Professores contra o novo Estatuto do Pessoal Docente prometem luta

15/05/2014 07:41 - Modificado em 15/05/2014 07:41

professorOs professores mostram-se descontentes e inconformados como o novo estatuto do pessoal docente proposto pelo Ministério da Educação e prometem fazer uma manifestação pública contra o novo estatuto que vai ser implementado.

 

O novo estatuto propõe introduzir questões não favoráveis aos docentes. Algumas das propostas feitas no novo estatuto são: a reforma passará a ser com 34 anos de serviço e 60 anos de idade em vez de 32 anos de serviço e 55 anos de idade, não haverá subsídios de carga horária para os professores da EBI, não haverá reclassificações, a redução da carga horária somente a partir dos 20 anos de serviço, para recorrer à mudança de nível é preciso elaborar e defender pelo menos um trabalho científico por ano, ter formação em, pelo menos, duas línguas estrangeiras.

Segundo os professores, “o novo estatuto veio roubar-lhes os direitos adquiridos e revela a falta de respeito e sentimento humano para com os professores”.

O professor António, indignado, avança que “as propostas do novo estatuto do docente são um autêntico assassinato aos professores de Cabo Verde, uma roubalheira descarada. Desrespeito pela classe, o Ministério da Educação pensa que pode melhorar a educação eliminando os professores”.

Ana Maria diz que tem 21 anos a leccionar. Com o novo estatuto, passará a vida e inteira a leccionar e afirma que está a ser penalizada porque passou do ensino básico para leccionar no ensino secundário e, até agora, não teve qualquer reclassificação e continua a receber o mesmo salário que recebia quando era professora no ensino básico e nunca beneficiou de nenhuma progressão que dizem ser feita de três em três anos.

João, professor há 23 anos, afirma: “certamente que quem elaborou o estatuto deverá ser alguém que não conhece o trabalho e o esforço dos professores, porque revela uma autêntica ignorância e incompetência. Penalizar os professores desta forma é mandar “lixar” os professores”.

 

  1. Geronimo

    No dia da apresentação, ou leitura do Estatuto ( não foi socialização do estatuto, pois este devia ser entregue a todas as Escolas com 2 semanas de antecedência) um colega meu, pediu a palavra ao delegado de Educação de SV, e falou: ” A Sra Ministra só pode ter encomendado este Novo Estatuto a Tróika, pois é uma falta de respeito a classe que formou todos os políticos do país.. e estes querem sacrificar os docentes.
    Apelo a todos uma luta pelos nossos direitos.

  2. Clara Medina

    O que nao queremos saber ou fingimos nao querer saber é que dentro em breve o sistema de pensão em Cabo Verde vai entrar em colapso.
    Como é possivel um pais indigente, que nada produz, que vive de empréstimos e da caridade internacional consegue mandar para a reforma pessoas com a idade de 55 anos além de pagar proporcionalmente pensões mais elevadas que países ricos?
    Como em Portugal, onde tudo imitamos, dentro em breve as pensões, se ainda existirem, serão reduzidas ao seu minimo e os futuros pensionistas terão de trabalhar fisicamente e mentalmente até a morte se quiserem sobreviver.
    Podemos continuar a comportar-nos como a avestruz mas quando acordarmos será tarde demais e as consequencias desastrosas.

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