China investe no transporte de energia moçambicana

14/05/2014 14:21 - Modificado em 14/05/2014 14:21
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StateGridChinaO futuro megaprojeto moçambicano de transporte de energia “Espinha Dorsal” vai ter como principal investidor a companhia China State Grid Corp, revelou o ministro da Energia de Moçambique, Salvador Namburete, citado pela imprensa nacional.

 

“O principal parceiro de investimento é a China State Grid Corp”, afirmou o ministro moçambicano, acrescentando que os parceiros da “Espinha Dorsal” estão “a discutir os detalhes do projeto, que é extremamente sensível, porque envolve grandes investimentos”.

 

Através da portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN), no qual detém uma participação maioritária de 25%, a presença da China State Grid Corp no Projecto de Desenvolvimento Regional de Transporte de Energia entre o Centro e o Sul (Cesul), também denominado de “Espinha Dorsal”, estava praticamente garantida.

 

Isto, porque a REN adquiriu, em 2012, ao Estado português a sua quota remanescente de 7,5% na estrutura acionista da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), sob a promessa de poder vir a trocar esta posição por uma participação no projeto Cesul, que, de resto, se adequa mais ao seu perfil empresarial.

 

A composição acionista da “Espinha Dorsal” tem sido alvo de várias especulações, sustentadas no interesse que algumas empresas demostraram pelo projeto, como a sul-africana Eskom, a brasileira Electrobras ou a francesa EDF.

 

Outros investidores, como o Banco Africano de Desenvolvimento, que chegou a garantir um financiamento de 400 milhões de dólares (cerca de 290 milhões de euros) ao projeto, ou o Banco Mundial foram também apontados como possíveis parceiros do Cesul.

 

Com um orçamento estimado em mais de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1,5 mil ME), a projeto Cesul é considerado estratégico pelo Governo moçambicano, uma vez que vai possibilitar a criação de uma estrutura de transporte energético entre o Vale do Zambeze, no centro do país, e a região sul, que apresenta as maiores necessidades energéticas do país.

 

A construção da “espinha dorsal” poderá fomentar no vale o desenvolvimento de importantes projetos de produção de energia, como a barragem de Mpanda Nkuwa, que tem um potencial de produção de 1.500 megawatts, e que o executivo moçambicano considera prioritário, inclusive para o próprio avanço do Cesul.

 

 

oje.pt

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