Loja Chinesa: patrão caloteiro despede funcionária encerra a loja e some

16/05/2014 07:39 - Modificado em 16/05/2014 07:39

loja-chinesa1Uma jovem deficiente, trabalhou três anos numa loja chinesa em Santo Antão, com um vencimento de 5.000 escudos, foi enganada pelo patrão caloteiro que sumiu depois de ter ficado com o salário da funcionária e ter fechado a loja.

 

Eugénia é uma jovem deficiente de 24 anos natural da ilha de Santo Antão. Eugénia, diz ter trabalhado durante 3 anos na loja Chinesa com um vencimento de 5.000 mil escudos. No início do último mês de Março, Eugénia reclamou junto do patrão o aumento do salário, uma vez que, desde a implementação do salário mínimo, nunca recebeu o valor mínimo nacional e o patrão aproveitou para informar que iria à China fazer compras, por isso, a loja ficaria fechada e que quando regressasse chamá-la-ia para ir trabalhar.

Como se não bastasse ter de ficar desempregada, o patrão acrescentou-lhe um calote. O patrão sumiu e Eugénia nunca mais viu a cor do salário do mês de Março.

Eugénia encontra-se em São Vicente à procura de trabalho. Diz que todos os dias contacta as lojas chinesas, mas até agora sem sucesso. Desanimada, Eugénia avança que “talvez os chineses não me dão trabalho por causa da minha deficiência”. A perna esquerda da Eugénia é menor que a direita o que lhe dificulta bastante o caminhar e tem graves problemas de visão.

A jovem tem 24 anos, tem dois filhos e diz não ter qualquer rendimento: “vivo de nada, não tenho a quem recorrer. Neste momento, moro de favor em casa de uma amiga na zona de Horta Seca. Deixei os meus filhos com a minha mãe e vim para São Vicente à procura de um emprego mas, ainda não me calhou nada. Quando tenho algum dinheiro, faço pastéis para vender e descontar os dias”.

  1. Fatima Castro

    Acho que é cedo para a senhora reclamar. Pelo que li e fazendo as contas, o salario de Março e Abril poderão ainda ser pagos quando o Patrao Chines regressar. Penso que os artigos que deixou na loja fechada, servem como garantia do pagamento pois apesar de a nossa justiça ser lenta ela funciona e com isenção. Normalmente os Comerciantes Chineses passam dois a três meses nas suas deslocações para compra e encomenda
    de mercadorias para seus estabelecimentos.

  2. Irene Fontes

    Sem querer tomar por uma ou outra parte, não vamos empolgar este caso. O chinêz pode ter muitos defeitos mas nunca ouvi falar de um caloteiro. Têm uma palavra. Portanto, e embora as dificuldades por que passa a jovem mãe, esperemos pelo melhor desfecho deste caso. Até porque, a ser verdade o que ela diz, o chinês fica “queimado” o que deve estar longe de suceder.

  3. Arsenio

    Fatima Castro, ta dam vergonha de bo comentario… um ta lamenta problema dess senhora Eugenia pk nos tud sabe nada se pode fazer contra esse Chineses pamod ses permanecia li ness terra ta faze de nos escravos ta para além de intendimento de kem simplismente cre trabalha HONESTAMENTE pa sobrevivé dia a dia… um ta dze SOBREVIVÉ pamod com um salária dess tipo li nao dá para viver… e quanto a bo dificiência ca bo preocupa pamod nem tud gente ta pensa igual… Be Happy

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