em Portugal, onde tudo imitamos, dentro em breve as pensões, se ainda existirem, serão reduzidas ao seu minimo e os futuros pensionistas terão de trabalhar fisicamente e mentalmente até a morte se quiserem sobreviver.
    Podemos continuar a comportar-nos como a avestruz mas quando acordarmos será tarde demais e as consequencias desastrosas.

  10. professor revoltado

    langom e trabalhador.. só podem ser deputados.. mando vocês dois trabalhar como professores, aturar alunos com ligação a gangs.. sofrer ataques e ameaças de gangs… a+i pensam duas vezes antes proferir estes comentários.

  11. Carlos Silva - Ralao

    Caro Julio Monteiro, preguiçosos existem em qualquer profissão, não podemos conotar uma classe de preguiçosa por causa de um ou de outro com esse comportamento. Concordo consigo em parte de que todos nós precisamos de trabalhar e produzir mais em Cabo Verde, mas lhe digo uma coisa, apesar de ser apaixonado por lecionar, já trabalhei 5 anos no setor privado, e já com 10 no ensino secundário, lhe garanto que os problemas enfrentados no ensino secundário foram e têm sidos maiores.

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