Testemunhas confirmam que foram burladas por Iero Bari

14/05/2014 07:40 - Modificado em 14/05/2014 07:40

martelo juizO cidadão guineense Iero Bari foi apresentado em julgamento para responder por sete crimes de burla qualificada, um crime de falsificação de notas e ainda por um roubo. Bari está a ser julgado por alegadamente ter afirmado poder resolver o problema financeiro das pessoas que o procuravam, sendo este apenas um expediente para “extorquir as pessoas”. O crime de roubo de que está a ser acusado é o de ter, juntamente com outro companheiro, assaltado um indivíduo, roubando-lhe dinheiro e um computador.

 

O crime de falsificação de notas vem na sequência de uma revista na sua viatura onde foram encontradas notas falsas pelo valor de 1030 contos cabo-verdianos, em notas de cinco e de dois mil escudos. Como afirmou a PJ durante o julgamento, as notas foram encontradas no porta-luvas do carro. Durante o julgamento, Bari afirmou que encontrou o dinheiro na rua num saco de plástico e quando viu que era dinheiro ficou com ele.

As testemunhas que foram ouvidas, três neste caso, afirmaram que foram enganadas por Bari. O factor comum entre estas testemunhas é que todas passavam por um momento conturbado e precisavam de uma solução ou tinham um problema financeiro para resolver. Uma das testemunhas disse que precisava de algum dinheiro para pagar ao banco e recorreu a Bari que lhe fora apresentado por um amigo, para lhe emprestar dinheiro. Este tomou o dinheiro que ela tinha e nunca mais viu o dinheiro. Disse que a sua situação ficou pior já que, a luz que viu com Bari, tornou-se uma escuridão.

Outra testemunha, num “momento difícil”, recebeu a proposta de Bari que se lhe desse uma certa quantia de dinheiro (cerca de 126 contos), o arguido entregar-lhe-ia cerca de 700 contos. Mas a história não teve o fim desejado pela testemunha. Com o fito de acelerar um caso no tribunal, outra testemunha recorreu ao arguido. Esta, como afirmou, entregou uma quantia de dinheiro ao arguido, cerca de 140 contos, mas o caso também teve o mesmo fim.

Ambos dizem que andaram atrás do seu dinheiro mas sem resultado e optaram por apresentar queixa na Polícia Judiciária. O julgamento ainda não está agendado já que algumas testemunhas, quer da defesa quer da acusação estão fora da ilha. Mas todos serão contactados para prestarem declarações.

A sessão de julgamento continua no dia trinta de Maio.

 

  1. Carlos Jorge - S.V.

    Enganode pa mandjaco, só mesm bezug de sintanton!!!… Inda és mosso de guiné cré passá pa vitima…. só máfia das drogas!!!!!

  2. Djiblik

    Se estupidez fosse crime a “vitima” apanhava prisão perpetua

  3. evaldo santos

    Pergunto como é que este estafado conto do vigário ainda consegue enganar incautos. No Sal, gente insuspeita também já embarcou nessa canoa furada, por indivíduos da C. Ocidental Africana. E nós com a mania de sabichões! Deixamo-nos enganar por qualquer arrivista que aporta a nossa terra. armado em dono da Casa da Moeda. Benfeito de qualquer maneira, pois a contrafacção é crime, sabiam? È claro que pelo menos, o idiota paga o mico. sempre. enquanto que muitas vezes o esperto põe-se nas alhetas.

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