Homicídio de Milena: arguido alega que não quis matar ninguém, mas apenas evitar confusões

30/06/2012 23:13 - Modificado em 30/06/2012 23:13
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José Correia, suposto homicida de Milena, foi ouvido na sexta-feira na primeira audiência de julgamento realizada pelo primeiro Juízo Crime da Comarca de São Vicente. Durante a audiência, Zé confessou os factos porém alegou que não quis matar ninguém, apenas evitar mais confusões.

 

 

Zé contou ao Tribunal como se sucederam todos os factos que constam nos autos. Começou por afirmar que estava no primeiro andar da sua casa a ver televisão, com uma faca nas mãos que usava para descascar uma maçã, quando ouviu barulhos vindo da rua, mas que não deu importância.

Porém o barulho continuou e este espreitou numa das janelas da sua casa e apercebeu-se que era a sua irmã que estava envolvida numa confusão com a Emaline e com a vítima Milena. Este acrescentou que saiu a correr com a faca ,ainda nas mãos, para tentar evitar mais confusões.

Chegado no local, onde a sua irmã e as duas primas estavam brigando , tentou tirar a sua irmã do meio das duas primas ,porém não conseguiu. Esclareceu que Milena tentou lhe agredir.

Diante destes factos afirmou que não se recorda como é que esfaqueou as duas primas. Pois só sabe que tentou separar as três da briga ,mas não foi possível. A partir daí foi para a casa onde sua irmã que lhe informou que tinha esfaqueado as duas primas.

O juiz continuou a audiência, ouvindo Maria Correia, irmã de Zé, que também é arguida no processo acusada de um crime de briga e de ofensas a integridade física. Maria negou a prática dos factos alegando que neste dia foi visitar um tio da Emaline na sua casa quando entrou escutou um comentário que a Emaline fez por ela ter entrado sem bater e sem cumprimentar.

Acrescentou ainda que mais tarde tentou falar com a Emaline na rua , mas que esta lhe agrediu e chamou nomes. Acrescentou ainda que de repente a Milena apareceu metendo -se no meio das duas agredindo- a também.

Continuando afirmou que ficou no meio das duas, apanhando das duas, quando a mãe da Milena apareceu também com uma pedra nas mãos para lhe agredir. Daí que se e se apercebeu do seu irmão que lhe agarrou pela cintura tentando lhe afastar e defender das duas primas.

Alegou ainda que não se apercebeu do momento em que o seu irmão agrediu as duas primas com a faca. Que só soube que a Milena tinha sido agredida à facada quando dentro de casa escutou o irmão da Milena comentando na rua em voz alta que ia vingar a morte da sua irmã.

A próxima arguida, Emaline Lopes, prima da vítima Milena, que também foi esfaqueada nas costas alegou completamente o oposto da irmã de Zé. Esta confessou que fez realmente o comentário que a irmã de Zé referiu,mas que quando foi abordada na rua pela Maria, esta estava a lhe agrediu verbalmente e passou logo para a agressão física rasgando-lhe a sua blusa.

A audiência de julgamento será retomada no dia 11 de Julho pelas 08:30 horas, onde o juiz começará a ouvir as várias testemunhas envolvidas no caso. Também onde o MP os defensores oficiosos e o advogado de acusação realizarão as suas alegações finais.

A morte de Milena

O crime aconteceu no dia 09 de Janeiro na zona de Chã de Alecrim, na Ribeira Funda quando aconteceu uma confusão entre os envolvidos no caso e Zé esfaqueou a sangue frio Milena por duas vezes e a prima de Milena também por duas vezes nas costas.

Zé foi detido em sua residência pela PN, acusado de homicídio agravado, detenção de arma e de ofensas corporais agravada. Zé foi ouvido no primeiro interrogatório onde o juiz ordenou que este aguardasse em prisão preventiva o decorrer do processo, deixando Maria e Emaline acusadas de um crime de briga e de ofensas a integridade física sob termo de identidade e residência.

 

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