Rebeldes e exército trocam acusações de violação do cessar-fogo no Sudão do Sul

12/05/2014 08:57 - Modificado em 12/05/2014 08:57
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sudaoAlgumas horas depois de ter entrado em vigor um acordo para “cessar hostilidades” no Sudão do Sul pelo Presidente Salva Kiir e o seu antigo vice, Riek Machar, os rebeldes acusam este domingo as forças governamentais de violações do cessar-fogo. A mesma denúncia foi feita pelo gabinete de Kiir contra os homens de Machar.

 

O porta-voz militar dos rebeldes, Lul Ruai Koang, num comunicado citado pela AFP que as “violações do acordo com vista à resolução da crise no Sudão do Sul mostram que [o Presidente] Kiir é hipócrita ou não controla as suas forças”. Koang sublinha que os rebeldes consideram que têm o “direito de se defenderem”.

 

Segundo o porta-voz dos rebeldes, as tropas sul-sudanesas violaram o cessar-fogo no Norte do território, nos estados petrolíferos de Unité e de Haut-Nil, através de ataques terrestres e disparos de artilharia.

 

No estado de Unité, os ataques ocorreram próximo da capital Bentiu, que nas últimas semanas têm passado várias vezes de mãos após combates entre rebeldes e exército.

 

O porta-voz do Presidente Kiir disse, por sua vez, à AFP, que as “ordens dadas ao exército foram as de se começarem a respeitar as disposições da cessação das hostilidades” em Juba, a capital do Sudão do Sul. Apesar das acusações rebeldes, Ateny Wek indica que o governo não recebeu qualquer menagem dos homens de Machar mas admitiu que altos membros do exército enviaram para Addis Abeba “relatórios a assinalar violações” do cessar-fogo por homens de Machar.

 

Na última sexta-feira, Kiir e Machar acordaram que todas as actividades hostis cessariam no prazo de 24 horas, após a assinatura do documento. Este acordo surge depois de um outro acordo rubricado em Janeiro não ter posto fim à guerra no mais jovem país do mundo, iniciada em Dezembro de 2013.

 

A guerra no Sudão do Sul opõe grupos liderados pelos dois dirigentes e prolonga uma velha rivalidade entre as mais importantes comunidades do país, os dinka e os nuer. O conflito terá já causado a morte de dezenas de milhares de pessoas em combates e massacres atribuídos aos dois campos. Mais de um milhão de pessoas tiveram de abandonar as suas casas.

 

 

 

publico.pt

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