PJ com falta de agentes e com carros velhos e gasolina racionada

14/05/2014 07:32 - Modificado em 14/05/2014 11:09

PJNuma ilha onde a criminalidade está a aumentar, em particular os homicídios, e o Governo mantém o discurso de que “faz de tudo para reduzir a criminalidade”, não se percebe como não consegue combustível para abastecer os carros da polícia científica na segunda cidade do País.

 

Não está fácil para os agentes da Polícia Judiciária em São Vicente continuarem a cumprir a sua emissão com a rapidez e eficácia que lhes são exigidas. Isto porque, entre outros problemas, os carros que usam estão velhos e já são conhecidos. E como um mal nunca vem só, cada carro só tem direito a 500 escudos de gasolina por dia. O que é pouco para quem anda a correr atrás de bandidos. O NN sabe que existem diligências que não são feitas por falta de combustível. Mas a penúria de combustível acaba por afectar os carros pois, como os depósitos dos Land Cruiser Prado nunca estão cheios, os resíduos que estão no tanque de combustível acabam por afectar o filtro e chegam aos filtros injectores e contribuem para a avaria dos carros: não morrem da cura, morrem da doença.

Mas esta situação de penúria também é o resultado do corte de 30 % determinado pelo Governo no orçamento de funcionamento da Polícia Judiciária. E isso também traz consequências a nível dos recursos humanos. A Delegação do Mindelo precisa de mais agentes, coordenadores e inspectores. Mas, por falta de verbas, não tem havido admissão de mais pessoal. O NN sabe que por essas razões, tem sido difícil “manter a motivação dos agentes e chefias da PJ”. Isto sem mencionar que os funcionários da PJ ainda estão à espera do pagamento dos retroactivos relativos à promoção e progressão nas carreiras ordenado pelo Tribunal e que o Governo faz orelhas mocas na hora de pagar.

Mas, apesar desses factos, os agentes da delegação do Mindelo “continuam a manter todo o profissionalismo no combate ao crime”. Isto numa ilha onde a criminalidade está a aumentar, em particular os homicídios, e o Governo mantém o discurso de que “faz de tudo para reduzir a criminalidade. No entanto, “não consegue combustível para abastecer os carros da polícia científica na segunda cidade do País”.

 

  1. Andrea Ramos

    Aqui nenhum Governo nada pode fazer. O nosso drama é que continuamos como a avestruz enterrando a cabeça na areia.
    A crise chegou há muito tempo e estávamos iludidos a todos os níveis, em especial o Governo, que tínhamos driblado a mesma.
    Se países ricos, desenvolvidos, dos quais estávamos e estamos dependentes no que respeita empréstimos e esmolas estavam em crise o que seria de esperar da nossa situação?
    Até parece uma cena do Titanic. A nossa volta, crise, crise, crise, mas em Cabo Verde “a orquestra continuou tocando” como se nada estava acontecendo.
    Por agora é gasolina e já dizia o bastante conhecido comerciante no Mindelo de outrora, senhor Matizim, famoso pelas suas qualidades de “economista popular”:
    – comprá um kór ê nê nada, gasolina é quê tûd -.
    Depois virão como aconteceu e vem acontecendo em Portugal e outros Paises da Europa, os cortes nas pensões, nos salarios, o desemprego em massa, enfim um verdadeiro apocalipse.
    “E a orquestra continua tocando” e o barco lentamente vai naufragando.

  2. Cidadao Mindelense

    Esses Agentes sabem muito bem exigir direitos exigem combustivel e tudo, quando chegam os combustiveis ficam passeando na cidade do mindelo para cima e para baixo exibindo e as criminalidade passam-lhes debaixos do nariz sem darem a minima, eles precisam e descobrir os criminosos dos 4 crimes impunes aqui em s. vicente e dp exigiram os seus direitos, exigem direitos e onde estao os deveres, tenham vergonha nessas caras por favor e saiam dos gabinetes e colocam a mao no trabalho.

  3. vergonha

    é a mesma situação da Policia Maritima em todo o territorio nacional
    sem meios para trabalhar,sabendo que somos ilhas uma das forças mais importante do país nesta situação, força pa Pj e Policia maritima

  4. Geronimo

    Aos homens da lei, e que lutam para a tranquilidade dos cidadãos de “bem” deixo aqui o meu ” Respeito “. Deus abençoa estes homens que sacrificam a própria vida, pelo combate ao crime organizado.

  5. FREDELLOPES

    Em fim ! Precisamoas da REGIONALIZAÇÃO poque se continua assim estamos mesmo debaixo do poço

  6. antonio santos

    È mesmo uma vergonha, da parte do Governo, reduzir o orçamento da PJ em 30 %, enquanto continua o esbanjamento na função pública. Este governo tem vindo a produzir leis só para gastar papel. Há alguns meses foi publicado uma lei que definia a utilização de viaturas do estado. De acordo com a referida lei, quem tem direito a utilização da viatura do estado durante 24 horas são, o PR, o PM e os demais Ministros e secretarios de estado, o Presidente da AN, Presidente do Supremo e o PGR. Verifica-se Entretanto que na pratica, todos os cargos dirigentes da administração publica vem utilizando as viaturas do estado como se fossem propriedades suas. Nenhum director de serviço, de acordo com a lei tem direito a viatura de estado nos moldes que vem sendo utilizado ( transporte de casa para trabalho, transporte de filhos, esposas e empregadas, parodia fim de semana) Os diretores de serviço na administração publica são aumentitos sanguessugas. Recebem um bom salario e ainda chupam o sangue do estado, o dinheiro de todos nós, gastanto com a utilização das viaturas do estado, cerca de 20% do orçamento geral do estado. Há o caso do deputado de assomada, Autelino, que tem na posse uma viatura do estado que utiliza 24 horas por dia, no transporte de suas empregadas, compra para o seu minimercado e posto de venda. Um autêntico esbanjamento..Na Policia Nacional todos os quadros superiores com cargos de chefia teem uma viatura a sua disposição 24 h por dia é por isso que não fazem cumprir a lei de utilização de viaturas do estado, porque são os primeiros a infringi-la. Já é hora de por fim a isto

  7. Contribuinte

    Mais uma vez, um problema de gestão orçamental, mas também de prioridades, senão vejamos:
    Os diretores de altos cargos públicos e equiparados tem carro disponível 24horas, para passearem a vontade (incluindo, de noite/madrugada, fins de semanas e feriados). Se para esses senhores há dinheiro para combuistível, e para a PJ não há, então conclui-se que a PJ (segurança) não é uma prioridade. E assim vamos neste país onde os eleitores conhecem melhor os jogadores do Benfica do que os seus políticos.

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