Universidade do Mindelo: 273 alunos ainda não defenderam a monografia

9/05/2014 01:15 - Modificado em 9/05/2014 01:15

monografiaUm grande número de universitários em São Vicente frequenta os estudos até ao último ano do curso e, devido a motivos de vária ordem, não realizam o trabalho de conclusão do curso, ou seja, a monografia. É uma situação vivenciada em todas as universidades e uma grande preocupação para as mesmas.

 

A Universidade do Mindelo é uma das universidades que regista um número considerável de alunos que ainda não fizeram o trabalho de fim do curso que dá direito a um diploma com a defesa da monografia.

 

Risanda Soares, coordenadora dos serviços académicos da Universidade do Mindelo, adianta ao NN que “a situação é preocupante para a universidade tendo em conta que registamos 273 alunos sem conclusão do trabalho final.Esses dados incidem maioritariamente nas áreas mais técnicas. Chegando ao último ano do curso, os alunos conseguem entrar no mercado do trabalho mesmo com um nível técnico e deixam a monografia para ser realizada num momento sucessivo. Com o avançar dos anos, os universitários distanciam-se dos conteúdos e do próprio ensino em si”.

 

Nalguns casos, ao actualizarem os planos de estudos de acordo com o mercado, os alunos, querendo voltar para defenderem o trabalho de conclusão do curso depois de mais de dois anos fora da universidade, seguindo as normas internas deverão entrar num plano mais actualizado que, consequentemente, implica que tenham de fazer algumas disciplinas actuais do plano curricular.

 

Para Risanda “a situação pode pôr em causa a própria qualidade da formação porque somos avaliados em números quantitativos de universitários que colocamos no mercado”.

  1. José Maria Nevada

    Muitos não concluem por responsabilidade própria e outros tantos por culpa da universidade que não tem conseguido apresentar orientadores em quantidade e com qualidade para o efeito. A avaliação institucional das universidades deve entrar em C. Verde com rigor e descobrir as razões desta mercantilização do ensino. O que acontece é de uma perversão jamais visto. O problema não começa nem termina aqui pq entra um responsável põe os seus caprichos em prática e sai, depois vem outro e ,,,

  2. JM

    Como se não bastasse a situação, só faltava essa – fazer disciplinas pk atualizaram o planos dos Cursos.Pelno absurdo. onde está a segurança e a confiança? até pk terá sido por culpa imputável à universidade? QUEREM É CREDITOS DE PROPINAS, ISSO SIM. Os desgraçados passam 2 anos fora da univ.praticamente com o curso feito(só falta essa formalidade da monografia), e voltam para fazer disciplinas, só CV mesmo.

  3. Carlos Ramos

    Extraido do artigo “Desemprego dxi? Bô tá na goze ma mim, nê! publicado no jornal online Expresso das Ilhas.

    [Pior, as pessoas começam a sentir-se inúteis, a pensar apenas em viver o dia-a-dia, porque ficam preocupadas com a satisfação das necessidades básicas, como conseguir uma refeição. E os primeiros a sentir esse desânimo são os mais novos. Melissa Alves pertence à Associação de Jovens Quadros. Ela própria é um exemplo de uma jovem qualificada que não está a trabalhar na área de eleição. Formada em microbiologia, e a tirar um doutoramento em desenvolvimento sustentável e social, é actualmente prestadora de serviços numa empresa de turismo. E é peremptória: esteve a enganar-se uma geração. “Há demasiadas universidades e tornaram-se num negócio, o objectivo não é formar bem mas ganhar dinheiro com os jovens. Os alunos não saem preparados. Não saem com inglês eficiente, com conhecimentos de informática, não saem com o dom de resolver problemas. Por exemplo, na minha empresa, o meu patrão dá prioridade à contratação de cabo-verdianos, mas agora teve de ir buscar.]

  4. Rui Freitas

    então qual é o papel das Coordenações de Curso..isso nunca iria acontecer no sistema Público. Já tutorei (orientaçã/coord) mais de 20 graduados sempre na disposição; é nosso papel. Que passa na UniMindelo?

  5. Jandira Lopes

    “Requiem” para os nossos jovens licenciados ou em via de licenciarem-se, mas cuidado que nao digo “licenciar à la Relvas”.
    apenas triste que perante um assunto gravíssimo como este donde depende o futuro de centenas de jovens ninguém reage perante tais noticias alarmantes e preocupantes. Veja a ausência neste jornal online de comentários após dois dias da sua publicação.
    Se fosse um “Tony Park” que tivesse escrito mais um artigo sobre a realidade de Mindelo centenas de pessoas já tinham assentado à frente do computador para despejarem a sua indignação, que nesse caso nao passava mais de uma falsa indignacao para nao dizer ausencia de espirito de realidade e falsa demonstração de “amor à Terra”..
    Mas voltando ao tema Universidades é de lamentar essa apatia, esse desinteresse, esse laxismo, esse “laissez faire, laissez passer” nao só dos universitarios,mas tambem bem dos pais, tutores e da sociedade no geral.
    Uma juventude apática, sem energia, sem motivacao, sem coragem para mudar a sua situação.
    Simplesmente uma juventude “à rasca”.

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